perspectivas

Espanha e a Europa com gravíssimos problemas demográficos

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“Pero lo que de verdad está pasando es que la intensa recesión económica que nos aflige ha hecho aflorar de forma anticipada la depresión demográfica estructural a la que estamos abocados por nuestras escuálidas tasas de fecundidad de las últimas décadas, que nos conducen a ser un país decrépito y menguante, en la macabra senda del suicidio demográfico, en que no sólo peligran las pensiones, sino los demás fundamentos del bienestar y la prosperidad de nuestra sociedad.

via Alejandro Macarrón – Se agudiza la recesión demográfica – Libertad Digital.

Surpreendeu-me, no texto, o conceito de “infertilidade voluntária massiva”.

Este conceito supracitado engloba muitos outros; por exemplo, engloba o conceito de “aborto a pedido discricionário da mulher”; engloba o conceito de “primazia absoluta do princípio do interesse próprio”; engloba também o conceito de “maior felicidade para o maior número”, ou utilitarismo. Engloba também o conceito de “autonomia radical do indivíduo”, e de “dissociação e de atomização sociais”.

A ideia de Esquerda segundo a qual “a infertilidade voluntária massiva se prende com a crise económica”, é falsa. Em Espanha, a tendência já vinha desde 1994; na Alemanha, onde não há praticamente desemprego e onde a crise não se nota, a infertilidade voluntária massiva é comparável à espanhola. Estamos em presença de um fenómeno cultural que abrange simultaneamente quase todos os países da Europa e todos os países da União Europeia.

Nos Estados Unidos, Obama pretende importar este fenómeno cultural da Europa. Com um pouco de sorte e muita lucidez, os americanos vão eleger Mitt Romney.

Sendo um fenómeno cultural à escala europeia, o fenómeno cultural da infertilidade voluntária massiva não pode ser travado ou coarctado, em um determinado país da Europa, sem que exista um “divórcio cultural”, e portanto, político, desse país com as elites políticas da União Europeia.

E este “divórcio cultural” é o que têm tentado fazer a Hungria e a Ucrânia — o que lhes tem valido uma perseguição política e ideológica feroz vinda da parte das instituições da União Europeia que não perdoam aos relapsos da doutrina politicamente correcta, e aos heréticos que não lêem pela mesma cartilha niilista dos senhores da Europa herdeira do marxismo cultural.

Como diz o autor do texto e é verdade, “ter ou não ter filhos é sobretudo uma questão de valores e de prioridades na vida”. E esses valores e essas prioridades são impostos, de cima para baixo, pelas elites políticas e intelectuais da Europa que se servem dos me®dia para os fazer passar e propagandear.

Sinceramente, nunca pensei assistir a este fenómeno cultural niilista. Nunca me passou pela cabeça, há 20 anos, que um fenómeno cultural negativo deste calibre fosse possível. E por mais voltas que dê à cabeça, não vislumbro maneira de sair desta armadilha ideológica que nos leva ao suicídio demográfico senão mediante a “suspensão da democracia”.

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