perspectivas

Quinta-feira, 12 Maio 2011

Sobre o acto de guerra que eliminou Ossama Bin Laden

Tem feito correr muita tinta a reacção de algumas personalidades conhecidas do mundo da política internacional que rejubilaram com alegria esfuziante, aquando da morte de Ossama Bin Laden (OBL), por um lado, e a reacção de uma casta de pseudo-intelectuais que condenaram o que eles chamaram de “execução sumária” do referido terrorista, por outro lado. No primeiro caso está, por exemplo, a boçal Ângela Merkel; e no segundo caso o execrável neomarxista americano Michael Moore.

Desde logo, parece-me que a eliminação de OBL decorre de um acto de defesa por parte do pelotão americano encarregado de o capturar, que reagiu a disparos feitos por gente que rodeava o terrorista; e mesmo que não existisse fogo por parte dos companheiros de OBL, tratou-se aqui de um acto de guerra que obedece à lei natural. Não podemos esquecer que os Estados Unidos estão em estado-de-guerra contra a Al Qaeda desde a destruição das torres gémeas de Nova Iorque.

Portanto, sobre a eliminação de OBL, nada tenho a obstar.

Porém, uma coisa é um acto de guerra, que entendido nestes termos obedece à lei natural e submete-se a critérios específicos de legitimidade, e outra coisa é um líder político, com a responsabilidade que deveria ter, vir para a praça pública festejar a morte de um ser humano. Quem o fez, como foi o caso da boçal Ângela Merkel, colocou-se ao nível dos terroristas radicais islâmicos.

Mesmo em tempo de guerra, alguém regozijar-se publicamente com a morte de outrem revela uma mente bárbara e incivilizada. Ângela Merkel não se distingue de um membro de uma tribo goda anterior à cristianização. Houve um juiz alemão que a processou por se ter regozijado publicamente, e com uma alegria estúpida, pela morte de OBL, e fiquei com a ideia de que nem tudo está perdido na Alemanha.

Por último, os intelectualóides de urinol gayzista — como é o caso de Michael Moore — que criticaram tout cours a eliminação de OBL, não tiveram em consideração o acto de guerra em si, ou seja, parece que eles não compreenderam (ou não quiseram compreender) que os Estados Unidos estavam em guerra contra a Al Qaeda.

Actualmente, a guerra não existe só entre Estados — como aliás foi previsto no início da década de 70 do século passado por Alvin Toffler, na sua trilogia que inclui “O Choque do Futuro”, “A Terceira Vaga” e “Os Novos Poderes”. A guerra contra organizações privadas, e oficialmente desligadas dos Estados, é muito mais difícil de conduzir e faz parte da realidade moderna.

1 Comentário »

  1. Sim já vi argumentos engraçadíssimos que defendiam o julgamento de Osama num tribunal americano!!!!

    Alguém lembre a essas bestas, que Osama NÃO É cidadão americano para ser julgado como um civil num tribunal norte-americano.

    Mesmo o Brasil, onde não tem pena de morte, tem um clausula na constituição que abre exceção para o caso de guerra declarada.

    Gostar

    Comentar por shâmtia ayômide — Sexta-feira, 13 Maio 2011 @ 7:02 pm | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: