perspectivas

Quinta-feira, 14 Junho 2012

O missal darwinista consegue ser pior do que o Alcorão

O propósito deste texto é o de tentar minar a minha [eventual] autoridade de facto no que diz respeito a este verbete de minha autoria — e não a minha autoridade de direito, porque o escriba não me conhece, e porque eu não pretendo afirmar aqui, de modo nenhum, uma eventual autoridade de direito: um blogue não serve para isso.

Para isso, o escriba começa por supor — sem me conhecer, e sem base racional para afirmar uma coisa dessas — que eu “não percebo nada de biologia”; “ou de ciência”. Em que é que ele se baseia para afirmar isso? Bom, apenas nas suas convicções pessoais, porque nada do que eu escrevi é falso: embora a Wikipédia [ler artigo] chame de “falácia” à ideia do ateu Sir Fred Hoyle acerca da formação da proteína, aquilo que eu escrevi no meu verbete supracitado corresponde totalmente à verdade. Portanto, conclui-se que o escriba assume que sabe mais de biologia e de ciência do que Fred Hoyle. E chama-me mentiroso, quando é ele que está a mentir.

Podemos discutir se Sir Fred Hoyle tinha razão ou não; o que o escriba não pode dizer é que aquilo que eu escrevi não corresponde à verdade — como tentou fazer. Por isso é que eu considero que é muito triste que se entre por este tipo de argumentação.


O raciocínio do escriba não viu, implícita na minha referência à “probabilidade de 10^40”, o número 1. Por exemplo, se eu digo que a probabilidade de algo ocorrer é de 3, isso significa implicitamente que é de 1 em 3; se eu digo que a probabilidade de algo ocorrer é de 10^40, significa que é de 1 em 10^40. Mas ele não se apercebeu da ideia e da lógica implícitas no meu raciocínio.


O escriba não me refuta com factos: apenas pretende colocar em causa o meu conhecimento. Apenas isso.

Seria como, por exemplo, se eu afirmasse que uma proteína deve conjugar 20 blocos de aminoácidos, e, em vez de me refutar com factos, o escriba viesse dizer que “você não percebe nada disso. Ponto final!”

O que o escriba pretende é contrapor a sua eventual, auto-assumida, não-verificável, e putativa autoridade de direito a uma ausência da minha autoridade de facto. O escriba é, no mínimo, desonesto. Ele deveria refutar as minhas proposições — tal como se deve fazer em ciência — em vez de entrar em retórica de diminuição ad Hominem do adversário. A atitude do escriba é fraca e denota a fraqueza da sua posição.

E depois, o escriba entra em histrionia; não se dá conta de que um espírito inteligente se ri da sua argumentação; ele parte do princípio de que escreve para burros:

“Primeiro, porque não é preciso a proteína ter exactamente aquela sequência. Nas proteínas presentes entre seres vivos, basta que um quarto da sequência seja idêntica para que a estrutura seja praticamente igual (2), pelo que o alvo a atingir para obter uma dada estrutura é muito maior do que uma só sequência.”

Diz o escriba, “aquela sequência”: está certamente a falar em “sequência de blocos de aminoácidos”. Mas não diz exactamente o que é “aquela sequência”. Fala “daquela sequência” como se fosse uma coisa abstracta, que não tivesse uma realidade concreta. Veja o leitor o seguinte:

Os aminoácidos são os blocos de construção das proteínas [tipo, “tijolos”]. Os vinte diferentes aminoácidos que compõem quase todas as proteínas têm uma estrutura comum. E pelo facto de serem “quase todas” as proteínas, e não “todas” as proteínas, não retira a legitimidade ao meu argumento. O que me parece é que o escriba não tem a mínima noção do que é o juízo universal: por exemplo, se em 100 casos, 99 obedecem a um padrão, não podemos dizer que esse padrão não existe — que é exactamente o que escriba parece pretender dizer: “havendo excepções, a norma não existe”, diz ele.

O processo de síntese da proteína — com blocos de 20 aminoácidos diferentes! [estrutura primária] — obedece a um padrão [repito: padrão!] que já foi demonstrado pela bioquímica. Repito: existe um processo-padrão da síntese da proteína!. Por favor não me obriguem a escarrapachar aqui todo o processo: recomendo ao escriba que consulte um manual de bioquímica na biblioteca mais próxima.

O que o escriba quer dizer, segundo percebi, com o seu [dele] argumento segundo o qual “não é preciso a proteína ter aquela sequência”, é que, segundo ele, não existe um processo-padrão de síntese da proteína. E depois vem dizer que o burro sou eu.

Uma proteína típica contém entre cinquenta a três mil resíduos de aminoácidos, mas a estrutura primária da proteína — repito: estrutura primária! — é composta pelos 20 aminoácidos a que me referi no meu verbete supracitado e em referência a Sir Fred Hoyle. Se o escriba não sabe o que é a estrutura primária da proteína, recomendo-lhe que consulte um manual de bioquímica na biblioteca mais próxima.

“E, em segundo lugar, porque a evolução não faz uma amostragem aleatória completa, juntando todos os aminoácidos aleatoriamente, mas sim acumulando mutações ao longo de muitas gerações e sempre sujeitas a pressão selectiva para eliminar as menos favoráveis, pelo que o espaço de possibilidades é muito menor.”

Caros leitores, isto é de rir à gargalhada! Esta gente não tem emenda possível.

Como é que este indivíduo, que diz que tem um alvará de inteligência em biologia, explica o surgimento e o funcionamento, por exemplo, de uma célula eucariótica típica, à luz do conceito darwinista de “mutações aleatórias com pequenos passos”?!!! Será que o escriba não se dá conta do absurdo em que se meteu? Mais valia estar calado do que fazer uma figurinha triste…!

Faça-me, o escriba, um favor: fale com um professor universitário de bioquímica sobre este assunto; mas em privado! Se falar com ele em público, ele nega a pés juntos, com medo da inquisição darwinista.

O resto do relambório do escriba diz respeito ao conceito darwinista de micro-mutação. Mas eu nunca escrevi, em lado nenhum, que as micro-mutações não existem! Portanto, a abordagem da micro-mutação, nesta discussão, não faz grande sentido. O escriba parece defender a ideia segundo a qual essas micro-mutações, nos organismos vivos, são sempre aleatórias. E está, por isso, errado.

No surgimento da vida — escrevi eu — o princípio darwinista das mutações aleatórias e de pequenos passos, está errado.

Eu vou repetir, não vá o escriba ter dificuldade de leitura ou de interpretação : no surgimento da vida! E se uma teoria está errada nos seus princípios, toda a teoria está errada [Aristóteles] e tem que ser reformulada. Tão simples quanto isto. Compreendeu?

2 comentários »

  1. […] por O missal darwinista consegue ser pior do que o Alcorão « perspectivas — Quinta-feira, 14 Junho 2012 @ 11:58 am | Inicie a Sessão para […]

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    Pingback por A confusão darwinista: micro-mutações = macro-mutações = vida « perspectivas — Quinta-feira, 14 Junho 2012 @ 7:15 pm | Responder

  2. […] No sequimente deste meu verbete: O missal darwinista consegue ser pior do que o Alcorão […]

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    Pingback por Já não é só o Alcorão: também já inclui os Hadiths « perspectivas — Sexta-feira, 15 Junho 2012 @ 4:20 pm | Responder


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