perspectivas

Sexta-feira, 25 Março 2011

O ataque filosófico ao livre-arbítrio do Homem

O chamado “neo-ateísmo” não pode ser confundido com o ateísmo dos velhos teóricos utilitaristas e empiricistas do Ocidente, como por exemplo, Bertrand Russell. Estamos a lidar com outra coisa.

O neo-ateísmo é uma das múltiplas faces do marxismo cultural (como o ecofascismo, o feminazismo, o gayzismo, etc.), e não pode ser confundido com as manifestações ateístas de uma certa direita liberal ou libertária. Ao contrário do que acontecia com os velhos ateístas que, na sua maioria, pertenciam a uma direita libertária anti-comunista (como, por exemplo, Theodore Dalrymple, ou mesmo Bertrand Russell que defendeu um ataque nuclear americano à União Soviética logo a seguir ao fim da II Guerra Mundial), o novo ateísmo de Daniel Dennett, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris, Julian Savulescu, Anthony Cashmore, etc., é de Esquerda e é marxista.

Quando ouvirmos falar em neo-ateísmo, devemos associá-lo imediatamente ao marxismo e ao seu ressurgimento com novas roupagens.

Uma das estratégias do marxismo cultural, e do neo-ateísmo em particular, é o ataque filosófico — e portanto, um ataque cultural — ao livre-arbítrio no ser humano. Este ataque cultural ao livre-arbítrio está já a ter repercussões no Direito Positivo, como no caso da infanticida de Vila Nova de Gaia, e mais recentemente no caso do chamado “Violador de Telheiras”.

Leio nos me®dia que a defesa do Violador de Telheiras vai apresentar em tribunal uma estratégia segundo a qual o réu não poderia actuar de modo diferente daquele que actuou — ou seja, alegadamente devido a uma constituição genética ou a um desenvolvimento biológico estrutural, o Violador de Telheiras não tinha liberdade de escolha nas suas decisões e não poderia ter deixado de actuar de forma criminosa.

Um juiz no seu bom juízo trata de saber se o réu podia ou não ter agido de outra maneira. Por exemplo, existem casos de criminosos a quem foram diagnosticados tumores no cérebro, e depois de ter sido extraído o tumor, a acção criminosa cessou. Mas nestes casos existe uma razão objectiva e concreta, e uma causa patológica verificável sem qualquer tipo de dúvidas, que podem fundamentar a decisão do tribunal no sentido da não atribuição de responsabilidades morais totais em relação aos actos cometidos.


A eliminação da culpa moral, por parte da Esquerda marxista, tem essencialmente dois objectivos políticos: a) transformar o cidadão em um animal irracional, perante a lei; b) substituir a ética de raiz humanista cristã (a guerra contra a herança cristã da nossa cultura) por uma nova ética alegadamente científica.
A irracionalização do cidadão faz parte da estratégia de construção orwelliana da ditadura comunista em outros e novos moldes. A erradicação dos resquícios éticos cristãos é essencial para a reconstrução neo-estalinista do sistema.

Até hoje, as ciências biológicas não descobriram absolutamente nada que contradiga o livre-arbítrio no ser humano. Pelo contrário, a física quântica demonstrou que o determinismo causal não é a força motriz dos fenómenos físicos, a não ser na dimensão macroscópica sujeita à entropia da gravidade — e mesmo assim, a nível macroscópico existe uma ínfima possibilidade de as próprias leis da física serem quebradas e/ou tornarem-se obsoletas (por exemplo, face à singularidade quântica).


Do ponto de vista de uma lógica estrita e de senso-comum, podemos dizer que uma qualquer coisa existe se alguns seres a têm mais do que outros. A ausência de uma normalização natural de uma determinada característica prova a existência objectiva dessa característica.

Por exemplo, está demonstrado pelo senso-comum que o ser humano tem mais liberdade de escolha do que um gato; e está demonstrado que um adulto, em circunstâncias normais, tem mais liberdade de escolha do que uma criança. Portanto, no que diz respeito ao livre-arbítrio, existem diferenças objectivas entre uns seres vivos e outros, o que significa que o livre-arbítrio existe de facto.

4 comentários »

  1. Mensagem para o leitor Nuno Dias: Se não entendes alguma coisa, não insultes: pergunta! Quando insultas, admites a tua burrice. És burro!

    Um burro não é alguém que tem dúvidas sobre o que quer que seja. Um burro é alguém que nunca dá o benefício da dúvida em relação a ninguém senão a si mesmo.

    “A ignorância está sempre pronta a admirar-se a si própria” (Nicolas Boileau). E vem daí o insulto sistemático em relação àquilo que não compreendemos.

    Gostar

    Comentar por O. Braga — Sábado, 26 Março 2011 @ 12:06 am | Responder

  2. Leio nos me®dia que a defesa do Violador de Telheiras vai apresentar em tribunal uma estratégia segundo a qual o réu não poderia actuar de modo diferente daquele que actuou — ou seja, alegadamente devido a uma constituição genética ou a um desenvolvimento biológico estrutural, o Violador de Telheiras não tinha liberdade de escolha nas suas decisões e não poderia ter deixado de actuar de forma criminosa.

    parece o islão.

    Gostar

    Comentar por " — Quarta-feira, 30 Março 2011 @ 1:19 am | Responder

  3. […] O chamado “neo-ateísmo” não pode ser confundido com o ateísmo dos velhos teóricos utilitaristas e empiricistas do Ocidente, como por exemplo, Bertrand Russell. Estamos a lidar com outra coisa. O neo-ateísmo é uma das múltiplas faces do marxismo cultural (como o ecofascismo, o feminazismo, o gayzismo, etc.), e não pode ser confundido com as manifestações ateístas de uma certa direita liberal ou libertária. Ao contrário do que acontecia com os velh … Read More […]

    Gostar

    Pingback por O ataque filosófico ao livre-arbítrio do Homem (via perspectivas) « Lux Lucet in Tenebris — Terça-feira, 5 Abril 2011 @ 4:40 pm | Responder

  4. […] O chamado “neo-ateísmo” não pode ser confundido com o ateísmo dos velhos teóricos utilitaristas e empiricistas do Ocidente, como por exemplo, Bertrand Russell. Estamos a lidar com outra coisa. O neo-ateísmo é uma das múltiplas faces do marxismo cultural (como o ecofascismo, o feminazismo, o gayzismo, etc.), e não pode ser confundido com as manifestações ateístas de uma certa direita liberal ou libertária. Ao contrário do que acontecia com os velh … Read More […]

    Gostar

    Pingback por O ataque filosófico ao livre-arbítrio do Homem (via perspectivas) « Lux Lucet in Tenebris — Sábado, 23 Abril 2011 @ 7:43 am | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

%d bloggers like this: