perspectivas

Quarta-feira, 13 Março 2013

Vem aí o “casamento” grupal

“Boris Dittrich, the homosexual activist called the “father” of the political movement in favor of Dutch gay “marriage”, has admitted that group marriages of three or more people, is the next, inevitable logical step in the dismantling of the western world’s traditional marriage laws.”

via Group marriage is next, admits Dutch ‘father’ of gay ‘marriage’ | LifeSiteNews.com.

casamento grupal webPrimeiro, dirigiram-se ao coração e aos sentimentos dos tolos, reclamando por direitos de reconhecimento legal da relação homossexual, e obtiveram a união-de-facto gay.

Depois, em nome da não-discriminação, convenceram os tolos sentimentais de que o “casamento” gay não incomoda nem prejudica o casamento da maioria dos membros da sociedade; e os tolos tiveram pena deles, e não só aceitaram o “casamento” gay , como chamaram aqueles que não concordavam com ele , de “intolerantes”.

A seguir, quiseram adoptar crianças, e os tolos piegas aceitaram que se colocassem os interesses dos adultos acima dos interesses das crianças. E agora, os mesmos que “com papas e bolos enganaram os tolos”, já reclamam o “casamento grupal” constituído por três ou mais pessoas que poderão adoptar crianças. E os tolos continuam democraticamente tolos.



«O grande fenómeno que prepara a hominização e que consegue realizar, cremos nós, o homo sapiens é, não o “assassínio do pai”, mas o nascimento do pai.» — Edgar Morin

Que o lóbi político homossexualista pretenda impor, de uma forma totalitária, o seu modelo de cultura a toda a sociedade, não me surpreende. O que me surpreende são os novos “idiotas úteis” — os sentimentais e os crédulos que confundem “tolerância” com “permissividade”, e a alta traição da nossa classe política inepta e moralmente corrompida.

A nossa cultura e a nossa civilização é baseada na pessoa (no indivíduo), e não no grupo. A nossa sociedade não é geneticamente colectivista. Existiram algumas experiências colectivistas na Europa, como as do bloco comunista, mas a coisa correu para o torto.
Em algumas (poucas) sociedades primitivas do Terceiro Mundo, como por exemplo em algumas tribos da Amazónia, ou entre os Tobriandeses, existem formas diferentes de casamento. Na Amazónia, algumas tribos adoptam o chamado “casamento avuncular”, em que o tio da criança nascida do casamento heterossexuado (o irmão da mãe da criança) substitui o pai biológico na educação da criança (o pai biológico passa a ser um elemento de desordem). Entre os Tobriandeses, a função social de pai e de mãe é intermutável, ou seja, um pai pode desempenhar, por algum tempo, o papel de mãe, e vice-versa. Todas essas sociedades primitivas — em que a estrutura antropológica do casamento é diferente do casamento prevalecente na Europa pelo menos desde a Grécia Antiga — colocam os interesses do grupo ou da tribo acima dos interesses do indivíduo, que se apaga como pessoa.

Através da aceitação de uma retórica do sentimento, esquerdista na sua base, os cidadãos sentimentais estão a colocar não só a democracia em perigo, como estão também a colocar em questão a nossa sociedade baseada em uma lógica da pessoa ou do indivíduo; porque é uma contradição em termos defender uma sociedade baseada na pessoa — quando se reclama, como por exemplo na Suécia, o direito à autonomia radical do indivíduo que aponte para formas de casamento grupal e de adopção de crianças por famílias de “paternidade dispersa” —, por um lado, e por outro lado defender o apagamento do indivíduo na sociedade através da supremacia da lei do grupo, e através de estruturas sociais primitivas. As pessoas sentimentais, principalmente as mulheres, ainda não compreenderam que o lóbi político homossexualista pretende destruir a nossa sociedade.

A família “nuclear”, constituída por mãe, pai e filho, não foi um acidente histórico ou uma “construção social” da Europa. Em quase todas as civilizações, a família nuclear prevaleceu sempre. Este tipo de família, dita “nuclear”, traduziu uma diferenciação cultural importante que permitiu uma maior estabilidade na sociedade e melhor ordem social.
Por exemplo, o casamento heterossexuado e a respectiva família nuclear permitiu a dupla linearidade da geração (a árvore genealógica clara, do lado da mãe e do pai) que o “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de homossexuais pretende erradicar. Que o lóbi político homossexualista pretenda impor, de uma forma totalitária, o seu modelo de cultura a toda a sociedade, não me surpreende. O que me surpreende são os novos “idiotas úteis” — os sentimentais e os crédulos que confundem “tolerância” com “permissividade”, e a alta traição da nossa classe política inepta e moralmente corrompida.

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3 comentários »

  1. Como previa:

    Primeiro o relativismo de gênero(nem preciso explicar).
    Agora o relativismo de número(casamento grupal).

    O último será o relativismo de grau(crianças).

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    Comentar por Marcelo R. Rodrigues — Quarta-feira, 13 Março 2013 @ 1:27 pm | Responder

  2. <>

    fonte: http://www.brasilacimadetudo.com/2007/07/after-the-ball-os-cadernos-do-carcere-do-movimento-gay-final/

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    Comentar por Carlos Vendramini — Quinta-feira, 14 Março 2013 @ 2:16 am | Responder

  3. No comentário anterior faltou o texto:

    Em “O rinoceronte”, Eugéne Ionescu cria a imagem perfeita do processo que vai num crescente, da tolerância rumo ao amor, no diálogo da personagem Daisy:

    “É uma questão de hábito, sabe? Já ninguém se preocupa com os bandos de rinocerontes que percorrem as ruas, a toda a velocidade. Quando eles passam, as pessoas afastam-se e depois retomam o seu caminho, continuando os seus negócios, como se nada tivesse acontecido.”

    “Sejamos razoáveis. É preciso encontrar um modus vivendi para nos entendermos com eles.”

    “Afinal, talvez sejamos nós que precisemos ser salvos. Talvez os anormais sejamos nós.”

    “Isso é que é gente. Têm um ar feliz, estão de acordo com eles mesmos. Não tem aspecto de loucos, são até bem naturais. Devem ter tido suas razões.”

    “Não gosto que fale mal deles. Fico com pena.”

    E termina com a constatação:

    “São deuses.”

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    Comentar por Carlos Vendramini — Quinta-feira, 14 Março 2013 @ 2:18 am | Responder


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