perspectivas

Segunda-feira, 2 Julho 2012

A islamofobia dos homossexualistas

Ces questions ont électrisé une grande conférence internationale qui s’est tenue à Amsterdam en janvier 2011. Les participants ont longuement évoqué la singularité des Pays-Bas, où le puissant parti populiste de Geert Wilders brandit les droits homosexuels comme un progrès occidental aujourd’hui menacé par l’islam.

via Le nouveau nationalisme est-il gay ?.

Como o leitor assíduo deste blogue já terá eventualmente reparado, nunca eu aqui me referi, de uma forma positiva ou abonatória, a uma certa “direita” europeia ilustrada pelo holandês Geert Wilders — entre outras razões porque se trata de uma “direita” ideologicamente incoerente e populista.

Esta “direita” de Geert Wilders é, aparentemente, libertária — parece procurar a independência da sociedade em relação ao Estado. Parece. Mas, quando apareceu na cena política alemã no princípio da década de 1920, o partido nazi também se apresentou como libertário. Portanto, entre aquilo que um partido político diz que é, por um lado, e por outro lado aquilo que é realmente, pode existir uma grande diferença. Um partido político é como um melão: só sabemos se é bom depois de o abrirmos, assim como só podemos saber se um partido político é coerente com os seus princípios depois de ter assumido o Poder.

(1) A islamofobia característica do movimento de Geert Wilders tem o apoio massivo da militância gayzista ou LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros], não só da Holanda, como em toda a Europa; (2) o movimento de Geert Wilders tem muitas semelhanças com o partido político do líder de uma certa direita austríaca, Joerg Haider, do qual se veio a saber [depois da sua morte em um acidente de viação] que era um grandessíssimo fanchono e abafa-palhinhas, e que, tal como Geert Wilders, era islamófobo.

Este tipo de “direita” também existe em Portugal, só que em termos muito mais confusos e difusos, ainda. Desde logo, é uma “direita” estrangeirada, porque se inspira em ideias políticas estrangeiras e importadas. E depois, parece incorporar nela o activismo político gayzista, como é o caso da relação entre o CDS/PP de Paulo Portas, e Adolfo Mesquita Nunes, por exemplo. Esta é uma “direita” que “evoluiu” da tradicional democracia cristã, que postergou, para uma de espécie de libertarismo decadente que se assume como defensor dos direitos humanos — como se os direitos humanos, alguma vez, pudessem ser considerados, em si mesmos, como uma política!

Em face da “evolução” recente dessa “direita”, simultaneamente islamófoba e homossexualista [ou homófila], eu parei, aqui no blogue, de comentar factos do Islamismo na Europa, salvo raras excepções. A islamofobia dessa “direita” transformou-se em uma forma de legitimar o homossexualismo e a decadência civilizacional que este transporta consigo.

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