perspectivas

Sábado, 13 Outubro 2012

E viva o velho!

Para a Helena Matos, do Blasfémias, o mais que o Estado deveria pagar aos reformados seria um “funeral social”: uma espécie de quatro tábuas de pinho em bruto e com farpas, pregadas com pregos de drogaria, meio enferrujados e de 7 polegadas, parecidos com os que pregaram Nosso Senhor na cruz. Haverá algo de mais cristão e puritano do que isto?

E se um reformado trabalhou toda a vida para descontar para a sua reforma e tem o azar de morrer no primeiro ano de reforma, fica tudo lucro para o Estado de Passos Coelho: ou seja: nem o Estado paga o funeral do reformado com um mínimo de dignidade depois de o primeiro se ter abotoado com dezenas de anos de contribuições do cidadão, nem o cidadão goza a reforma por malogro do destino.

E são estes os “liberais” da nossa praça. Com “liberais” destes, prefiro o Partido Comunista.

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