perspectivas

Segunda-feira, 20 Dezembro 2010

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou a escumalha política portuguesa

Nos últimos 35 anos, aconteceu a Portugal uma daquelas raras situações históricas em que tudo parece determinar um caminho de dissolução. E esta situação aconteceu com a infeliz coincidência de um povo ignorante e de uma elite política ávida de um poder absoluto em nome de uma democracia formal.

O consulado de José Sócrates apenas reflectiu o acumular, ao longo desse tempo, de pressões constantes sobre a cultura de um pobre povo encurralado entre as suas limitações intelectuais e o desejo de um poder absolutista por parte de uma elite gnóstica moderna. O pano de fundo para a afirmação desse absolutismo gnóstico moderno foi a democracia formal, que instalou na sociedade um medo difuso que impôs — não pela autoridade, mas pela coercividade de um terrorismo político constante por parte de uma agenda política radical — o respeito pelo absurdo em nome de um Diktat político correcto.

Foi assim que a lei do aborto livre e a pedido da mulher foi aprovada, depois de um referendo em 1998 em que o NÃO ganhou, e depois de a elite política gnóstica, não satisfeita com a derrota de 1998, ter forçado um novo referendo em que mais de 60% dos portugueses não votaram; os portugueses compreenderam que se voltassem a votar negativamente a proposta abortista da elite, haveria um outro referendo, e um outro, e um outro, até que a mundividência gnóstica moderna fosse validada por lei.

E foi assim que a lei do “casamento” gay foi aprovada sem nenhuma consulta popular específica. E é assim que gente como, por exemplo, Júlio Machado Vaz, é paga para fazer, nos me®dia, a propaganda político-cultural da elite gnóstica moderna, e à custa dos contribuintes.


O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu, em acórdão tornado público muito recentemente, que a Irlanda não desrespeitou nenhum direito humano no caso de duas queixas apresentadas naquele tribunal por recusa de aborto naquele país. O povo irlandês, como qualquer povo que ainda não tenha sido assaltado e sido violentado pelo novo tipo de absolutismo gnóstico moderno, é maioritariamente contra a legalização do aborto: 70% contra o aborto, 13% a favor e 16% não sabe ou não tem opinião.

Ou seja: o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem foi da opinião de que o acesso discricionário das mulheres ao aborto a pedido, não é um direito humano.

Se considerarmos que a elite política portuguesa gnóstico-moderna, quando defendeu a legalização do aborto, o considerou como um “direito humano”, ficamos a saber agora que o povo português foi, mais uma vez, vítima de uma enorme fraude política; o povo português foi enganado nos pressupostos da argumentação da elite política.

O que o nosso povo tem que exigir, no mínimo e desde já, ao poder político controlado pela santa aliança da elite gnóstica / marxista / maçónica, é a revogação imediata da gratuitidade do aborto no Serviço Nacional de Saúde — porque não estamos a falar de um direito, mas de um instrumento político de subversão cultural, tendo em vista a construção paulatina de um totalitarismo suave assente em uma democracia formal.

A melhor forma de instalar um totalitarismo assente numa pseudo-democracia é através da destruição sistemática dos valores éticos em circulação na sociedade; e foi exactamente isto o que a escumalha política gnóstico-moderna fez em Portugal. Mas não perdem pela demora : o pêndulo da História tende sempre a voltar à posição normal de equilíbrio (diz o povo que “quem com ferros mata, com ferros há-de morrer”).

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3 comentários »

  1. Concordo:
    “O que o nosso povo tem que exigir, no mínimo e desde já, ao poder político controlado pela santa aliança da elite gnóstica / marxista / maçónica, é a revogação imediata da gratuitidade do aborto no Serviço Nacional de Saúde — porque não estamos a falar de um direito, mas de um instrumento político de subversão cultural, tendo em vista a construção paulatina de um totalitarismo suave assente em uma democracia formal.


    sou contra o aborto … embora o aceite nas condições previstas na anterior lei …

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    Comentar por Isabel Filipe — Segunda-feira, 20 Dezembro 2010 @ 9:44 am | Responder

  2. Excelente post, Orlando.

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    Comentar por Mats — Segunda-feira, 20 Dezembro 2010 @ 10:10 am | Responder

  3. No 1º referendo votei contra o aborto, no 2º referendo dei a cara no meu blogue, e não sendo religioso, tenho muita pena de ver a igreja católica como a única instituição que deu e continua a dar a cara em Portugal pelos direitos humanos.

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    Comentar por José Ferrão — Segunda-feira, 20 Dezembro 2010 @ 1:37 pm | Responder


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