perspectivas

Sábado, 20 Agosto 2011

A esperança asinina de José Saramago

“Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.”
— José Saramago


Eu não concordo praticamente em nada com Saramago, nem mesmo com o seu género literário sem pontuação. Sou daqueles que pensa que Saramago, como prémio Nobel, foi um equívoco porque existiam outros literatos portugueses com muito maior qualidade (como, por exemplo, o António Lobo Antunes). Saramago foi um Nobel político, e não um Nobel literário.

E também não concordo com esta frase de Saramago, porque só um burro tem “esperanças loucas” nesta vida, como é o exemplo, a imanentização do éschatos e a consequente construção de um paraíso na Terra. Saramago não conseguia conceber nada mais senão aquilo que via no espelho à sua frente, ou a ilusão da realidade material efémera que ele percebia com os seus (dele) sentidos: Saramago era lógica e espiritualmente embotado (e é neste sentido que eu o classifico de “burro”).

Quando a própria ciência — que Saramago punha nos píncaros em oposição à religião dos outros — já nos demonstra que os objectos que nos rodeiam, e que existem no mundo, são compostos essencialmente por vazio ou vácuo que separa os átomos e as partículas subatómicas que se complementam a si mesmas em forma de ondas quânticas e imateriais — o que significa que a realidade material, tal como a percepcionamos, é produto de uma pré-concepção dos nossos sentidos —, percebemos que Saramago alimentou a sua própria fé subjectiva para se manter vivo, como toda a gente faz — Camus dizia que o principal problema da filosofia é o suicídio! —, com a diferença, no caso de Saramago, de se tratar da fé de um burro!

2 comentários »

  1. Será mais burro o que não concebe senão “aquilo que [vê] no espelho à sua frente” ou aquele que concebe mesmo aquilo que não vê? Será mais burro um consagrado vencedor de um Nobel, ou um blogueiro pretencioso? Ambas as respostas são tão óbvias, que nem me vou dar ao trabalho de me alongar… Cumprimentos!

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    Comentar por Luis Pedro Santos — Terça-feira, 20 Setembro 2011 @ 12:03 pm | Responder

    • Ó burro Luis Pedro Santos : não se escreve “pretencioso”, mas antes se deve escrever “pretensioso”. Vai aprender português antes de comentar neste blogue.

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      Comentar por O. Braga — Terça-feira, 20 Setembro 2011 @ 12:15 pm | Responder


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