perspectivas

Sábado, 27 Novembro 2010

O social-fascismo jugular

Quando lemos o blogue jugular não nos devemos esquecer de que estamos em presença de uma ideologia social-fascista.
A mundividência do blogue Jugular é fascista e neonazi.

Uma psiquiatra radical de esquerda diz que “a dimensão espiritual e religiosa não é um acto terapêutico”. Desde logo, uma dimensão da realidade não é um “acto”; a psiquiatra não se sabe exprimir em português (“quem te manda a ti sapateiro, tocar tão mal rabecão”). Porém, é sabido que a inclusão da dimensão espiritual e religiosa na acção terapêutica é uma evidência científica; basta seguir o que se constatou em investigações científicas mais recentes.

O chavão “visão biopsicossocial da medicina” tem na sua base uma visão absurda da realidade: a sociobiologia. A sociobiologia pretende ser uma espécie de sociologia que engloba o ser humano e os animais em geral numa só área de investigação — ou seja, o ser humano é colocado, à partida, em pé de igualdade em relação a uma vaca, por exemplo. E é nesta equiparação e analogia que se espelha a concepção do mundo e da vida da referida senhora psiquiatra (o que, no caso dela, até compreendo).

É interessante constatar que a maior parte dos dementes sociopatas da esquerda radical estudaram ciências sociais — desde Francisco Louçã, ao gayzista-mor Vale de Almeida, até ao lesbianismo jugular.

A partir do momento em que o conceito de sociobiologia é considerado racional, legítimo e “científico”, a ética é minada por dentro, porque passa a ser legítima a utilização sistemática da falácia naturalista. O sofisma naturalista consiste em retirar conclusões morais a partir de um facto (natural) — por exemplo, os bonobos têm uma actividade homossexual constante, e portanto o comportamento homossexual nos seres humanos passa a ser moralmente válido; outro exemplo, o peixe-palhaço é transsexual, e por isso a transsexualidade passa a ser moralmente válida. A falácia naturalista, legitimada pela sociobiologia, elimina as hierarquias e categorias da ética e da moral, tornando-as totalmente arbitrárias.

E é baseando-se na falácia naturalista e na analogia (no nivelamento do ser humano pelos animais mais primordiais) do ser humano com um peixe-palhaço ou com um bonobo, que a psiquiatra diz que “a dimensão espiritual e religiosa não é um acto terapêutico”, porque é evidente que uma ameba não tem religião (pelo menos no sentido humano da palavra). O que a psiquiatra quer dizer é que o ser humano é uma espécie de “ameba evoluída”.

A mundividência do blogue Jugular é fascista e neonazi. Quando lemos o blogue jugular não nos devemos esquecer de que estamos em presença de uma ideologia social-fascista, o que significa uma nova estirpe das ideias nazis transmutadas e adaptadas ao nosso tempo. Resulta disto que o termo “feminazismo” faz todo o sentido quando aplicado ao blogue jugular.

9 comentários »

  1. Olhe, tivesse estudado. Como cá em casa se dá esmola aos pobres de espírito ao sábado pegue lá http://cnx.org/content/m13589/latest/

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    Comentar por Ana Matos Pires — Sábado, 27 Novembro 2010 @ 11:50 am | Responder

    • O seu comentário e o respectivo link só me deram razão : trata-se de um paradigma (entendido aqui no sentido de paradigma científico; ler Foucault, que é insuspeito nesta matéria, acerca do que ele entende por “paradigma”) que faz uma síntese entre a sociologia, a biologia e a psicologia, tendo em vista um determinado objectivo definido à partida. A origem ideológica do paradigma baseia-se na sociobiologia (sociologia + biologia).

      A teoria propriamente dita não passa disso: uma teoria. E não vou agora discutir o princípio da refutabilidade de Karl Popper acerca das inúmeras teorias das ciências sociais que existem, a maior parte delas falsas ou de veracidade duvidosa.

      A sua assunção de uma autoridade de direito (que não significa necessariamente uma autoridade de facto), quando me manda estudar, revela a fraqueza do seu argumentário. O facto de você meter patranhas na cabeça não faz de si uma mente iluminada — a não ser que você se considere auto-iluminada, mas isso é outra coisa.

