perspectivas

Sexta-feira, 8 Março 2013

O erro da Europa continua, mas as elites não aprendem nunca

“Controversy has erupted over next Tuesday’s European Parliament resolution “on eliminating gender stereotypes in the EU”, meant to mark international women’s day, after libertarian Swedish MEPs from the Pirate Party spotted the call for a ban in the small print.”

via MEPs to vote on EU 'ban on all forms of pornography – Telegraph>.

Querer impor uma ética através do formalismo do Direito Positivo (o medo do polícia) é próprio dos totalitarismos.

A União Europeia está a preparar uma “lei” a impor a todos os países da Europa, e que pretende proibir ou bloquear os sítios pornográficos na Internet. Ou seja, a Europa está a provar do próprio veneno que preparou desde a revolução sexual pós-moderna. Hoje, são os antigos seguidores de Marcuse e do make love, not war, “libertos” pela revolução sexual e pela ideologia de género, que preparam uma lei que proíbe a pornografia. Isto é de loucos! Longe vão os tempos de Maio’68 e do “é proibido proibir”

A Islândia, que tem uma primeira-ministra lésbica, prepara-se para ser o primeiro país da Europa a proibir sítios de pornografia na Internet. Ou seja, temos aqui uma lésbica puritana: está hoje na moda o puritanismo que pretende ocultar uma anomalia qualquer, assim como existe o puritanismo actual português que pretende proibir as touradas e simultaneamente defende o aborto livre. Este novo puritanismo é uma manifestação paradoxal da culpa através da recusa da culpa: da mesma forma que não se pode não-ser, verifica-se que é impossível eliminar a culpa do ser humano. Nestes casos, a culpa reprimida e interiorizada assume uma dimensão radical de censura política, tal como aconteceu com os Quakers ingleses no tempo de Cromwell, ou com a “república dos eleitos” de Calvino.

Mais uma vez, a Europa erra — não porque eu seja a favor da pornografia (porque de facto não sou)— porque é impossível proibir a pornografia senão através de uma ética adequada e racional que se deve ensinar nas escolas, e que devemos aprender desde pequeninos. E mesmo com a aprendizagem dessa ética, ele há sempre os trânsfugas…

Não é a lei, considerada em si mesma, que vai impedir o delito ou o desejo do delito: só através de uma educação com ética se pode prevenir o delito; mas nem assim se pode prevenir todo o delito. Querer impor uma ética através do formalismo do Direito Positivo (o medo do polícia) é próprio dos totalitarismos.

1 Comentário »

  1. Está na hora dos católicos acordarem, e entenderem que seu maior aliado não é a coisa “protestante-anglo-saxã”, mas sim no mundo ortodoxo. Paises como Portugal, Espanha, Grécia, deviam pular fora do eixo Berlin+Londres+Washington e.t.c.

    Tomando nota, pesquisem a história americana, e verão que organizações como Planet Parenthood tem um pé no cristianismo puritano, que tentou varrer o alcoolismo dos EUA nas decadas de 20 e 30.

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    Comentar por Marcelo R. Rodrigues — Sábado, 9 Março 2013 @ 11:46 am | Responder


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