perspectivas

Sábado, 19 Janeiro 2013

A retórica da promoção cultural de uma sociedade de filhos sem pai

Autrement dit, la majorité réfléchit sérieusement à l’idée d’ouvrir l’AMP à toutes les femmes, mariées ou non, homosexuelles ou hétérosexuelles, fertiles ou infertiles, en couple ou célibataires.

via « Mariage gay » et PMA : danger maximal – Décryptage – L'information – Liberté Politique.

1/ Porque o casais naturais (ditos “heterossexuais”) podem, regra geral, ter filhos, o politicamente correcto considera que é uma injustiça que os pares de lésbicas (e fanchonos) não possam ter filhos. E por isso, o politicamente correcto pretende que os pares de mulheres lésbicas “casadas” tenham acesso à procriação medicamente assistida, mesmo sendo férteis.

2/ Por outro lado, reservar a procriação medicamente assistida somente para os pares de lésbicas “casadas” é, segundo o politicamente correcto, injusto e viola os direitos dos casais naturais. Segundo o politicamente correcto, não é aceitável que os pares de lésbicas “casadas”, mesmo sendo férteis, tenham direito à procriação medicamente assistida, e os casais naturais, mesmo sendo a mulher fértil, não tenham (por exemplo, o “direito” às barrigas de aluguer).

3/ Ora, acontece que existe aqui uma outra injustiça que o politicamente correcto não tolera: um casal natural (um homem + uma mulher) não precisa de se casar para ter um filho: basta que esse casal tenha relações sexuais, ou viva em união-de-facto, para que a mulher engravide e nasça uma criança.
Segundo o politicamente correcto, isto é uma injustiça!, porque uma mulher “heterossexual” fértil não precisa de se casar para ter filhos, enquanto que uma mulher lésbica precisa de se “casar” com outra mulher para ter direito à procriação medicamente assistida. Decorre daqui, que a mulher lésbica deverá ter acesso à procriação medicamente assistida, seja ela casada, ou não.

4/ De injustiça em injustiça, o politicamente correcto pretende que a procriação medicamente assistida seja aberta a todas as mulheres, casadas ou não, lésbicas ou não, férteis ou inférteis, vivendo com alguém ou solteiras.

Ou seja, o politicamente correcto pretende criar uma sociedade tendencialmente de filhos da puta, em que a árvore genealógica das crianças tenda a desaparecer.

Engels defendeu essa sociedade de filhos da puta na sua teoria da família e da propriedade privada.

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