perspectivas

Segunda-feira, 24 Dezembro 2012

O Nobel da paz para a União Europeia, ou a Missa Requiem

A velha e já póstuma Comunidade Europeia foi feita pelos fundadores exactamente para não ser aquilo que é hoje, foi feita para garantir a paz através da partilha de recursos, da coesão e da igualdade das nações.

via ABRUPTO.

Eu não sei bem se estou de acordo com a ideia ou ideias deste verbete de José Pacheco Pereira — porque a confusão ideológica reina de tal forma que podemos estar de acordo sem que aparentemente estejamos de acordo.

angela merkel e a nova europa webEm primeiro lugar, a atribuição do prémio Nobel da paz à União Europeia foi uma espécie de Missa Requiem: “Unio Europae nationibus requiescat in pace per Dei misericordiam. Amen!”.

Dar um prémio Nobel a esta União Europeia ou à “velha e póstuma CEE”, é a mesma coisa: é como dar um prémio aos bombeiros voluntários da minha freguesia porque alegadamente se abstiveram de atear fogos por todo o lado. Seria como se o presidente da junta de freguesia, falando em nome da comunidade e em celebração solene, dissesse ao comandante dos bombeiros: “O nosso muito obrigado porque vocês não andaram por aí a atear fogos!”.

Em segundo lugar, a paz na Europa foi resultado de uma intervenção militar — e não, como diz o José Pacheco Pereira, um facto assegurado pelos “fundadores” da CEE. Foi a intervenção militar americana que fundou a paz na Europa. E agora, que os Estados Unidos se mudam para o Pacífico com armas e bagagens, abandonando o Atlântico, este prémio Nobel da paz atribuído à União Europeia assume o simbolismo de uma Missa Requiem. Quem fundou a paz abandona o território.

Em terceiro lugar, os “fundadores” da CEE transportavam já consigo o “veneno” desta União Europeia. Ou seja, estava já escrito no código genético da “velha e defunta” CEE que a União Europeia viria a dar nisto.

Quem fundou a “velha e defunta” CEE foi a maçonaria mais radical e anti-cristã da Europa, aliada ao grupo de Bilderberg organizado pelo príncipe Bernhard of Lippe-Biesterfeld, da Holanda, que foi um oficial das SS nazi. Desta aliança ignara entre a maçonaria jacobina dos políticos fundadores da CEE, por um lado, e os herdeiros ideológicos do nazismo, por outro lado, só poderia sortir esta União Europeia — mal os americanos “dessem às de vila Diogo”.

eussrA aliança extraordinária entre a maçonaria jacobina e os herdeiros ideológicos do nazismo — só comparável à aliança Marx / Maomé — transformou o conceito de “paz na Europa” em justificação para a instituição da actual barbárie cultural.

E foi em nome da paz que a tradição histórica europeia que enforma o Cristianismo — e vice-versa — foi abolida das instituições europeias e proibida no tratado constitucional adjacente ao Tratado de Lisboa. O laicismo mais feroz, em oposição a um secularismo saudável, estava já escrito nas estrelas quando a “velha e defunta” CEE foi fundada.

A ironia conta-nos que o prémio Nobel da paz foi recebido por Durão Barroso na Noruega, país que recusou por duas vezes, em referendo, a entrada na União Europeia…

lapide uniao europeia

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