perspectivas

Domingo, 26 Dezembro 2010

O primeiro Pogrom do nazismo gay

A 6 de Maio de 1933, os Camisas Castanhas da SA ou Stürmabteilung, liderados pelo homossexual nazi Ernst Röhm, entraram no edifício do Instituto de Pesquisa Sexual em Berlim, destruindo o edifício e retirando todos os livros e documentos do Instituto. Quatro dias depois, os Stürmabteilung do gay Ernst Röhm organizaram uma enorme fogueira onde todos os livros e documentos do Instituto foram queimados.



A ideia que passou no Ocidente, e que ainda hoje prevalece na mitologia criada para o efeito, é que essa acção nazi se inseria numa estratégia de repúdio pela cultura e pelos livros. Nada mais errado. O Instituto de Pesquisa Sexual em Berlim tinha em seu poder registos de comportamentos sexuais desviantes por parte de muitos líderes nazis, incluindo alguns dos fundadores do partido nazi. O que se passou naquela noite de 6 de Maio de 1933 foi uma guerra de um tipo de gayzismo contra uma outra corrente ideológica gayzista mais “pacífica”; tratou-se de uma guerra entre duas correntes ideológicas gayzistas.

O Instituto de Pesquisa Sexual em Berlim albergava dezenas de milhares de processos provenientes dos tribunais alemães relacionados com crimes sexuais e comportamentos sexuais desviantes, como a pederastia, pedofilia, pornografia infantil, etc. O Instituto era instado a dar o seu parecer técnico aos tribunais sobre esses processos. Alguns dos mais proeminentes gays nazis, acusados de crimes sexuais, foram libertados pelos tribunais com o compromisso de serem clinicamente tratados através do Instituto.

O Instituto de Pesquisa Sexual em Berlim era chefiado por um homossexual judeu, de seu nome Magnus Hirschfeld. Hirschfeld defendia uma outra linha política de afirmação do gayzismo: a retirada da homossexualidade da lista das parafilias através da denúncia da pederastia e pedofilia — ou seja, Hirschfeld pretendia a quadratura do circulo. Hirschfeld pretendeu limpar a homossexualidade da sua essência, e contra esta tendência política estava a maioria dos fundadores do partido nazi, todos eles apoiantes de uma forma de gayzismo baseado no conceito pederasta de “amor grego”.

Portanto, o Instituto de Pesquisa Sexual em Berlim era uma instituição liderada por uma série de gays de uma linha política revisionista, digamos assim, e que incluía o seu próprio director (Magnus Hirschfeld) e sub-director (Ludwig L. Lenz,), ambos gays, e que foi vítima de uma outra facção política gayzista maioritária no partido nazi. A queima dos livros e dos ficheiros do Instituto referentes a líderes do partido nazi, nada mais foi do que a “queima” de uma filosofia gayzista em nome de uma outra filosofia gayzista e nazi.

O Pogrom de 6 e 10 de Maio de 1933 foi um gay affair.

Quando, através do FaceBook, me dei conta deste site, resolvi escrever este postal. Por exemplo, a ideia de uma “identidade gay” baseada, não no mito de Esparta, mas na “República” de Platão e no mito de Alexandre, é facilmente desmontável. Porém, foi este mesmo caldo cultural, transposto para a modernidade, que esteve na origem e na fundação do partido nazi alemão.

(fonte)

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