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Domingo, 3 Abril 2011

Leibniz e a quântica (2)

Filed under: filosofia — O. Braga @ 6:19 am
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«A doutrina segundo a qual o mundo é formado por objectos cuja existência é independente da consciência, revela estar em desacordo com a mecânica quântica e com os factos estabelecidos através da experiência.»

Bernard D’Espagnat, físico e filósofo da ciência (escrito publicado na revista Scientific American , em Novembro de 1979)

Na minha opinião, Leibniz foi um dos maiores filósofos do tempo depois de Cristo. Leibniz foi, no seu tempo, alvo de chacota por parte dos idiotas enciclopédicos franceses e de Voltaire, mas demonstra-se hoje através da quântica que as teorias de Leibniz não são tão risíveis quanto parecem à primeira vista.

A maioria dos professores de filosofia que tenho encontrado e com quem tenho conversado, considera Leibniz um filósofo menor. Esta apreciação negativa acerca de Leibniz tem a ver com a influência do positivismo, e do materialismo em geral, na formação dos actuais professores de filosofia. Isto significa que estamos a formar uma maioria de professores de filosofia que nunca serão filósofos, e que fazem da filosofia a sua própria antítese.

No postal anterior acerca de Leibniz, falei do princípio axiomático leibniziano da “razão suficiente” e, consequentemente, da liberdade do ser humano. Neste, falarei do conceito de Leibniz de “identidade dos indescerníveis” aplicado aos seres vivos, e farei uma analogia entre a teoria das mónadas de Leibniz e a teoria quântica.

Segundo Leibniz, uma mónada é 1) uma partícula universal, uma substância simples, sem partes, privada de extensão e de figura, e indivisível; 2) não se pode desagregar e é eterna; 3) só Deus pode criá-la e anulá-la; 4) todas as mónadas são diferentes entre si (identidade dos indescerníveis); 5) as mónadas são o reflexo do universo inteiro — cada mónada é um ponto de vista acerca do mundo, e por isso é todo o mundo de um determinado ponto de vista ; 6) as mutações da mónadas derivam de apenas de um princípio interno — ou seja, a mónada não muda de estado ou de relações por exigência externa mas por evolução interna (Discurso da Metafísica).

Segundo o ponto 1 da definição de mónada, poderíamos dizer que a mónada é uma Partícula Elementar Longeva e a sua Função Ondulatória Quântica. Porém, os pontos seguintes da definição retiram alguma legitimidade a esta interpretação: a Partícula Elementar Longeva não é eterna: é possível a sua dissipação no olvido pela acção da Consciência, para além de o próprio universo ser finito e, por isso, limitado no tempo. Digamos, em abono de Leibniz, que ele não tinha elementos que pudessem permitir outra coisa senão a concepção de um universo eterno, coisa que se perdoa a Leibniz mas não se perdoa a Richard Dawkins e a outros que tais.

No ponto 4) Leibniz diz que todas as mónadas são diferentes entre si (identidade dos indescerníveis); ora, esta característica das mónadas também não se aplica exactamente à Partícula Elementar Longeva, porque as partículas quânticas são cópias fiéis e exactas do original do corpo atómico; se fosse possível que uma cadeira, por exemplo, se estilhaçasse em partículas quânticas, estas seria cópias fiéis e exactas da cadeira original — e isto enquanto as partículas permanecessem como tal, porque a partir do momento em que elas se desmaterializassem e se transformassem em ondas quânticas, partiriam em viagem pelo espaço-tempo à procura da Consciência que criasse novas possibilidades de acontecimentos novos.

Portanto, a mónada de Leibniz, em termos gerais, não coincide totalmente com o conceito de Partícula Elementar Longeva. Porém, Leibniz divide a mónada em “materia prima” e “materia secunda”.

É preciso fazer aqui um parêntesis para dizer que a raiz etimológica de “matéria” é o substantivo latino “materia”, que vem de “mater” e que significa “mãe” e “origem”; hoje, a palavra “matéria” foi totalmente adulterada para designar exactamente o efeito, e não a causa ou origem. Portanto, a “materia prima” de Leibniz era a causa primeira, e a “materia secunda” de Leibniz era a causa segunda; e para além destas duas categorias de causas, Leibniz concebe a realidade de Deus como causa divina e primeiríssima.

