perspectivas

Segunda-feira, 26 Setembro 2011

A inteligência míope do pragmatista

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,filosofia — O. Braga @ 10:13 am
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Para um pragmatista, as coisas existem porque existem, e não se fala mais nisso. Ele não duvida daquilo que é objectivo; porém, duvida da própria dúvida, o que o transforma, de uma forma objectiva, no maior incrédulo que pode existir.

O pragmatista é um esperto que coloca orgulhosamente em causa a inteligência humana; é um especialista na constatação do simples e do óbvio, transformando-os na negação do complexo. A inteligência míope do pragmatista é a sua razão de ser.

5 comentários »

  1. […] o que eu penso acerca dos pragmatistas. Share this:EmailGostar disto:GostoBe the first to like this post. Deixe um […]

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    Pingback por Diálogo de surdos « perspectivas — Segunda-feira, 26 Setembro 2011 @ 10:32 am | Responder

  2. Pragmatistas são bons para serem observados e não para serem escutados, se colocam voluntariamente na condição de animais.

    Nisso concordo com o islão, para o qual a separação entre homens e animais, não é a racionalidade propriamente dita, mas sim a crença em algum agente invisivel que atua, antecede, prepara e cria as ações e coisas do mundo da realidade.

    Chesterton(se não me engano li por aqui no Perspectivas), também constatava a inversão moderna, antes a regra era de que o invisivel operava sobre o visivel, e na modernidade se inverteu, a crença geral é de que coisas reais produzem o invisivel! Se acreditava que o vento fazia as folhas da arvóre balançar, agora acreditam que é as folhas das arvores que produz o vento.

    O pensamento pragmático é um reflexo dessa inversão denunciada por Chesterton, e que segundo o islão, coloca o homem na condição de animal.

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    Comentar por Shamtia Ayomide — Segunda-feira, 26 Setembro 2011 @ 12:59 pm | Responder

  3. Os pragmatistas são piores que animais, porque estes últimos não pensam.

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    Comentar por O. Braga — Segunda-feira, 26 Setembro 2011 @ 3:34 pm | Responder

  4. Eu acho que não há pragmáticos; o que há é pragmatismos, que entram em vigor a partir do momento em que desaparece a disponibilidade para o debate. Localiza-se numa certa pessoa, num certo momento ou numa certa temática.

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    Comentar por José Ferrão — Terça-feira, 27 Setembro 2011 @ 11:42 am | Responder

    • @ José Ferrão

      “Pragmatismo” é aqui entendido como uma corrente filosófica específica, e não no sentido corrente de “alguém que é pragmático”.

      A disponibilidade para o debate desaparece essencialmente por duas ordens de razões: ou porque se sabe que não tem razão, ou porque não se tem razão do que se sabe.

      A indisponibilidade para o debate tem menos a ver com questões psicológicas (“localiza-se numa certa pessoa, num certo momento ou numa certa temática.”) do que com a lógica de situação da pessoa; e a lógica de situação engloba os condicionalismos existenciais da própria pessoa em questão, que não são só psicológicos.

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      Comentar por O. Braga — Terça-feira, 27 Setembro 2011 @ 1:48 pm | Responder


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