perspectivas

Sexta-feira, 16 Novembro 2012

Portugal é um país com uma elite política contra a família

«Esta semana, a pátria teve um leve sobressalto quando viu a taxa de natalidade, mas o assunto voltou rapidamente à colecção de não-assuntos.
Eu compreendo: se começassem a falar de apoios à natali­dade, políticos, jornalistas e comentadores ainda perdiam, coitadinhos, as credenciais progressistas. Como se sabe, esses assuntos são coisas de fachos e reaças, e há que manter a feira das vaidades moderninhas e pós-moderninhas até ao fim. Mas, se não se importam, eu gostava muito de deixar um post-it reaça no frigorífico progressis­ta da pátria: se nada for feito ao nível das políticas de família, Portugal vai atravessar um inverno demográfico que criará a tempestade perfeita. A actual crise é um pequeno aguaceiro ao pé do “Sandy” demográfico que estamos a cozinhar.»

via Logos: Diário de um Pai – por Henrique Raposo.

A actual política cultural negativa em relação à família é propositada. Não se trata apenas de incúria ou desmazelo “tuga”. É uma política pensada, estruturada e orientada, que não abrange apenas a Esquerda, mas também a denominada “Direita”.

¿Alguém já viu, por exemplo, o José Pacheco Pereira escrever uma linha— apenas uma, que seja! — no seu blogue, acerca da política da família em Portugal? Ninguém viu nem nunca verá, porque a chamada “direita” faz parte do problema. Políticos da “não-esquerda”, como o José Pacheco Pereira, desempenham o papel da elite política menchevique na “estratégia de tenaz” de Lenine, fechando à direita a política bolchevique. Portugal é um país de elite política e cultural de Esquerda; a Direita praticamente não existe — embora exista, de facto, uma Direita sociológica.

Ainda ontem fiz menção, aqui, da opinião de uma ministra do governo de “direita” inglês, Lynne Featherstone, que afirmou publicamente que as mulheres não iguais ao homens porque “ainda ficam grávidas”. “Ainda” é um advérbio temporal, que significa “por ora”, “até agora”. Esta visão da ministra inglesa acerca da maternidade não é só dela: é, cada vez mais, europeia.

A obsessão com a igualdade da mulher em relação ao homem impõe uma política que faz com que os casais com filhos passem a ser discriminados perante a lei. Tal como acontece com a adopção de crianças por duplas de homossexuais, uma putativa e alegada injustiça em relação a uma minoria cria uma outra injustiça ainda maior que tem reflexos negativos em toda a sociedade.

[ Ficheiro PDF ]

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