perspectivas

Sexta-feira, 12 Agosto 2011

O milagre vivo que foi Marthe Robin

Filed under: Religare,Ut Edita — O. Braga @ 6:46 am
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O testemunho da vida de Marta Robin é a prova irrefutável da realidade da transcendência.

Perante a realidade objectiva e concreta que foi a vida de Marta Robin (ou Marthe Robin), espanta-me que nunca tenha visto um documentário sequer em um qualquer canal de televisão acerca dela. Como é possível que a comunicação social seja tão enviesada e ideologicamente manipulada a ponto de escamotear a própria realidade ontológica?

Marta Robin nasceu numa aldeia perto da cidade francesa de Lyon, a 13 de Março de 1902, e faleceu na mesma localidade a 6 de Fevereiro de 1981. A partir dos seus 26 anos e até à sua morte, Marta Robin não ingeriu qualquer líquido nem nenhum alimento sólido senão a hóstia da Santa Eucaristia. Conforme podemos ver em documentários e testemunhos do Youtube, os médicos não só não encontram uma explicação para o fenómeno “Marta Robin”, como constataram até que o seu aparelho digestivo tinha definhado a ponto de não permitir qualquer tipo de digestão. Qualquer líquido que fosse introduzido na sua boca saía, em acto contínuo, pelas narinas.

Marta Robin alimentou-se durante 53 anos unicamente da hóstia que lhe era dada a cada Sexta-feira, e até à Terça-feira seguinte, entrava em um período de transe profundo durante o qual se abriam as feridas dos estigmas nas suas mãos, no lado esquerdo do seu peito, e na cabeça.

O testemunho da vida de Marta Robin é a prova irrefutável da realidade da transcendência. Contudo, continuamos todos a colocar em causa essa realidade ou fazendo de conta que ela não existe. Depois de Marta Robin, nenhum homem moderno tem uma desculpa para se afastar da religião cristã (neste caso, católica), por um lado, e já não pode existir uma justificação racional para atribuir ao homem moderno uma putativa superioridade em função da rejeição da religião, por outro lado.

O sacrifício de Marta Robin — entre outros sacrifícios, durante o século XX — foi o melhor testemunho que Deus deu aos seres humanos durante o século passado. É espantoso e simultaneamente confrangedor o modo como muitos homens modernos já perderam a capacidade de perceber a realidade evidente que lhes passa à frente do nariz.


«Encontrei-me naquele quarto escuro, apresentado a Marta por uma das mentes mais controversas do nosso tempo: o médico de Anatole France, o Doutor Couchoud, discípulo de Alfred Loisy e director de uma colecção de livros anticristãos.

Desde o primeiro encontro com Marta Robin, entendi que ela seria para mim uma “irmã na caridade”, como sempre o foi para milhares de visitantes. Era uma camponesa dos campos franceses, que por trinta anos não ingeriu nem comida, nem bebida; nutria-se somente da Eucaristia e cada sexta-feira revivia, com os estigmas, as dores da Paixão de Jesus. Uma mulher que talvez foi a pessoa mais estranha, extraordinária e desconcertante da nossa época, mas que justamente no século da televisão permaneceu desconhecida do público, sepultada no mais profundo silêncio…».

Jean Guitton, filósofo, no seu livro “A Jornada Imóvel”

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3 comentários »

  1. Maravilhoso texto, Orlando. Muito obrigado por trazer à luz o milagre (portanto mistério) de Marta Robin.

    O Homem contemporâneo, me atrevo a dizer, em sua média sabe tanto quanto aqueles que viveram nos primeiros anos do Cristianismo. Não tem razão objetiva para crer que em algo seja superior. O que diferencia é, pela própria evolução da tecnologia, que tenha acesso a recursos que antes não havia, porém esse “ter acesso” é muito relativo, pois muitos no mundo contemporâneo vivem em condições iguais ou piores do que aquelas em que se vivia no início da Era Cristã. Eu digo início da Era Cristã, apenas para estabelecer uma comparação, pois poderia ser muito antes da Era Cristã, ou então na época da desgraçada Revolução Francesa. A situação do homem médio continua exatamente a mesma que sempre foi, ocorre apenas que o homem contemporâneio se deixa levar pela propaganda dos avanços científicos como se estes lhe estivessem sob o domíniio. E as coisas não são assim. Há bilhões de bytes de dados disponíveis no ambiente da grande rede de computadores, porém, esses dados unidos para formare a informação não são assimilados apenas por existirem. Existem nichos que produzem bilhões de bytes de dados e os disponibilizam para que poucos se interessem realmente em sorver a informação. O homem médio continua ignorante como sempre foi, apenas agora ele tem a ilusão de que sabe demais, enganado por uma prateleira cheia de informação (a comunicação de massa e a internet) da qual poucos na realidade procuram sacar algum livro para ler e absorver o conhecimento. O homem contemporâneo apenas é mais arrogante, sinal que sua ignorância vai sendo acentuada na razão direta da sua projeção, que o coloca numa realidade que não é aquela em que ele vive, mas uma “idealização”. Assim rejeita a religião como se fosse dotado de autoridade para discutir diretamente com o Criador, passando por cima até da Instituição Sagrada da Santa Igreja, instituída o Corpo de Cristo. Mas esse “discutir com o criador” é apenas uma farsa, pois o que o homem contemporâneo almeja é ser um adolescente sem controle algum, e que está sem eira e nem beira.

    Deus te abençoe!

    Comentar por Carlos Vendramini — Sexta-feira, 12 Agosto 2011 @ 8:47 am | Responder

  2. […] O milagre vivo que foi Marthe Robin (via perspectivas) Publicado em agosto 12, 2011 por Carlos Vendramini O testemunho da vida de Marta Robin é a prova irrefutável da realidade da transcendência.Perante a realidade objectiva e concreta que foi a vida de Marta Robin (ou Marthe Robin), espanta-me que nunca tenha visto um documentário sequer em um qualquer canal de televisão acerca dela. Como é possível que a comunicação social seja tão enviesada e ideologicamente manipulada a ponto de escamotear a própria realidade ontológica? Marta Robin nasceu numa a … Read More […]

    Pingback por O milagre vivo que foi Marthe Robin (via perspectivas) | O Devir Que Não Vem — Sexta-feira, 12 Agosto 2011 @ 9:06 am | Responder

  3. Caro Orlando, obrigado por escrever sobre este milagre. Já tinha “ovido falar”, mas desconhecia na prática.

    Carlos Vendramini, concordo sobre a arrogância. Eu próprio, em tempos, me senti orgulhoso com a possibilidade de o Homem conseguir explicar muita coisa… Como se o Homem se bastasse a si mesmo!

    Comentar por csousa — Sexta-feira, 12 Agosto 2011 @ 11:18 am | Responder


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