perspectivas

Sexta-feira, 18 Janeiro 2013

Ainda sobre as quotas feministas nos conselhos de administração das empresas

Filed under: A vida custa,Europa,feminismo,politicamente correcto — O. Braga @ 9:09 am
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“O tonto consegue captar o subtil, mas não vê o óbvio.” — Nicolás Gómez Dávila

O meu verbete crítico das quotas para mulheres nos conselhos de administração criou um certo “bruá” numa determinada rede social. Por isso, justifica-se este outro verbete.

1/ o politicamente correcto retirou, às pessoas que o consentem, o sentido de humor. Trata-se de um novo tipo de puritanismo que criou um novo tipo de hipocrisia: por exemplo, as tradicionais piadas de alentejanos são contadas em privado, para não ofender os alentejanos. As piadas de louras são contadas em cochicho, para não ofender as louras. E assim por diante.

A corrosão do humor, provocada pelo politicamente correcto, leva a uma vida sensaborona. Os humoristas já não sabem o que dizer, com medo de ofender A ou B: resta-lhes dizer piadas deles próprios.

2/ uma mulher que não reconheça que a política de quotas é contraproducente e prejudicial às mulheres, é estúpida, na medida em que essa directiva da União Europeia significa a negação da meritocracia. A negação da meritocracia é sinal de profunda estupidez.

A meritocracia não se fomenta mediante quotas. A ideia da União Europeia segundo a qual a meritocracia institui-se na sociedade através de quotas, é contraditória em termos. Meritocracia é incompatível com quotas.

3/ conforme escrevi no dito verbete, seria mais avisado que os Bancos públicos (por exemplo, a CGD) criassem linhas de crédito especiais destinadas às mulheres empreendedoras, no sentido de criarem as suas próprias empresas — em oposição à política correcta das quotas. Isto sim, seria promover a condição feminina na sociedade.

Por razões biológicas, que são inultrapassáveis objectivamente, apenas uma minoria de mulheres assume riscos. Mas há mulheres que assumem riscos; e estas podem ser empresárias. Em contraponto, e também por razões biológicas, há mais homens do que mulheres que assumem riscos, e é esta a razão por que há mais homens do que mulheres no mundo empresarial e na gestão de empresas.

É esta a razão — e por juízo universal — por que há mais homens do que mulheres a conduzir carros de Fórmula 1, ou a pilotar aviões de caça a jacto. Trata-se de uma condição biológica. A única forma de ultrapassar esta condicionante biológica é transformar as mulheres em homens mediante tratamento hormonal desde tenra idade.

As quotas não adiantam nada, e apenas vão fragilizar a gestão das empresas.

“A liberdade é o direito a ser diferente; e a igualdade é a proibição de o ser.” — Nicolás Gómez Dávila

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