perspectivas

Sábado, 6 Agosto 2011

O neopositivimo morreu: viva o niilismo científico!


«Stephen Hawking says that the universe contains as much negative energy as positive energy, and thus, it adds up to nothing, so the mass or energy didn’t need to come from somewhere else. »

Traduzindo, Stephen Hawking diz que o universo contém tanta energia negativa como energia positiva, e por isso, a soma dos factores anula-se, e assim a massa e/ou a energia não necessitam de ter vindo de algum outro lugar. Portanto, segundo Stephen Hawking, o NULO é exactamente a mesma coisa que o NADA. Por muito que nos possa parecer estranho, é este tipo de raciocínio de merceeiro que alimenta os professores das nossas universidades.

Desde logo, a ideia segundo a qual o universo contém tanta (ou a mesma quantidade) de energia negativa como de energia positiva, é pura especulação. Poderá acontecer que um dia isso venha a ser demonstrado de forma objectiva (ou não), mas até agora o que Stephen Hawking faz é especular.

Porém — e mesmo partindo do princípio segundo o qual “o universo contém tanta energia negativa como energia positiva” —, a mais extraordinária característica de uma determinada “ciência” contemporânea, é uma certa tendência para a negação das evidências. É evidente que o nulo, ou zero, é uma realidade quantificável, e portanto, objectiva. O nulo não é o Nada. Acho extraordinário como um físico eminente como é Stephen Hawking não percebe isto..!

Esta ideia de Stephen Hawking esconde ou revela o novo dogmatismo da ciência — que se segue ao decaído dogmatismo do positivismo e do neopositivimo, que claramente caíram em desgraça com as descobertas da física quântica; derrotados pela lógica, houve a necessidade de se criar um novo cientismo que se fecha, agora, em novos dogmas.

Este novo dogmatismo cientificista pretende convencer as pessoas da seguinte ideia :


(-1)+1=0
→ 0 = NADA

sendo que o NADA, segundo Stephen Hawking, é o Não-Ser, embora o Não-Ser não seja entendido por ele como uma forma de Ser.

Nem Heidegger, com o seu “Da-sein”, conseguiu a proeza de ser tão absurdo quanto Stephen Hawking; o filósofo alemão deve estar a revolver-se no seu túmulo, de tanta inveja em relação ao físico inglês.

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