perspectivas

Domingo, 18 Setembro 2011

Ainda sobre o senhor Torgal Ferreira

Décadas de governação socialista e de supremacia sociológica de Esquerda levaram Portugal a um situação muito complicada. Por isso é que vozes como a do senhor Torgal Ferreira — e ao contrário do que ele pensa — não são vozes incómodas, mas antes são vozes disparatadas e incoerentes, ou melhor: é a voz do idiota útil chapado.

Não nos podemos esquecer que Portugal foi governado, desde há 30 anos e de uma forma alternada, por dois partidos socialistas rotativistas: o Partido Socialista e o Partido Social Democrata. A recente deriva neoliberal do PSD do Pernalonga é apenas fruto de uma imposição que vem do exterior. Por isso, não temos o direito de invocar a Esquerda como salvadora da Pátria, como o senhor Torgal Ferreira fez; só um mentecapto o faria. A Esquerda fabiana (Partido Socialista e Partido Social Democrata) são os culpados da actual situação do nosso país.

Dentro da cúpula da Igreja Católica portuguesa há muita gente com culpa no cartório porque se calou durante décadas perante o descalabro a que certamente a política de Esquerda estava a conduzir o país; e Torgal Ferreira foi um deles; e agora, vem o bispo ordinário castrense a terreiro proferir bacoradas… Mas ele não é caso único: há mais personalidades da Igreja Católica que defenderam, durante décadas, a igualdade — patrocinada pelo Estado que o Torgal tanto gosta, que satisfaz o povo com as mediocridades dos pequenos prazeres, abandonando, assim, ao Estado, o cuidado de regular os seus próprios assuntos enquanto os maiorais da classe política enchiam os bolsos num país corrupto e sem justiça — em detrimento da liberdade.

Entre a igualdade e a liberdade, escolho a liberdade: mas não é apenas a liberdade individual, entendida como um direito individualista, do homem moderno e que surgiu depois da revolução burguesa de 1789: é a “dupla liberdade” segundo Benjamin Constant e, sobretudo, a liberdade segundo o maior filósofo da política do século XIX: Alexis de Tocqueville, de quem falarei em um dos próximos postais.

A ler : D. Januário Torgal Ferreira e o barco do aborto

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