perspectivas

Quarta-feira, 16 Maio 2012

O naturalismo e o relativismo moral (1)

“Ora o que é que distingue um católico de um ateu? Para um católico o bem é não fazer mal aos outros, para um ateu o bem é o que é bom para si e para os seus e o mal é o que é mau para si e para os seus. É porque os valores católicos se têm esbatido que chegámos a este desnorte aonde nos encontramos.”

via Distinguir o bem do mal – Corta-fitas.

O darwinismo é a “crença charneira” da modernidade.

Não há ninguém que não tenha defeitos e que não cometa erros. No Cristianismo, chamamos de “pecados” aos erros; os pecados podem ser veniais — os pequenos erros — ou mortais, que são os erros graves. Se todos cometemos erros, e salvo raríssimas excepções, não há virgens puras nem santos impolutos. Posto isto, vamos ao texto.

Ainda há pouco tempo, o combustível moral da sociedade era alicerçado na família, na escola e na igreja. Hoje, estes três alicerces morais da sociedade já não existem, e particularmente preocupante é a destruição da família natural por parte do movimento revolucionário [que não é só marxista], e sem que tenha deixado impressões digitais em relação ao seu crime. Pela primeira vez na história da humanidade, temos hoje uma geração de jovens que é criada sem uma cosmovisão.

De facto, parece que estamos em um período de transição: de uma época em que as pessoas eram controladas pela sua consciência, para uma outra época em que as pessoas serão controladas pela polícia. E este controlo policial do futuro, que substituirá o controlo da consciência de um passado recente, é um desejo profundo do movimento revolucionário — que não é só marxista — desde o tempo da revolução burguesa de 1789.

O totalitarismo do século XX não foi só marxista. A génese do nazismo teve outras influências, por exemplo, o niilismo de Nietzsche e o eugenismo baseado na teoria da selecção natural de Darwin. E o Neoliberalismo é também uma sequela da teoria de Darwin, em que a selecção natural se aplica à sociedade [social-darwinismo]. Portanto, o marxismo e o darwinismo estão intimamente ligados, por um lado, e o utilitarismo neoliberal e o darwinismo também.

O darwinismo é a “crença charneira” da modernidade.


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3 comentários »

  1. Buenos días:

    interesantísima reflexión, breve pero profunda. Una cosa me causa curiosidad, afirma usted que tenemos una generación de jóvenes que está siendo formada sin una cosmovisión; yo no diría eso, diría que están siendo formados sin una cosmovisión antropológicamente realista y sólida, con raices en el pasado, eso sí; pero creo que sin duda alguna el inmanentismo y el nihilismo moral que reinan actualmente en la sociedad configuran una especial “cosmovisión” que se inocula en las mentes de los jóvenes por medio de las estructuras sociales y académicas en que reciben su “socialización”. Los puntos de esta visión inmanentista de la sociedad conforman al unirse una particular forma de concebir la realidad. Pasa un poco como en tiempos del Papa San Pio X, cuando nadie sabía concretamente qué era el Modernismo, parecía ser una especie de Proteo sin fisonomía, hasta que el Papa tomó la pluma y dibujó en la Pascendi los rasgos del error modernista, recien ahí se pudo reconocerlo en su natura propia y total.

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    Comentar por CANES MUTI (@LeoRodriguezV) — Quarta-feira, 16 Maio 2012 @ 3:36 pm | Responder

    • Una cosmovisión tiene que ser “antropológicamente realista y solida”; de otra forma no es cosmovisión.

      Una “cosmovisión” que se limita a incluir los satélites artificiales que circulan en la estratosfera, no es cosmovisión. La cultura moderna retiró cualquiera cosmovisión del amago del hombre — cosmovisión entendida en el verdadero sentido del concepto.

      La ciencia no ofrece una cosmovisión propiamente dicha, por que una cosmovisión transporta consigo un sentido ético y moral, y la ciencia no puede determinar ni la ética ni la moral. La ciencia solamente reconoce leyes de la naturaleza que son deterministas y rechazan la libertad del hombre.

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      Comentar por O. Braga — Quarta-feira, 16 Maio 2012 @ 6:05 pm | Responder

  2. […] O naturalismo e o relativismo moral (1) […]

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    Pingback por O naturalismo e o relativismo moral (4) « perspectivas — Quarta-feira, 23 Maio 2012 @ 6:31 pm | Responder


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