perspectivas

Quinta-feira, 26 Maio 2011

A política iberista dos socialistas terá que ser contrariada e invertida

Leio aqui:

“Greece has a fiscal problem; Ireland has a bank problem; and Portugal has a problem with competitiveness.”

De facto, os problemas dos três países europeus intervencionados pelo FMI, são diferentes: a Grécia tem um problema fiscal, a Irlanda um problema com a Banca, e Portugal um problema de competitividade. A fraca competitividade de Portugal está directamente relacionada com o fraco crescimento da economia real desde que Portugal entrou no Euro.

Porém, não podemos deixar de assinalar um facto importante: a Espanha também tem actualmente um grave problema de competitividade, e Portugal importa de Espanha cerca de 33% do total das suas importações — ou seja, existe uma dependência económica excessiva de Portugal em relação a Espanha, o que coloca o nosso país na esfera da crise de competitividade espanhola.

A política socratina do “Espanha, Espanha, Espanha” criou uma dinâmica negativa para economia portuguesa. Não podemos, então, culpar só o Euro, mas também o tipo de estratégia política económica seguida pelo governo socialista a partir de 2005 — se bem que o crescimento da economia portuguesa, de 2000 a 2005 tenha sido muito baixo; a dependência espanhola apenas agravou o problema.

Para que Portugal possa pagar 125 mil milhões de Euros em 6 anos, que resulta do total do empréstimo do FMI que inclui uma taxa de juro (salvo erro) de 5,1%, a economia do país terá que crescer, no mínimo, a uma taxa anual entre 2 e 3%. Se isto não acontecer, Portugal não conseguirá pagar a dívida e, dentro de pouco tempo, estará na actual situação da Grécia de ameaça de default.

Para que Portugal possa honrar os seus compromissos, terá que aumentar a sua competitividade: ou seja, afastar-se, o mais possível, da sua dependência em relação à economia espanhola — porque esta dependência económica, para além de agregar a nossa economia à fraca competitividade espanhola, tem um efeito directo na fraca produtividade portuguesa — porque o valor acrescentado das nossas exportações para Espanha, quando comparado com o das exportações para outros países, é relativamente baixo.

Num momento em que se espera uma baixa paulatina do nível de vida dos portugueses, em média de cerca de 20% (para que Portugal possa garantir as condições de pagamento do valor da dívida supracitada), os ganhos na produtividade assumem uma importância capital. Neste contexto, é um facto objectivo que as políticas socialistas e iberistas terão que ser contrariadas e invertidas, sob pena de Portugal não conseguir atingir os seus objectivos.

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