O conceito de “matéria segunda”, segundo Leibniz, coincide com a matéria atómica composta por partículas quânticas, no sentido em que a matéria atómica é concebida por Leibniz como sendo um agregado entrópico de mónadas desprovidas de consciência e inteligência. Portanto, podemos dizer, à laia de analogia, que a “matéria segunda” de Leibniz é a Partícula Elementar Longeva, os sistemas de partículas e a constituição atómica.

Segundo Leibniz, o corpo dos animais e dos seres humanos é matéria segunda, ou seja, um agregado de mónadas inferiores controlado, mantido e dominado por uma mónada superior ou mónada dominante.

Leibniz fala de “mónadas superiores”, ou “materia prima”, que são mónadas dotadas de “percepção”, ou seja, de consciência. A estas mónadas dotadas de percepção, de consciência e de inteligência, Leibniz diz que são “mónadas espirituais”, “espíritos” ou almas humanas.

Não obstante a imprecisão destes conceitos de um homem que viveu no século XVII, convenhamos que eles são visionários. Porém, a mundividência de Leibniz tem o inconveniente de atirar o espírito humano (e a consciência humana) para uma dimensão imanente da realidade, na medida em que considera as diferenças entre a matéria prima e a matéria segunda como sendo apenas de grau de percepção — embora ambos os tipos de mónadas, segundo Leibniz, sigam leis diferentes: a mónada espiritual ou matéria prima segue a lei da finalidade, e a mónada material ou matéria segunda segue as leis da física (leis mecânicas)

Em conclusão, os conceitos de Leibniz de matéria prima e matéria segunda não são, de todo, despiciendos. A matéria segunda já foi demonstrada pela quântica como fazendo parte da realidade, mas falta ainda saber o que é a Consciência — em letra maiúscula, e por isso entendida no sentido não só da consciência humana.

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14 comentários »

  1. Olá,venho lendo com bastante atenção seus últimos posts,principalmente os dedicados à filosofia,e me apareceu algumas dúvidas:

    A)O. Braga,tu acreditas na “teoria” do Big-Bang?

    Pois que isso não é consenso nem na comunidade científica,mas no texto dedicado à filosofia de Spinoza vc menciona que o Universo está em expansão e contração,e isso é uma das premissas do Big-Bang

    B)Também no texto dedicado à Spinoza,vc espinafra a visão que ele tem do Universo tido como infinito…mas afirmações como:

    “Digamos, em abono de Leibniz, que ele não tinha elementos que pudessem permitir outra coisa senão a concepção de um universo eterno, coisa que se perdoa a Leibniz mas não se perdoa a Richard Dawkins e a outros que tais.”

    ….não equipara Leibniz à Spinoza?

    Porque pode-se perdoar a um e a o outro não?

    C)Se o Universo é finito,então ele teve,tem e terá princípio,meio e fim.

    O que existia antes do princípio de tudo?

    O nada absoluto?O nada relativo?

    Ou havia algo?

    D)Da declaração:

    “Não obstante a imprecisão destes conceitos de um homem que viveu no século XVII, convenhamos que eles são visionários”

    E os filósofos atomistas gregos?

    Viveram bem antes que Leibniz…será que o mesmo não foi influenciado por eles?

    Agradecendo antecipadamente os esclarecimentos,

    Abraços

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    Comentar por Odonto — Domingo, 3 Abril 2011 @ 3:39 pm | Responder

    • Não é uma questão de “acreditar”, no sentido de fé. É uma questão lógica. Se você sente o ar a deslocar-se, você “acredita” que existe o vento? Ou antes constata que o vento existe? De igual modo, se você “percepciona”, através da astrofísica, que o universo está em expansão, qual é a conclusão lógica? A primeira conclusão lógica, e salvo prova em contrário, é a de que, se o universo está em expansão, então ele está em expansão a partir de um determinado ponto do espaço-tempo. Nada se expande a partir do nada. É uma questão de lógica. A lógica não pode servir apenas para aquilo que nos interessa e para aquilo de que gostamos.

      No tempo dos meus avós, dizia-se que duas linhas paralelas encontravam-se no infinito. Hoje diz-se que duas linhas paralelas encontram-se no ponto do Big Bang — o que vai dar ao mesmo, porque a singularidade do Big Bang traduz a realidade do infinito.

      O que é que eu critiquei em Espinoza? Os princípios da sua metafísica e da sua (dele) ética. Os princípios, e não os detalhes ou pormenores.

