perspectivas

Sexta-feira, 12 Agosto 2011

A falta do pai na família da sociedade contemporânea

«A Labour MP and a prominent national newspaper columnist have warned that an absence of fathers is a key factor in the riots which have blighted English cities this week.

Tottenham MP David Lammy cautioned: “We are seeing huge consequences of the lack of male role models in young men’s lives”.

Meanwhile, commentator Melanie Phillips pointed out that while the causes of the problems are “many and complex”, a lack of a father is a major factor.»

via Riots: Where are the fathers? | News | The Christian Institute.


Em apenas 20 anos, o desconstrucionismo ideológico, o feminismo e o gayzismo, o abortismo, a cultura de neutralidade de género, o gaymónio, o Presentismo, em suma, o politicamente correcto, destruíram a família natural na Europa.

Aquilo que Estaline e o estalinismo não conseguiram fazer em 70 anos, foi conseguido em apenas 20 anos (depois da queda do muro de Berlim) através da destruição (por dentro) da cultura antropológica europeia e ocidental, e sem que os seus promotores deixassem impressões digitais. Dou daqui os meus parabéns à Esquerda: o sucesso foi total!

Na Europa, proliferam as famílias monoparentais, o mesmo quer dizer, famílias onde não existe a figura do pai natural. Em países como a Dinamarca ou a Suécia, a percentagem de crianças nascidas fora do casamento ou fora de qualquer projecto de vida a dois, já é superior a 70%. Mesmo nos países do sul da Europa, a percentagem de mães solteiras têm vindo a aumentar assustadoramente.

A ideia de uma sociedade matriarcal segundo o pensamento ideológico de Engels (que, por sua vez o foi buscar à República de Platão), em que o pai estaria ausente da família — embora não sendo totalmente adoptada por Lenine e Estaline —, foi perfilhada por Gramsci, por uma grande parte do Estruturalismo do princípio do século XX, pela Escola de Francoforte, pelo Desconstrucionismo de Heidegger até Derrida, e adoptada em Portugal pelo marxismo cultural do Bloco de Esquerda, pelo Partido Comunista, e de uma grande parte do Partido Socialista.

Essa ideia de uma sociedade matriarcal destruiu a sociedade: basta o facto de se ter concedido à mulher o direito a matar (aborto) para percebermos que a nossa cultura já não tem remédio. A nossa cultura antropológica e intelectual barbarizou-se; vivemos numa sociedade de bárbaros, de selvagens actuais, na linha do pensamento do livro “Our Culture, What’s Left of It: The Mandarins and the Masses”, de Theodore Dalrymple e publicado em 2005.

Dalrymple, um agnóstico religioso confesso (há mesmo quem diga que ele é ateu), condena a secularização da sociedade (inglesa), escrevendo o seguinte:

«The loss of the religious understanding of the human condition— that man is a fallen creature for whom virtue is necessary but never fully attainable— is a loss, not a gain, in true sophistication. The secular substitute — the belief in the perfection of life on earth by the endless extension of a choice of pleasures — is not merely callow by comparison but much less realistic in its understanding of human nature.»

Existe um caminho cultural alternativo ao que existe hoje? Eu penso que sim, mas terá que ser uma viagem por um trilho em que certos “direitos” terão que ser eliminados. Há que escolher: ou a destruição da sociedade por dentro que assim torne possível — num futuro que não será tão longínquo quanto se possa pensar — a tomada do poder absolutista e totalitário dos gnósticos modernos como o Francisco Louçã, ou uma vigorosa e decidida regeneração da sociedade, mesmo que à custa de choros e de ranger de dentes.

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