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      Comentar por O. Braga — Sábado, 27 Novembro 2010 @ 12:37 pm | Responder

  2. Therapy: The physician discusses the available
    interventions with special attention to behaviors and lifestyles
    that could influence her pain and adherence to the treatment plan
    .
    The patient is involved in formulating and implementing the plan,
    and maintains a supportive relationship with the clinician.

    .
    A psicanálise e sociologia de primeiro se instalaram junto ao marxismo para compor uma espécie de “religião laica”, agora é a vez da biologia.

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    Comentar por shâmtia ayômide — Sábado, 27 Novembro 2010 @ 6:04 pm | Responder

  3. @ Shamtia :

    Segundo Michel Foucault, o episteme (aquilo a que eu chamei acima de “paradigma”) é uma estrutura construída estrategicamente de forma a que se possa retirar, de um conjunto de possibilidades, aquelas que permitem restringir a ciência a uma determinada área de investigação, independentemente da falsidade ou veracidade das suas teorias. Ou seja, o episteme é a imposição de um mito através da ciência, na medida em que não tem em conta a realidade no seu todo.

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    Comentar por O. Braga — Sábado, 27 Novembro 2010 @ 7:19 pm | Responder

  4. Li o tal artigo, bem adequado para um blogue, cujo logotipo tem algo desenhado tentando representar gotas de sangue.

    A revolta irracional contra o teísmo, é explicada por Olavo de Carvalho como a revolta contra símbolos de autoridade.

    Isso explica o por que de teorias aparentemente antagônicas como o Marxismo materialista, o misticismo Gnóstico/New Age e o irracionalismo de Nietzschiano se unirem para formar aquilo que é conhecido como o “Discurso moderno”.

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    Comentar por shâmtia ayômide — Sábado, 27 Novembro 2010 @ 7:36 pm | Responder

  5. O problema é que a utopia de Kant, segundo a qual o Iluminismo seria a independência do Homem através do saber, saiu gorada, porque o Homem recusou uma autoridade transcendental para se submeter aos da sua igualha. Mas isso são contas de outro rosário…talvez seja o tema do próximo postal.

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    Comentar por O. Braga — Sábado, 27 Novembro 2010 @ 8:07 pm | Responder

  6. Os intelectuais devem ter o máximo de cautela ao lidar com a biologia (ela não é astrofísica, distante anos-luz da nossa realidade), ou o feitiço pode voltar-se contra o feiticeiro. Nelson Rodrigues sintetiza: “Eu não sou machista. Machista é a natureza”.

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    Comentar por Riva — Terça-feira, 30 Novembro 2010 @ 3:07 pm | Responder

  7. Não podemos comparar o mundo animal com o Homem. O homem faz parte de uma onda de vida totalmente à parte do mundo animal, e nem sequer o homem descende do macaco como afirma falaciosamente a ciência oficial. Isso é desconhecer a ordem das coisas, mas cheios de doutores burros estamos nós! Quanto à questão homossexual apenas vos digo que não passa de um grosseirismo próprio de animais, mas explicar isso aos arautos do direito à diferença…. Em relação à questão da religião e da espiritualidade não serem um acto terapêutico, é mais uma mentira do ateísmo e dos seus catrepos. A religião, a verdadeira e não a dos templos, e a espiritualidade são geradores de uma alta energia que pode efectivamente fazer milagres. Entenda-se por milagre um acto de alta magia (branca e não negra). A fé define-se cientificamente como a medida de energia da expectativa humana, e a oração consciente põe essa energia em movimento. As ciências sociais e a chamada sociobiologia são teorias decrépitas de quem nada sabem sobre o mundo e sobre o homem, e comparando-se o homem ao animal aí estão as blagues de carnaval dos sociopatas bixas….

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    Comentar por Skedsen — Quarta-feira, 1 Dezembro 2010 @ 10:37 am | Responder

  8. Excelente post. E os comentários são diversão garantida: “Segundo (o grandecíssimo e inquestionável ídolo) Michel Foucault…” que gostava muito de dar… teorias ao mundo… que justificassem seu comportamento sexual à custa da verdade… etc. Abs!

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    Comentar por Fernando — Sexta-feira, 13 Maio 2011 @ 4:25 am | Responder


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