perspectivas

Quarta-feira, 19 Dezembro 2012

O jornal Público e a eutanásia

pasquim publico e a eutanasia webEsta imagem aqui ao lado foi tirada do FaceBook e diz respeito a uma notícia do pasquim Público. Como podemos ver, o pasquim Público não se limitou a dar a notícia no FaceBook: também tomou partido acerca discussão sobre a eutanásia em França, invocando uma sondagem que ninguém sabe muito bem de onde veio. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência não compra o pasquim Público.

Mas reparem bem neste trecho do pasquim:

“O relatório encomendado pelo Presidente francês, François Hollande, sobre questões relacionadas com decisões de fim de vida já está terminado e indica que 56% dos franceses desejam receber “ajuda médica para morrer melhor”. O país prepara-se agora para debater nova legislação que pode passar por aprovar o suicídio assistido. Para já, a eutanásia fica de fora.

Segundo o pasquim Público — e o politicamente correcto — , “eutanásia” não é a mesma coisa que “suicídio assistido”. E as pessoas acreditam no pasquim Público! Vamos ao dicionário de português:

eutanásia
(grego euthanasía, -as, “morte fácil”, “morte feliz”)
s. f.
1. Morte sem dor nem sofrimento. ≠ CACOTANÁSIA
2. Teoria que defende o direito a uma morte sem dor nem sofrimento a doentes incuráveis.
3. Acção que põe em prática essa teoria.


A notícia do pasquim também diz que “56% dos franceses desejam receber ‘ajuda médica para morrer melhor’”. Ora, o pasquim Público conclui que isso significa que 56% dos franceses querem o “suicídio assistido” por oposição à “eutanásia” que, segundo pasquim, não são sinónimos. Que esses 56% dos franceses defendam o reforço de uma política de cuidados paliativos, não passa pela cabeça dos mentecaptos do pasquim público. Não se vê em nenhum lado na notícia do pasquim uma qualquer referência contraditória ao politicamente correcto.


Tal como acontece com o aborto “voluntário”, o politicamente correcto pretende que a eutanásia seja “voluntária”.

Ora, o que é voluntário implica liberdade do indivíduo, ou seja, liberdade de qualquer coação que não seja o da sua razão própria. É assim, por exemplo, que o aborto em Portugal é “voluntário” quando o marido diz à mulher que se divorcia dela se ela não abortar; e claro que ela, “voluntariamente”, vai ao hospital público abortar à custa dos impostos dos contribuintes — andamos nós a pagar as “cambalhotas de pólvora seca” de uma cambada de irresponsáveis.

Na Dinamarca ainda é pior: 1 em 6 cada bebés abortados nasce vivo e acaba por morrer sozinho e abandonado. Tudo isto é “voluntário”.

Com a eutanásia vai ser a mesma coisa: vai ser “voluntária”. Os filhos irão “voluntariosamente” dizer à mãe que se ela não optar “voluntariamente” pelo suicídio assistido — e não pela eutanásia, porque não é a mesma coisa —, já não a podem ajudar na velhice. E os médicos, pressionados pela direcção público-privada do hospital para cortar na despesa, vão convencer o paciente que apareça com um cancro que mais vale “cortar o mal pela raiz”: afinal, viver mais um ou dois anos é apenas válido para gente com saúde.


Entretanto, e tal como acontece hoje na Holanda, a eutanásia na Bélgica está fora de controle. Por exemplo, o negócio da colheita de órgãos de pessoas eutanasiadas é um acto comum, e sem autorização prévia do eutanasiado. E mais:

1/ mais de metade das enfermeiras belgas admite ter eutanasiado pacientes sem consentimento destes. Ou seja, os eutanasiados passam a ser “voluntários” à força.

2/ na Bélgica, cerca de metade dos casos de eutanásia não são reportados à autoridade governamental responsável pelo “suicídio assistido voluntário”. Mais: o pedido feito por escrito pelo “eutanasiado voluntarioso” não existe em 88% dos casos de suicídio assistido — que não é a mesma coisa que eutanásia.

3/ um estudo recente realizado na parte flamenga da Bélgica revelou que 32% dos casos de suicídio assistido — que não é a mesma coisa que eutanásia — aconteceram em total ausência de pedido ou de consentimento.

Podem ler aqui aquilo que o pasquim Público não publica nem nunca publicará.

[ notícia do pasquim Público em PDF ]

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