perspectivas

Quarta-feira, 23 Janeiro 2013

As elites actuais que emigrem, e que fique o povo

«O ministro das Finanças do novo governo japonês afirmou que os idosos doentes devem “morrer rapidamente” para aliviar o Estado do pagamento de cuidados médicos.

“Deus queira que (os idosos) não sejam forçados a viver até quando quiserem morrer” disse Taro Aso durante uma reunião, em Tóquio, sobre as reformas da segurança social.

Segundo o jornal britânico Guardian, o ministro está a ser alvo de fortes críticas por declarações como: “O problema não tem solução, a não ser que os deixemos morrer, e depressa”.

via Ministro japonês afirma que doentes idosos devem morrer para poupar o Estado | iOnline.

Se perguntarmos a um político português de Esquerda ou da direita neoliberal (Passos Coelho) se existe algum problema demográfico em Portugal, a resposta será invariavelmente negativa. E a razão por que o problema demográfico português é obnubilado pela Esquerda e pela “direita Goldman Sachs”, é a de que já contam com a eutanásia compulsiva em forma de lei.

O Japão teria tudo, à partida, para ser feliz. É um país industrializado, científica e tecnicamente avançado, com um alto nível de vida da sua população. No entanto, é hoje um país exangue e exausto; um país sem futuro; um país condizente com a opinião do David “Vai-Te-Embora” segundo a qual “o ser humano é a praga do planeta Terra”; ou com a opinião de Pinto Balsemão do PSD/Bilderberg/Goldman Sachs que defende o abate da população portuguesa; ou como a maçonaria portuguesa que considera o aborto, a pedido discricionário da mulher, como um “direito”.

Está à vista de todos que o aborto leva à eutanásia. Existe uma ligação directa entre o aborto e a eutanásia. A “liberdade” de abortar leva à “liberdade” de matar os nossos velhos que são o repositório da sabedoria humana — aquela sabedoria que não vem nos livros nem nos e-books.

Portugal será uma caricatura do Japão porque não tem o potencial económico do Japão. Aqui, as coisas vão ser muito piores. E a forma de reverter o problema demográfico português é alterar completamente o padrão cultural das classes que nos governam, porque se elas estão a matar lentamente a sociedade e a nação portuguesas, então mais vale que morram umas centenas nas elites do que se liquide um povo inteiro.

A solução para o problema demográfico português passa, por exemplo, pela valorização cultural e política da instituição do casamento e da família (naturais, obviamente); passa pelo condicionamento legal do aborto; passa pelo apoio às famílias numerosas. Tudo isto tem a ver com cultura das elites: precisamos de outras elites, nem que tenhamos que liquidar as actuais para salvar o futuro do país. As elites actuais que emigrem, e que fique o povo.

Evolução demográfica no Japão

Evolução demográfica no Japão

1 Comentário »

  1. Este artigo reflecte uma das minhas preocupações actuais. Com a falta de apoios aos jovens, com o desemprego e a precariedade, com o apelo à emigração das camadas mais jovens da população activa, com as quase inexistentes condições económicas e sociais que promovam a constituição de famílias, seja pelo casamento, seja pela união de facto e, consequentemente (mas não necessariamente), com a cada vez mais baixa taxa de natalidade, receio que Portugal venha a enfrentar a mais grave crise geracional de que há memória.
    Obrigada!
    *********************
    (nota do autor do blogue: este comentário foi traduzido para português)

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    Comentar por Cátia Silva — Quinta-feira, 24 Janeiro 2013 @ 3:03 pm | Responder


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