perspectivas

Quarta-feira, 12 Outubro 2011

O gayzismo e os me®dia

Como é possível que o parlamento inglês não tenha liberdade para discutir em plenário a liberdade de expressão? Como é possível que o partido conservador inglês não consiga conservar a instituição do casamento, quando defende agora a extensão do casamento a parceiros do mesmo sexo? As respostas estão numa nova espécie de ideologia (o gayzismo ou homossexualismo) que está a ser integrada em um novo projecto totalitário abrangente.

O que se está a passar na Europa é uma guerra de informação (nos me®dia, mas não só) que paulatinamente vai retirando a liberdade de expressão não só aos cidadãos em geral, mas também às próprias instituições ditas democráticas. A guerra pelo controlo da informação tem origem em uma aliança estratégica entre a elite política (ou melhor: a “ruling class”) e a ideologia gayzista. Em primeiro lugar, procuramos saber o que é ideologia gayzista; em segundo lugar, saber por que a ideologia gayzista interessa às elites; e por último, saber quais as possíveis consequências da actual deriva totalitária na Europa.

Do ponto de vista informacional, uma ideologia é um sistema de ideias feito para controlar, acolher e recusar a informação. Uma ideologia não é apenas uma teoria, mas é sobretudo uma doutrina.

Com a história relativamente recente do nazismo e do comunismo, a população europeia está, grosso modo, vacinada contra estes dois tipos de totalitarismo: hoje, os partidos comunistas tendem a desaparecer e os partidos nazis são uma ínfima minoria. Por isso, e afastados os espectros destes dois tipos de totalitarismo, uma determinada facção da elite europeia e globalista vê com bons olhos a incorporação da ideologia gayzista nos seus planos de acção política, porque esta ideologia contribui, de facto, para a alienação identitária e atomização da sociedade, abrindo assim o caminho para a instauração de um novo tipo de totalitarismo.

Os gayzistas (ou seja, os militantes da ideologia gayzista) têm um problema: a sua ideologia baseia-se num determinado comportamento — a ideologia gayzista parte da praxis para a doutrina, ao contrário das ideologias tradicionais que partem da doutrina para a praxis. Nesta inversão da acção política reside a necessidade do gayzismo de se infiltrar nos partidos políticos tradicionais, e é assim que vemos, por exemplo, a gayzista Isabel Moreira eleita deputada independente pelo Partido Socialista, e o partido conservador britânico minado por dentro pela militância gayzista infiltrada.

A partir do momento em que o gayzismo parte da validação absoluta de um determinado comportamento (praxis), para uma doutrina específica, é obrigado a desconstruir teoricamente o real — já não se trata apenas e só de uma desconstrução da História ou de ideias (como faziam as ideologias tradicionais), mas agora é já a própria desconstrução da realidade concreta e objectiva. Esta desconstrução da realidade passa necessariamente pela erradicação da identidade do indivíduo comum, negando-lhe não só a liberdade de expressão em nome de uma pretensa igualdade, mas também a sua própria história pessoal através da destruição da instituição da filiação.

Como toda a ideologia, o gayzismo pretende sempre evitar, a todo o custo, que a informação o atinja. Para isso, o gayzismo afasta a informação e afasta-se desta. A ideologia gayzista (como todas as outras) faz implodir a informação, e verificamos isso mesmo quando qualquer informação contrária à ideologia gayzista é imediatamente alvo de insultos (“Homófobo! Intolerante! Ignorante! Atrasado mental!”) — e isto para que a informação não faça explodir a ideologia gayzista.

A ideologia gayzista não seria um problema de maior se não estivesse hoje a ser utilizada e instrumentalizada pelos herdeiros políticos dos totalitarismos do século XX. Quando o partido conservador inglês (já minado por dentro) defende o “casamento” gay, e quando a liberdade de expressão não pode ser objecto de discussão livre no parlamento inglês, percebemos a dimensão do problema. A ameaça totalitária que devemos temer já não é o nazismo ou o comunismo, mas antes “devemos temer o que não conhecemos, e conhecer o mais depressa possível o que hoje devemos temer” (Gianfranco Sanguinetti).

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