perspectivas

Quinta-feira, 14 Março 2013

Richard Dawkins diz que um feto humano tem menos valor do que um porco

As opiniões de Richard Dawkins, ou de outro burro qualquer, não me incomodam. Sempre existiram burros, e como escreveu C. Cipolla, a percentagem de estúpidos em circulação é sensivelmente idêntica em todas as sociedades de todas as épocas. O que me incomoda é caixa de ressonância dos me®dia: algumas das vezes acrítica, porque entre os pasquins — como, por exemplo, o jornal Público — a percentagem de estúpidos é superior ao normal; outras vezes propositada quando alinhada com um certo niilismo ético de uma política cultural de “terra queimada”.

dawkins and freud webQuando dizemos que “aquele animal sente dor”, essa nossa constatação é intuitiva.

Do ponto de vista estritamente do método científico positivista, nenhum cientista pode verificar e confirmar que um animal sente dor. O cientista pode inferir a dor de um animal, mas essa inferência tem origem intuitiva, e não uma origem estritamente científica no sentido de verificação empírica e positivista.
A presumível dor de um ser não é um critério científico — em sentido estrito do método científico — para estabelecer razões para o aborto ou para a eutanásia. A constatação da dor de um qualquer ser é intuitiva, e por isso, do domínio da ética, e logo, do domínio da filosofia. Quando a ciência diz que “um feto humano não sente dor”, incorre em um grave erro e abuso metodológicos.

Por isso é que Richard Dawkins é burro, porque ele deveria estar concentrado na biologia em vez de se meter pela filosofia adentro. Porém, para além de burro, é estúpido, porque ele consegue intuir a dor de um animal qualquer, mas já não consegue intuir a presença de um ser humano num feto humano.

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2 comentários »

  1. Richard Dawkins, um dos maiores gênios da atualidade, biólogo renomado formado em Oxford, que já recebeu vários prêmios, sendo “criticado” por alguém que mal entende sobre fisiologia animal para afirmar que animais não sentem dor? Onde você retirou seu diploma de estupidez? Além disso, você tem a capacidade de refutar sua própria ideia ao afirmar que a dor é intuitiva e não ética, e que por isso fetos sentem dor. Mas a questão é, desde quando animais não são intuitivos? Ora, se a dor é intuitiva, e os animais são intuitivos, é óbvio que os animais também sentem dor. Mas é claro que um especista ridículo como você que não dá nenhum valor a qualquer forma de vida além da humana não vai entender nada disso. Afinal, pessoas hipócritas como você acham o cúmulo alguém defender o direito ao aborto mas com certeza sente prazer ao ver alguém maltratar ou matar um animal. Se é pra defender o direito a vida, defenda de verdade. Não se pode ser contra o escravismo, mas escolher defender apenas uma raça, assim como não se pode ter respeito pela vida por uma só espécie. Os animais também vivem, respiram e sentem DOR, então se é pra ser a favor da vida, defenda um ser vivo, e não um ser que sequer foi gerado ainda.

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    Comentar por Beatriz Reis — Terça-feira, 21 Outubro 2014 @ 5:27 pm | Responder

    • Quando eu escrevi que «quando dizemos que “aquele animal sente dor”, essa nossa constatação é intuitiva», trata-se de uma evidência que uma pessoa com um QI de inteligência inferior a 90 pode intuir.

      Note bem! Tente concentrar-se um minuto e faça com que os seus dois neurónios funcionem!

      Eu não escrevi que “a constatação da dor em um animal é intuitiva, por um lado, e que, por outro lado, já não é intuitiva em relação à dor de um feto”.

      Aliás, se você fizer um pequeno esforço para ler, poderia ler o seguinte:

      “A constatação da dor de um qualquer ser é intuitiva, e por isso, do domínio da ética, e logo, do domínio da filosofia.”

      Você tem que aprender a ler. Quando você não sabe ler, inunda as caixas de comentários dos blogues com merda!

      Portanto, eu não vejo qualquer contradição naquilo que escrevi. Só existe contradição entre os seus dois neurónios que se dispuseram um contra o outro. Você é uma contradição personificada, o absurdo em pessoa.

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      Comentar por O. Braga — Terça-feira, 21 Outubro 2014 @ 5:44 pm | Responder


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