perspectivas

José Sócrates e Passos Coelho são o complemento um do outro

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Referindo-se a José Sócrates, diz-se dele que é um “filósofo-retro”. Considero isso um insulto, porque “retro” sou eu. O mais que José Sócrates pode ser é “progre”. Há que ter uma noção de etimologia quando se constroem neologismos: criatividade não é aleatoriedade e caos.

O problema do escriba e do PSD do Pernalonga, é que ambos são “progre”; e, por isso, têm a necessidade de apodar de “retro” aquilo que não é, para assim se “demarcarem da concorrência”.

Adriano Moreira — outro “retro” — escreveu o seguinte no seu livro “Tempo de Vésperas”:

“Não é aceitável chamar “prudência” à incapacidade de correr riscos, ou chamar “ponderação” à falta de capacidade para tomar decisões, ou chamar “paciência” à falta de sentido para agir a tempo. E assim por diante a misturar o sim e o não da vida, a inverter os sinais, a deturpar as palavras, a recusar as opções, como se a natureza das coisas pudesse ser iludida.”

Esta sentença de Adriano Moreira serve tanto para José Sócrates como para Passos Coelho: o primeiro porque “invertendo os sinais e deturpando as palavras”, vendeu a banha-da-cobra aos portugueses; e o segundo porque “invertendo os sinais e deturpando as palavras”, chama “prudência” à incapacidade de correr riscos, “ponderação” à falta de capacidade para tomar decisões, e “paciência” à falta de sentido para agir a tempo.

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