perspectivas

Segunda-feira, 1 Abril 2013

A rudeza da linguagem dos extremistas católicos contra o aborto

Filed under: aborto,ética,Igreja Católica,me®dia — O. Braga @ 9:08 am

Mário Soares proferiu um dia aquela célebre frase: “todos temos o direito à indignação”. Mas a verdade é que nem todos. Parece que há uns que têm mais direito à indignação do que outros. Quando o Padre Nuno Serras Pereira exprimiu publicamente o seu direito à indignação contra a mentalidade abortista, foi apodado de extremista não só pelos me®dia mas também por alguns clérigos que ostentam um anel brasonado.

goodbye good men webHá dias falei da morte de Lawrence Auster e esqueci-me de referir que, no leito de morte, ele aceitou os sacramentos católicos e converteu-se ao catolicismo. Vindo de um judeu de nascimento, que em adulto adoptou o Cristianismo da Igreja Episcopal americana, e que anos mais tarde renunciou por esta aceitar celebrar o “casamento” gay, Lawrence Auster confidenciou meses antes da sua morte que a única religião que hoje resiste ao relativismo ético e moral é o catolicismo. E até esta resistência ao relativismo, um certo clero católico pretende destruir.

Hoje, em Portugal e em grande parte da União Europeia, há uma lista de livros proibidos pelo laicismo organizado, que conta com a cobertura política de um certo clero que se alcandorou na hierarquia à custa da corrupção nos seminários desde a década de 1950. Dessa lista proibida faz parte o livro “Goodbye, Good Men”, de Michael S. Rose, que pode ser gratuitamente descarregado aqui, embora em língua inglesa. O concílio do VII apenas assumiu em modus ponens a corrupção dos seminários católicos. Alguns dos mais altos sátrapas da Igreja Católica portuguesa são subprodutos dessa corrupção seminal. “O rei vai nu”.

Por isso, quando algum católico se manifesta publicamente contra o aborto, o politicamente correcto laicista considera-o um “extremista radical reaccionário”, e esses sátrapas da sacristia secundam-no por palavras ou por omissões. Defender a vida humana é hoje algo de radical, o que é, de facto, verdade. Como escreveu G. K. Chesterton, ser católico é ser algo de novo que desvela uma revolta:

” Seria bastante estranho que os homens modernos aceitassem o Catolicismo como uma novidade; mas é uma novidade. Hoje em dia, as pessoas andam tão longe do Catolicismo, que o Catolicismo se transformou numa “revolta”, algo tão radicalmente distinto de tudo o resto que nos diz respeito, algo muito recente, muito novo.” — G. K. Chesterton, “Catholic Church and Conversion”, 1927

Se vivesse hoje, Chesterton seria considerado, pela satrapia politicamente correcta, um radical extremista perigoso.

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