perspectivas

Quarta-feira, 16 Março 2011

Eric Voegelin foi profético

Quando Eric Voegelin escreveu o seu primeiro livro, “As Religiões Políticas”, pareceu que ele se referia apenas ao nazismo. Nas obras seguintes alargou o espectro da sua análise, e na “Ordem e História”, o seu foco já parece ser desligado de uma determinada época especifica, mas antes apresentou como que um “modelo” segundo o qual o movimento histórico gnóstico pode actuar em qualquer momento e em qualquer época.

«Stephen Glover, writing in the Daily Mail, says secular values have even been accorded the status of a religion.»

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2 Comentários »

  1. II. When Gnostics say, “Look to God,” they are invoking the knowledge-without-experience, the special knowledge, that the word Gnosis denotes. Such proprietary knowledge they specifically refuse to share with outsiders because possession of it – or the claim to possess it, for that is all that the outsider has – is what differentiates the illuminati from the vulgate. Thus by virtue (so to speak) of their special knowledge, the Gnostics consider themselves elect. They are an extreme in-group phenomenon. Under this conviction, they “proceed to assert that Providence cares for them alone.” When the Hidden God abolishes the corrupt world, only those whose being has been transfigured by secret knowledge will remain, and they, too, shall be as gods. Compared to those in whom the secret knowledge does not reside, and who are therefore not transfigured, the illuminati are already gods. They may thus mock and revile their ontological inferiors.

    http://www.brusselsjournal.com/node/4440

    Comentário por shâmtia ayômide — Quinta-feira, 17 Março 2011 @ 1:42 pm | Responder

  2. É interessante o conceito de “knowledge-without-experience” (conhecimento-sem-experiência). O conhecimento-sem-experiência é aquele que é assimilado de cor, como alguém que aprende a tabuada de cor e salteado, mas sem ter a noção das operações aritméticas — ou seja, sem ter a experiência pessoal das operações que decorrem da lógica aritmética.

    Neste sentido, o conhecimento-sem-experiência é como que um fetiche do selvagem moderno, assim como foi um fetiche do gnóstico da antiguidade tardia. O conhecimento-sem-experiência é suposto atribuir um estatuto privilegiado a quem o detém. É o caso da maçonaria e das sociedades secretas, por exemplo.

    Neste caso, trata-se talvez de uma coisa um pouco diferente: a religião secularista. O religioso secularista tem uma experiência religiosa pessoal. O juiz que diz que a religião cristã é apenas uma “filosofia” equivalente à do indivíduo que luta pelos direitos dos animais, parte de uma experiência pessoal que ele simultaneamente procura aprofundar, e que consiste em um substitutivo da religião propriamente dita. Essa experiência pessoal consiste em uma nivelação igualitária de todo o tipo de subjectividade.

    Trata-se de um humanismo niilista e, por isso, de uma religião negativa.

    Comentário por O. Braga — Quinta-feira, 17 Março 2011 @ 5:20 pm | Responder


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