      Antes do primeiro segundo do tempo cósmico a seguir ao Big Bang, não existia Antes nem Depois, porque não existia espaço-tempo. O tempo é um fenómeno da especificidade da realidade do espaço-tempo. Contudo, se as ondas quânticas podem deslocar-se fora do cone-de-luz — ou seja, deslocam-se fora do espaço-tempo —, e se existe a singularidade quântica dos buracos negros onde as leis da física são anuladas e obliteradas, a probabilidade de que a onda quântica pudesse existir antes do Big Bang é enorme.

      Daí a visão fantástica de Leibniz; a mónada não era o átomo: era a Partícula Elementar Longeva.

      A visão atomista dos gregos é naturalista (biologia atómica); a visão de Leibniz é quântica (física quântica, espaço-tempo, etc.). Os gregos partiam do princípio de que só existe aquilo que é sensível. A quântica demonstrou não só que existe aquilo que não é sensível, como demonstrou também que todas as leis da ciência e da natureza são anuladas face à singularidade quântica (por exemplo, um buraco-negro).

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      Comentar por O. Braga — Domingo, 3 Abril 2011 @ 4:44 pm | Responder

  2. Grato pelos esclarecimentos

    Estou começando a me debruçar sobre estes temas da filosofia,então ainda estou tateando estes conceitos

    Por isso pergunto

    Buracos Negros são anti-matéria,à luz da Física

    Filosoficamente conceituaríamos como?

    Nada absoluto?

    Nada relativo?

    Alguma coisa?

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    Comentar por Odonto — Domingo, 3 Abril 2011 @ 5:28 pm | Responder

    • A singularidade quântica não é sinónimo de antimatéria. São coisas diferentes.

      Sempre que um objecto colide com a sua “imagem espelhada” que é o seu parceiro de antimatéria, os dois objectos desaparecem num clarão de intensa energia luminosa (fotões). Por exemplo, o parceiro de antimatéria do electrão chama-se positrão. As suas propriedades (do positrão) são praticamente idênticas às do electrão, apresentando contudo uma diferença fundamental: no positrão encontra-se tudo invertido (excepto a massa, que é positiva; e se a massa é positiva, o positrão é uma espécie de “matéria invertida”, ou “matéria do avesso”).

      O processo de aniquilação do electrão / positrão, e/ou o seu contrário (que é o processo de criação do electrão / positrão) são processos que se enquadram no campo da matéria versus energia, sendo que esta é concebida segundo o conceito de Einstein de E=mc2 (matéria = energia aprisionada, e energia = matéria em movimento).

      O positrão é o electrão da antimatéria, e portanto a antimatéria (positrão) existe no mesmo campo de realidade do universo em que existe a matéria (o electrão). De forma distinta, a singularidade quântica anula, no sentido de tornar inválidas, não só a partícula electrão, como a partícula positrão.

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      Comentar por O. Braga — Domingo, 3 Abril 2011 @ 6:07 pm | Responder

  3. Muito obrigado pelos esclarecimentos

    É,tenho muito o que aprender

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    Comentar por Odonto — Domingo, 3 Abril 2011 @ 8:31 pm | Responder

  4. “está em expansão a partir de um determinado ponto do espaço-tempo.”
    Seria preferível dizer que o ponto expandiu, pode levar a interpretação errada

    “se as ondas quânticas podem deslocar-se fora do cone-de-luz — ou seja, deslocam-se fora do espaço-tempo”
    O que é isto?! O cone é uma representação! O que raio é uma onda quântica?

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    Comentar por Nuno Dias — Segunda-feira, 4 Abril 2011 @ 10:51 pm | Responder

    • @ Nuno Dias:

      A sua primeira observação está correcta, embora a minha proposição não seja falsa. O que você propôs foi uma reformulação da proposição que evite uma má interpretação, o que aceito.

      Sobre o “cone de luz” :

      Você sabe perfeitamente o que é a “barreira do som”. Se um avião a jacto ultrapassa a barreira da velocidade de 360 metros por segundo, ultrapassa a barreira da velocidade do som.

      De modo semelhante, existe a barreira da velocidade da luz, que é de cerca de 300 mil quilómetros por segundo. Tudo o que se passa dentro do limite da velocidade da luz, diz-se que “se passa dentro do cone de luz”, e portanto, dentro do espaço-tempo. Tudo o que ultrapasse a velocidade da luz, diz-se que opera “fora do cone de luz”, e portanto, fora do espaço-tempo.

      O conceito de cone de luz deve-se a Minkowski, que foi discípulo de Einstein, e na sequência das teorias deste último.

