perspectivas

Segunda-feira, 15 Novembro 2010

A esquerda e a violência policial

Chamou-me à atenção uma noticia recente nos me®dia sobre o alegado aumento de casos reportados ao IGAI de violência policial. Entretanto, no FaceBook fui convidado a participar num grupo que se diz pretender denunciar a violência policial, e que tem neste blogue (Plataforma Contra a Violência Policial) uma expressão pública.

Prepotência policial

Eu nunca fui vítima de violência policial, mas já fui vítima de prepotência policial. São duas coisas diferentes. Naturalmente que a fronteira entre os conceitos é ténue, porque a prepotência policial inclui sempre um certo grau de violência, psicológica ou mesma física. A prepotência policial é a utilização arbitrária das funções atribuídas, pela sociedade e através do Estado, à polícia; ou seja, é o enviesamento do espírito da lei por parte da polícia.

A prepotência policial é sempre ilegal e ilegítima. A polícia não é A Autoridade; ela apenas representa a autoridade que a sociedade lhe outorgou através do Estado.

Em contraponto, a violência policial pode ser legal e legítima, e entramos aqui num terreno pantanoso. Para sabermos se a violência policial, em determinado caso, foi legítima ou não, temos que saber, através dos factos, se houve prepotência na acção da polícia, o que significa que, se for o caso, a polícia terá ela própria e em primeiro lugar, violado a lei que diz representar.

O problema desses movimentos anti-violência policial é o facto de estarem manipulados pela política correcta (neomarxismo); não tenho dúvidas que por detrás desses movimentos anti-polícia está o Bloco de Esquerda. E, por isso, não vou em conversas.

Por exemplo, no caso concreto do inglês que foi agredido pela polícia no Bairro Alto e relatado aqui, estamos perante um caso de prepotência policial, porque embora a polícia tivesse razão ao pretender confiscar o telemóvel do inglês — a lei não permite a recolha de fotografias ou vídeos de pessoas em locais públicos sem consentimento prévio —, a acção da polícia foi prepotente. Perante a recusa do cidadão inglês em entregar o telemóvel com as fotografias que tirou à polícia, esta deveria ter-lhe dado imediatamente voz de prisão e conduzi-lo à esquadra. Ponto final.

O problema da prepotência policial é reflexo da decadência dos tribunais e da justiça. A culpa, em última a análise, não é da polícia, mas dos políticos de esquerda que fazem as leis absurdas e contraditórias, e que depois se organizam para fazer da polícia o bode expiatório. Só haverá uma polícia melhor em Portugal quando os tribunais funcionarem razoavelmente.

São os políticos de esquerda que criam os problemas sociais em laboratório, para depois apontar o dedo à polícia. E, assim, o neomarxismo mata dois coelhos de uma cajadada só: cria a instabilidade social através de leis absurdas e confusas que entopem os tribunais, e depois mina a autoridade do Estado condenando sistematicamente a acção da polícia.

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