perspectivas

Sexta-feira, 7 Dezembro 2012

O liberalismo actual e a sua negação da liberdade do indivíduo (2)

Alain de Benoist escreve o seguinte:

« Uma nação só pode sobreviver se:

  • a) se o povo mantém plena consciência da sua História e das suas origens;
  • b) quando o povo se reúne em volta de um mediador, seja um indivíduo e/ou um símbolo (por exemplo, o Rei), que é capaz de juntar as energias e catalisar vontades para um destino comum;
  • c) se o povo consegue manter a coragem de designar os seus inimigos.

A liberdade não pode ser reduzida ao sentimento que alguém tenha acerca dela. Porque se assim for, tanto o escravo como o robô podem igualmente sentir-se livres.

Nenhuma destas condições ocorrem em sociedades que colocam o ganho económico acima de todos os outros valores, e consequentemente essas sociedades

  • a) dissolvem as memórias históricas;
  • b) extinguem o sublime e eliminam ideias subliminares respectivas;
  • c) assumem que é possível não ter inimigos. »


george-orwell pacifismo webO que se passa hoje na União Europeia é que existe uma categoria de países – por exemplo grandes países como a Alemanha, França, a Inglaterra, Polónia e Itália, por um lado, e por outro lado pequenos países como a Irlanda que possui uma Constituição que baliza a sua soberania, a Hungria que tem vindo a ser literalmente perseguida pela União Europeia e pelo FMI (ou seja, perseguida pela maçonaria internacionalmente organizada), a Eslováquia, a Dinamarca que possui mecanismos de democracia directa, e Malta — que procuram ainda a manutenção das três regras de sobrevivência segundo Alain de Benoist.

E depois existe uma segunda categoria de países europeus — por exemplo, Espanha que se desmembra nas suas nacionalidades, Portugal que se submete caninamente ao directório da União Europeia, Grécia que coloca o bem-estar económico acima da Nação e do Estado, Bélgica que se debate com uma secessão — que seguem um caminho de dissolução nacional erradicando as suas memórias históricas, extinguindo o sublime, e assumindo que já não há inimigos externos.

Alain de Benoist acaba o seu ensaio com um trecho lapidar:

“A liberdade não pode ser reduzida ao sentimento que alguém tenha acerca dela. Porque se assim for, tanto o escravo como o robô podem igualmente sentir-se livres. O significado de liberdade é inseparável dos fundamentos da antropologia humana, na medida em que o indivíduo compartilha uma história e cultura comuns em uma mesma comunidade.

A decadência vaporiza os povos, frequentemente de uma maneira civilizada. É esta a razão por que os indivíduos que agem apenas como indivíduos só podem esperar fugir da tirania, ao passo que cooperando activamente como uma nação, os indivíduos podem geralmente derrotar a tirania.”

(Ler Parte I)

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1 Comentário »

  1. […] (continua ) […]

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    Pingback por Alain de Benoist, o liberalismo actual e a sua negação da liberdade do indivíduo (1) « perspectivas — Sexta-feira, 7 Dezembro 2012 @ 5:49 am | Responder


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