perspectivas

Quarta-feira, 12 Setembro 2012

Tom Holland e desconstrução do Islamismo

O embaixador dos Estados Unidos na Líbia foi assassinado pela turba islâmica protestando contra o documentário do realizador americano Tom Holland, com o título Islam: the Untold Story.

Segundo fiquei a saber, Holland refere no seu comentário que (1) Maomé não existiu; (2) que o Alcorão foi sendo escrito ao longo do tempo (ou seja, o Alcorão não surgiu no princípio da religião islâmica); e (3) que o próprio Islamismo foi-se moldando ao longo do tempo, ou seja, não teve propriamente uma formatação definitiva coincidente com a vida de Maomé que o próprio Holland diz que não existiu.

A existência histórica de Maomé é um facto documentado não só pelos muçulmanos do seu tempo, mas essencial e principalmente por documentos cristãos e europeus de finais do século VII e princípio do século VIII. Portanto, podemos dizer com toda a pertinência que Holland, para além de burro, é estúpido. No entanto, qualquer merda americana que apareça nos me®dia é automaticamente aceite como sendo verdadeira.

Porém, o que já não podemos provar ou demonstrar é que o Alcorão tenha sido escrito pelo próprio Maomé. Mas também não podemos provar ou demonstrar que o Alcorão não foi escrito pelo próprio Maomé. E, vai daí, a estupidez tipicamente americana assume como verdadeira uma das duas hipóteses que não são passíveis de demonstração, dando como verdadeira aquela que mais convém a um certo lóbi político de Hollywood.

O terceiro ponto, ou seja, que “o Islamismo foi-se moldando ao longo do tempo”, é a única menção verdadeira do documentário de Holland, porque se trata de uma verdade de La Palisse. Os americanos, herdeiros da corrente filosófica pragmatista, adoram as verdades de La Palisse; por exemplo, a seguinte proposição pragmatista: “o sol nasce a oriente porque não nasce a ocidente”. Perante uma constatação de facto como esta, os pragmatistas americanos exultam e rejubilam.

No meio disto tudo, aconteceu o pior: o documentário de Holland foi censurado na televisão inglesa, um embaixador americano e outras pessoas morreram na Líbia, Obama pediu desculpa aos muçulmanos pelo documentário [ao mesmo tempo que ameaça restringir a liberdade religiosa dos cristãos nos Estados Unidos] — tudo porque um ente sacrossanto de Hollywood se armou em historiador.

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1 Comentário »

  1. Justamente!
    Eu não diria melhor; as grandes verdades são as mais simples de pôr em letra de forma. Parabéns.
    Cumpts

    Comentar por Inspector Jaap — Quarta-feira, 12 Setembro 2012 @ 4:15 pm | Responder


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