perspectivas

Segunda-feira, 18 Outubro 2010

O mito e o tabu gayzistas (1)

Há pelo menos duas coisas sem as quais o ser humano não pode viver em sociedade, e que estão na base de toda a actividade humana, incluindo a política: o mito e o tabu. É o tipo de mitos e de tabus existentes em uma sociedade que a definem.

Portanto, quando os ateístas militantes nos dizem que defendem uma sociedade sem mitos e sem tabus — por vezes, substituem a palavra “tabu” pela palavra “preconceito”, mas vai dar no mesmo porque se assume à partida que o preconceito é negativo e, portanto, dogmático —, o que eles pretendem é camuflar e omitir, perante a opinião pública, os seus tabus e os seus mitos.

Eu tenho acompanhado de perto as respostas assertivas do blogue Neo-ateísmo Português em relação ao Portal Ateu e, nesta ocasião, ao blogue Jugular. A verdade tem que ser dita: os tabus que o neo-ateísmo português nos quer impôr pretendem dogmatizar o instinto — principalmente o instinto sexual — como paradigma cultural, e o mito utilizado para esse desiderato é o cientismo. Por outras palavras e para que toda a gente entenda: quando falamos em neo-ateístas portugueses, estamos a falar numa cambada de grandes paneleiros e fufas.

Repare bem, o leitor, nisto: se o conhecimento advém do empirismo (experiência), esse mesmo empirismo não pode ser testado empiricamente. Portanto, a própria noção de “empirismo” é tautológica, ou seja, é axiomática porque se escora em um princípio paradoxal que aponta para a metafísica.

Não há volta lógica a dar à asserção supracitada. Milhares de filósofos e de intelectuais, ao longo de milénios, tentaram ultrapassar esta dificuldade e chegaram à conclusão de que o próprio conhecimento faz parte do paradoxo do universo.


O que está subjacente à acção do gays do Portal Ateu e das lésbicas do Jugular (e vice-versa) é uma mescla político-religiosa que pretende fazer o sincretismo entre o marxismo e o gayzismo, e isto na linha de desenvolvimento ideológico do marxismo cultural de Herbert Marcuse, rumo à “perversidade polimórfica” (sic) prognosticada por este. O que essa gentinha pretende é instituir uma nova forma de totalitarismo em que as elites sejam maioritariamente homossexuais e, portanto, os únicos com direito ao exclusivismo e à repulsa sexuais.

A ideia é fazer com que os homossexuais tenham direito à repulsa em relação ao acto sexual por direito próprio, e quem não é homossexual é criticado por essa repulsa. Por isso é que um “gay machão” pode legitimamente recusar sexo com um “gay efeminado”, por quem tem repulsa; mas a repulsa de um heterossexual em relação a um gay tende a ser considerada “criminosa” e tendo como base a religião.

Um dos tabus do neo-ateísmo é o exclusivismo gay em relação à repulsa sexual. Para conseguir esse desiderato político, os neo-ateístas e gayzistas aliam-se à esquerda radical em uma coligação contra-natura e circunstancial, no sentido de se instituir na sociedade o policiamento do pensamento dos cidadãos. Naturalmente que a esquerda radical — Bloco de Esquerda, o PS de José Sócrates e Partido Comunista — apoia tudo e todos que restrinjam a liberdade dos cidadãos, e portanto temos aqui uma aliança de circunstância.

O ataque às religiões universais — e principalmente ao Cristianismo que é a religião mais racional que existe — faz parte da agenda política tanto do gayzismo como da esquerda radical marxista. Tanto os gayzistas como os radicais esquerdistas estão irmanados em um mesmo desiderato, conforme diagnosticado por Gramsci :

  • destruir as religiões espirituais,
  • destruir a família natural (homem, mulher e filhos),
  • instituir o mito robotista do cientismo,
  • fazer impôr novos tabus que animalizem o ser humano e o reduzam a uma condição de puro instinto animal.

E para conseguir tudo isto, promovem o policiamento do pensamento; começa a ser perigoso pensar, e se não agirmos todos em conjunto e depressa, um dia destes passa a ser proibido pensar.

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1 Comentário »

  1. Fascismo Homossexual. Pensar é proibido. Submentam-se ou sofram consequências.

    A medicina – que aponta para as graves consequências do comportamento homossexual – que se lixe.

    Gostar

    Comentar por Mats — Terça-feira, 19 Outubro 2010 @ 9:57 am | Responder


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