perspectivas

Quarta-feira, 6 Março 2013

O relatório de Patrícia Morgan acerca do “casamento” gay

A especialista britânica de política familiar e professora da universidade de Buckingham, Patrícia Morgan, apresentou recentemente um relatório ao parlamento inglês acerca das consequências da legalização do “casamento” gay. O relatório foi efectuado mediante a análise da experiência dos Estados onde o “casamento” gay foi legalizado — Suécia, Noruega, Dinamarca, Holanda, Espanha, o Canadá e os Estados Unidos; Portugal está fora da lista porque o “casamento” gay em Portugal não permite a adopção de crianças. O relatório, em inglês, pode ser lido aqui (PDF), e resume-se no seguinte:

  • a ideia segundo a qual o “casamento” gay reforça a instituição do casamento revelou-se, pela experiência, falsa;
  • na medida em que o casamento é redefinido na lei para acomodar os relacionamentos gay, passa para a cultura antropológica a ideia segundo a qual o casamento não tem nada a ver com a paternidade e com a maternidade;
  • o “casamento” gay tem como consequência, na cultura antropológica, a banalização das uniões heterossexuais e a separação entre o casamento, por um lado, e a maternidade e paternidade, por outro lado;
  • em Espanha, após a introdução do “casamento” gay, verificou-se uma aceleração marcada do declínio do casamento (o número de casamentos celebrados, em geral na sociedade, baixou);
  • nos países com “casamento” gay, as relações nos casais (de sexo oposto, obviamente) tendem a identificar-se com as normas comportamentais gay, e não o contrário;
  • o “casamento” gay não impede a efemeridade endógena e idiossincrática dos relacionamentos gay;
  • o “casamento” gay é um direito negativo, ou seja, o que interessa à comunidade minoritária gay é que o casamento esteja disponível, embora a participação na instituição do casamento não tenha interesse para os gays;
  • o “casamento” gay faz parte de uma política anti-família e anti-casamento, de que a Suécia é o exemplo típico;
  • o “casamento” gay desencadeia o desmembramento das estruturas familiares nas sociedades tradicionalmente favoráveis à família (como é o caso de Portugal e Espanha).

[ via ]

Deixe um Comentário »

Ainda sem comentários.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: