perspectivas

Quarta-feira, 27 Julho 2011

Anders Behring Breivik é a expressão real e concreta do movimento revolucionário

Muita gente que escreve nos me®dia ainda não percebeu (ou não querem perceber) que o que se passou em Oslo, no caso de Anders Behring Breivik, foi um acto neonazi. A confusão surge quando, por exemplo, o confesso assassino em massa norueguês afirma que é “pró-Israel”; e sendo que se ele se afirma a favor de Israel, os me®dia tendem a considerar que ele não pode ser neonazi, porque tradicionalmente os nazis não gostam de judeus…

Um exemplo de um conservador: Alexis de Tocqueville

Não se dão conta de que o facto de o partido nazi alemão não ter gostado de judeus, tratou-se de um acidente (na linguagem de Aristóteles). E a prova disso é que os judeus não foram as únicas vítimas do nazismo. É óbvio que o neonazismo não é igual ao nazismo; a História não se repete.

O partido nazi, sendo parte do movimento revolucionário, tende sempre a eleger inimigos ontológicos (inimigos entendidos como indivíduos) a nível interno, e inimigos ideológicos a nível externo: os inimigos internos são pessoas ou grupos de pessoas, e os inimigos externos são ideias ou sistemas político-ideológicos.

Uma das premissas aceites pelo movimento conservador é a de que um conservador não pode utilizar, na sua acção política, o mesmo tipo de meios que o movimento revolucionário habitualmente usa — ou seja: a violência. Um conservador que utilize a violência não é um conservador: é um revolucionário. Anders Behring Breivik é um revolucionário neonazi.

O que está a acontecer agora, no rescaldo da infausta notícia de Oslo, é que a esquerda revolucionária — que não usa a violência na acção política somente porque (ainda) não pode — está a utilizar este caso para tentar calar a oposição política e ideológica, tentando escamotear, por exemplo, o falhanço político do multiculturalismo na Europa, que está na génese de acções tresloucadas como a de Anders Behring Breivik. E quem fala no multiculturalismo, também pode falar na crescente islamização da Europa, sendo que o Islamismo não é apenas uma religião, mas também um princípio de ordem política.

A esquerda revolucionária sempre matou milhões e milhões (mais de 200 milhões de pessoas foram vítimas do movimento revolucionário, e só no século XX !), e em barda, e pretende agora fazer crer que um neonazi que matou 92 pessoas é um conservador (e cristão!). E pior do que isso, pretende fazer crer que a acção de Anders Behring Breivik decorre das ideias conservadoras, e não da políticas sociais e culturais, concretas e reais seguidas na Europa — em geral — pelo politicamente correcto determinado ideologicamente pela esquerda marxista.

A ler: Anders Breivik’s broken family

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