perspectivas

Quinta-feira, 10 Fevereiro 2011

A afirmação do politicamente correcto como a Verdade Absoluta

O politicamente correcto começou por censurar a crítica pública de comportamentos e actos, remetendo a ética e a moral para a esfera privada. Nesta fase, o politicamente correcto expulsou qualquer noção de Verdade da praça pública. Todos os julgamentos ético-morais de actos e comportamentos passaram a ser realizados em privado. Para isso, o politicamente correcto — aliado ao cientificismo de tipo coimbrinha — começou por afirmar a ideia segundo a qual “a Verdade não existe”.

Depois de ter conseguido a privatização da ética e da moral, e o ostracismo da Verdade da praça pública — tentando substituir a ética e a moral pelo absolutismo de uma pretensa verdade estipulada pelo Direito Positivo —, o politicamente correcto entra agora numa segunda fase do processo de transformação totalitária da sociedade, quando outorga o Poder político do Estado como o arauto exclusivista da Verdade.

Nesta segunda fase do processo de animalização do cidadão, o politicamente correcto já não se contenta em remeter os julgamentos ético-morais para a esfera do privado, mas já proíbe terminantemente esses juízos morais e passa a policiar o pensamento e as opiniões privadas. A única Verdade válida passa a ser aquela estipulada pela Lei que o próprio poder político define e valida através da força bruta ao dispor do Estado.

De facto, já não estamos muito longe da ex-União Soviética ou de Cuba — quando eu digo “nós”, digo União Europeia e outros países como o Canadá.

A crítica em praça pública de actos e comportamentos é, para além de um direito inalienável, um dever. Naturalmente que uma coisa é criticar comportamentos de uma pessoa, e outra coisa diferente é criticar a pessoa em si mesma (ad Hominem). Porém, podemos e devemos julgar factos porque estes são objectivos, e não as subjectividades.

Uma das formas de combatermos o politicamente correcto é não abdicar da nossa crítica na praça pública, no que respeita a acções e comportamentos, principalmente quando relacionadas com pessoas ligadas ao poder político e às elites em geral; é “botar a boca no trombone” e dizer, sem medo, o que nos vai na alma. Não tenhamos medo de criticar as acções e comportamentos seja de quem for, tendo como paradigma aquilo que pensamos ser a verdade.

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