perspectivas

Pinto Balsemão e o abate da população portuguesa

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“Se a população portuguesa fosse metade da que existe actualmente, não teríamos problemas económicos nem de défice.” — Francisco Pinto de Balsemão

Esta frase foi proferida por Balsemão num programa de televisão (SICn).

O que é que leva, do ponto de vista objectivo e científico, alguém com a responsabilidade de Balsemão (o representante em Portugal do grupo de Bilderberg) a afirmar uma coisa destas? Façamos uma comparação com países europeus de uma dimensão semelhante à de Portugal:

Portugal : 92,090 Km2 de área — 10,781,459 habitantes = 117.07 habitantes por km2

Áustria : 82,445 km2 de área — 8,219,743 habitantes = 99.7 habitantes por km2

Holanda: 33,893 Km2 de área – 16,730,632 habitantes = 493.63 habitantes por km2

Bélgica : 30,278 Km2 de área – 10,438,353 habitantes = 344.75 habitantes por km2

Ora, à excepção de Portugal, nenhum dos outros países supracitados têm os problemas económicos e o défice de Portugal. Reportemo-nos aos dados dos défices de 2010, que são os que tenho disponíveis:

Portugal: 9,8% do PIB // Áustria : 4,5% do PIB // Holanda : 5,1% do PIB // Bélgica : 3,8% do PIB

Portanto, a tese da relação negativa entre a população e a economia não pode ser sustentada. O problema é outro: o das elites. Portugal não tem as elites que os outros três países têm. E Pinto Balsemão faz parte da nossa desgraçada elite.

O que faz falta é abater, que nem cães raivosos, grande parte da elite que temos, incluindo o Francisco Pinto Balsemão.


«O nosso Povo tem sempre correspondido, nas alturas de crise. As elites, as chamadas elites, é que sempre o traíram (…)»

— Francisco Sá Carneiro – Abril de 1978 (dois anos antes de ser assassinado)

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