perspectivas

Segunda-feira, 12 Novembro 2012

A quatro hipóteses de Portugal, face à baixíssima natalidade

“Portugal tem a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo – noticiava, há dias,a TSF. Fez notícias e um debate público. Mas, apesar dos alertas repetidos, pouca gente faz alguma coisa. 

Qualquer dia, é demasiado tarde para fazer qualquer coisa de jeito. Já é tarde, aliás. Convém é que não seja demasiado tarde.”

via Avenida da Liberdade: Dá que pensar….

A baixa natalidade de um país é um fenómeno cultural, ou seja, tem origem na cultura antropológica que é, hoje, imposta por uma certa cultura intelectual dita “progressista” e de Esquerda.

A Esquerda portuguesa — a “traição dos intelectuais” — é a principal responsável pela baixa natalidade portuguesa, mas o Partido Socialista e o Partido Social Democrata também não fogem à responsabilização, porque “quem cala, consente”.

O fenómeno cultural da baixa natalidade deve ser aferido pela taxa de fertilidade por mulher, e não pela taxa de natalidade. São coisas diferentes. O gráfico acima representa a taxa de natalidade e, além disso, dá um significado errado da evolução da demografia portuguesa desde 1900, porque a taxa de cobertura demográfica (2,1 crianças por mulher) apenas decaiu depois do 25 de Abril de 1974 e com a tolerância política em relação aos marxistas.

A baixa fertilidade, em geral, não tem uma relação causal com o nível de vida dos povos. Não existe um nexo causal peremptório e inequívoco entre rendimento (dinheiro) e fertilidade (filhos) — exactamente porque se trata essencialmente de um fenómeno cultural.

Sobre a taxa de fertilidade, os números do Banco Mundial sobre Portugal são assustadores: 1,3 crianças por mulher. Abaixo de Portugal está apenas a Hungria (1,25 crianças por mulher), a super-populosa Coreia do Sul, a Lituânia e a Bósnia.

Você, caro leitor, ouviu alguma coisa acerca deste problema no congresso do Bloco de Esquerda que terminou ontem? Não ouviu nem vai nunca ouvir, porque a política de Esquerda é de desertificação do país através da criação de “direitos” esdrúxulos, uma pretensa “autonomia” radical do indivíduo, irresponsabilização dos comportamentos, tentativa absurda e utópica de aculturação e de normalização do comportamento homossexual, aborto gratuito pago pelos impostos de todos, e, finalmente, a atomização da sociedade que é o objectivo último da política radical de Esquerda.

Para a Esquerda, a atomização da sociedade é a condição da tomada totalitária do Poder político.

Porém, a dita “não-esquerda” — Partido Socialista e Partido Social Democrata — “alinham” com as políticas culturais de Esquerda (marxismo cultural): isto é uma evidência: basta olhar e ver. O problema é que, muitas vezes, as pessoas olham mas não vêem.

Como é que se sai disto? Só vejo quatro saídas:

1/ A Esquerda percebe o problema e muda a sua estratégia política de “minagem” e destruição da cultura antropológica que, por sua vez, se baseia em alguns valores tradicionais que a Esquerda considera “reaccionários”. Esta hipótese é impossível.

2/ A não-esquerda (Partido Socialista e Partido Social Democrata) muda a sua estratégia mesmo correndo o risco de perder votos para a Esquerda radical. Esta hipótese é inverosímil, embora possível.

3/ Portugal desaparece do mapa político, humano e geográfico, a médio prazo. Esta hipótese é verosímil.

4/ Para assegurar a manutenção e a viabilidade de Portugal, será instaurado um regime político imbuído de alguns valores tradicionalistas essenciais, e com uma fortíssima repressão da Esquerda revolucionária, que poderá envolver julgamentos sumários e o recurso sistemático ao paredão de fuzilamento. Esta hipótese é provável.

1 Comentário »

  1. Para assegurar a manutenção e a viabilidade de Portugal, será instaurado um regime político imbuído de alguns valores tradicionalistas essenciais, e com uma fortíssima repressão da Esquerda revolucionária, que poderá envolver julgamentos sumários e o recurso sistemático ao paredão de fuzilamento.

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    Comentar por Mats — Segunda-feira, 12 Novembro 2012 @ 10:33 pm | Responder


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