      Assim como a barreira do som pode ser chamada de “muro do som”, também existe o “muro da luz”.

      O chamado “muro da luz” é o limite do espaço-tempo. Para toda a matéria (formada por sistemas de Partículas Elementares Longevas) existe o limite do muro de luz. Mas a onda quântica não é matéria propriamente dita, porque não tem massa, e portanto, não está sujeita ao muro de luz.

      Para se perceber o que é a onda quântica teremos que perceber

      * o que é a equação de Schrödinger:
      * o que é o princípio da incerteza de Heisenberg

      Em função disso, percebemos o que é a Complementaridade: existem sempre dois modos complementares de determinar o comportamento de um átomo: ele pode comportar-se como uma onda (não é matéria e opera fora do cone de luz) ou como partícula (é matéria e está sujeito ao limite do cone de luz).

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      Comentar por O. Braga — Terça-feira, 5 Abril 2011 @ 7:08 am | Responder

  5. Parece-me que está a fazer confusão com conceitos.

    Um átomo ou molécula podem assumirem características de partículas ou onda, conforme a forma como são observadas.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Dualidade_onda-corp%C3%BAsculo

    Tal, não significa que a onda seja algo distinto de o que é a matéria. São simples interpretações de uma realidade estranha.

    A ser verdade que as ondas podem viajar a velocidades superiores à da luz então as partículas também o poderiam fazer.
    Em local algum você encontra uma qualquer experiência de o que quer que seja que tenha viajado a velocidades superiores à da luz. A interpretação que faz do emparelhamento de fotões é errada, não existe comunicação no sentido de um enviar o seu estado ao outro.

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    Comentar por Nuno Dias — Quinta-feira, 7 Abril 2011 @ 7:27 pm | Responder

    • Você é que está a fazer uma confusão de grelos, mas não se aflija porque é normal.

      Uma molécula não é a mesma coisa que um átomo; uma molécula não é um sistema de Partículas Elementares Longevas.

      Portanto, uma molécula nunca pode “viajar” em forma de onda — como pode acontecer com o átomo.

      Aquilo que vemos vídeo é uma experiência em que partículas são projectadas a partir de um dispositivo.

      A partir do minuto 1:57 do vídeo, a experiência (e isto não é teoria) demonstrou que, existindo uma projecção de electrões (que são partículas, e portanto têm massa e são matéria) através de um obstáculo com dupla ranhura, essas partículas viajam em forma de onda de probabilidade a partir do momento em que saem do dispositivo.

      E mais: a partir do minuto 3:50 vemos que a experiência demonstrou que, a partir do momento em que uma onda de probabilidade é observada por uma consciência, ela transforma-se em partícula, ou seja, transforma-se em matéria.

      Mais uma vez, repito-me (e passo a redundância) :

      uma onda de probabilidade, ou onda quântica, (e embora existam cálculos matemáticos puramente teóricos) não tem massa, e por isso não pode ser considerada como sendo matéria. Uma onda quântica não é matéria. Em termos práticos e de senso-comum, uma onda quântica é NADA.

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      Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 7 Abril 2011 @ 9:27 pm | Responder

  6. Fazendo uma pesquisa no google para “Partículas Elementares Longevas” as únicas ligações que encontro são do seu blog. Estou a assumir que esteja a considerar:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Part%C3%ADcula_elementar
    O que compõe um átomo.

    Ao minuto 3:50 continuam a ser lançados electrões com massa.

    Pesquisando novamente no google por “double slit molecule”, ou seja, a experiência exposta no vídeo em cima com moléculas, facilmente se verifica que existem várias publicações científicas e que também assumem propriedades de onda/partícula.

    Parece-me que a confusão que existe é na interpretação de onda e partícula. Perante este impasse o melhor é chamar a isto de “coisa”. Assim, quando uma “coisa” é lançada em direcção de duas fendas, verifica-se que assume comportamentos de partícula ou de onda, ou seja, a “coisa” é onda e partícula ao mesmo tempo.

    A sua noção de onda não existe.

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    Comentar por Nuno Dias — Sexta-feira, 8 Abril 2011 @ 12:20 am | Responder

    • Certo. Uma “Partícula Elementar Longeva” é uma “partícula elementar” — retire-lhe o “longeva” que vai dar no mesmo. E um átomo é um “sistema de partículas”.

