perspectivas

Quando a ilegitimidade é protegida pela lei, transforma-se num direito

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Portugal apesar de estar cheio de Sátrapas, ainda não virou uma Satrapia. Sobretudo uma Satrapia do Grupo de Bildelberg.

via O Adamastor: O MINISTRO DA DEFESA E OS SÁTRAPAS MODERNOS.

Para os dignitários da III república, o corpo militar em vez de ser objecto de prestígio nacional, é uma ameaça. O que está por detrás dos constantes cortes orçamentais na área militar, desde há 40 anos a esta parte, é um problema de má-consciência sobre a própria função dos políticos num quadro democrático.

Os políticos, sem excepção, da esquerda à direita representadas na assembleia da república, vêem-se a si mesmos como uma classe de poder que, por direito próprio, opera em roda livre e em função discricionária e arbitrária do conceito abstracto de “Vontade Geral” de Rousseau. E partindo desta ilegitimidade legalizada, instala-se nela um medo difuso que resulta de uma má-consciência a partir do qual se justifica um maniqueísmo: tudo o que não é da classe política é contra a classe política.

Quando a ilegitimidade e a violência são protegidas pela lei, transformam-se em direitos. E a classe política, entendida em si própria como uma classe social ao serviço de interesses estrangeiros, concebe como “direitos” a arbitrariedade ilegítima da sua acção política, e a violência política sobre todas as organizações sociais e instituições autónomas por natureza — desde a família ao corpo militar.

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