      Não há nenhuma confusão na interpretação da partícula. É certo que a partícula é matéria porque tem massa. Aquilo que causa confusão, mesmo a alguns cientistas, é a onda de probabilidade, que existe porque as experiências em laboratório demonstraram que existe, mas que é difícil expressar a sua natureza através da nossa linguagem, porque esta se adequa ao macrocosmos e ao mundo sensível e da percepção.

      A “coisa” não é onda e partícula ao mesmo tempo.

      Por isso é que existe o conceito físico de complementaridade ( http://goo.gl/JfqXc ) e o princípio de Heisenberg ( http://goo.gl/un66 ). Quando dizemos que duas coisas são complementares, não queremos dizer que as duas coisas são iguais. A “complementaridade” implica a diferença de dois conceitos que, de alguma maneira, se complementam.

      Espero que o Nuno não diga que físicos com Nobel são estúpidos e que o Nuno sabe mais do que eles todos juntos. Não que eu ficasse surpreendido pela sua opinião nesse sentido (de si, espero, literalmente, tudo!), mas o problema é que o diálogo deixaria de ser possível.

      A “coisa”, ou é partícula, ou é onda. “Ou” é uma conjunção adversativa e exclusiva. E a “coisa” é a Função Ondulatória Quântica, da Partícula Elementar Longeva.

      Quando o Nuno diz que a “noção de onda não existe”, adopta a mesma atitude de quando diz que “Deus não existe”. Perante aquilo que desconhece, nega a sua existência. E mais: o Nuno quer dizer o seguinte:

      “Essa merda dos físicos com Nobel é uma cambada de burros. Eu, Nuno Dias, sei mais do que eles todos juntos, porra!”

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      Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 8 Abril 2011 @ 6:26 am | Responder

  7. Não basta colocar uns links e fazer de conta que apresentam uma explicação.

    Citações nos links que você apresentou:
    “The complementarity principle states that some objects have multiple properties that appear to be contradictory”
    “we can think of an electron as either a particle or a wave”
    “An object that’s both a particle and a wave would seem to be impossible because, normally, such things are mutually exclusive. Nonetheless, an electron is truly both at once.”

    Uma onda de probabilidade, melhor conhecida com função de onda é um conceito matemático. Aplica-se, também, a partículas, com massa. Trata de estimar como/onde a partícula se apresenta.

    Depende de o que os físicos defendam. O problema não se encontra no que eles defendem mas no que você defende. E o que você defende não tem qualquer fundamento. As suas interpretações estão erradas, tão simples quanto isto.
    Relativamente à minha pseudocitação, curiosamente, publiquei no meu blog há poucos dias: “O sarcasmo é frequentemente usado como defesa contra a estupidez. O problema é quando a estupidez o leva como sendo sério.”

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    Comentar por Nuno Dias — Sexta-feira, 8 Abril 2011 @ 1:18 pm | Responder

    • Você terá que me explicar como é que um conceito matemático puro (pura linguagem formal da matemática) se transforma, como que por milagre, em um fenómeno empírico constatável pela experiência.

      Por exemplo, o conceito matemático de “infinito” é só e exactamente isso: um conceito matemático. Não há nenhum teste em laboratório que possa demonstrar, de uma forma empírica, o conceito matemático e formal de “infinito”.

      Porém, a experiência em laboratório já demonstrou que o conceito de onda de probabilidades não é apenas um puro conceito matemático, mas que se manifestou como fenómeno nessas experiências científicas. Estamos a falar de experiência (empirismo) e não apenas de linguagem formal da matemática.

      Se eu constato, através de uma experiência de laboratório, que o ar existe embora eu não o veja, estamos em presença de um puro conceito matemático, ou estaremos em presença de uma constatação empírica ?

      Você não tem emenda: é burro e ainda sente orgulho na sua burrice. Leia uma coisas, a ver se derrete o alcatrão que tem no cocoruto da sua tola. Por exemplo, um livro perfeitamente acessível do físico francês Roland Omnès que poderá encontrar numa boa livraria: “A Filosofia Quântica: Compreender e Interpretar a Ciência Contemporânea”.

      O diálogo está fechado. Tenho mais que fazer do que aturar burrinhos.

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      Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 8 Abril 2011 @ 1:52 pm | Responder

  8. Orlando, acabei de ler, anteontem, o livro de Wolfgang Smith, “O Enigma Quântico”; você já o leu? Se não, recomendo-o muito fortemente.

    Um abraço.

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    Comentar por Kelvin Yogi — Sexta-feira, 8 Janeiro 2016 @ 3:07 pm | Responder


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