perspectivas

Segunda-feira, 4 Outubro 2010

A construção socialista de um totalitarismo futuro

Uma vez que a esquerda radical marxista, através de José Sócrates, se apoderou do processo legislativo, é nossa obrigação julgá-los literalmente na praça pública.

José Sócrates vai ficar para a História de Portugal pelo seu feroz ataque à família natural e, portanto, pelo mais soez ataque à cultura de liberdade de que há memória no nosso país. José Sócrates conseguiu a proeza de ir mais além do que o radicalismo da I república, e de condicionar a liberdade futura como Salazar nunca tinha pensado algum dia fazer.

José Sócrates é e foi o governante mais pernicioso que Portugal teve desde que o nosso país se tornou independente em 5 de Outubro de 1143.

O Grande Porco

Mais do que isso: José Sócrates e a esquerda radical portuguesa (Partido Comunista e Bloco de Esquerda) serão responsabilizados historicamente pelo facto de vir a acontecer, no futuro, uma “fase crítica” de reposição da lei natural no direito positivo, o que trará concerteza alguns problemas sociais graves e até violência. E essa “fase crítica” acontecerá certamente, salvo se a nossa sociedade entrar em ruptura, de tal modo que se dilua como nação e, portanto, como cultura; ou em alternativa, essa “fase crítica” será evitada através da imposição de um novo totalitarismo neomarxista.

As pessoas, normalmente, tendem a pensar que a cultura, presente e validada numa sociedade, não tem nada a ver com a política e muito menos com a economia. Esta é vista como uma área à parte — seguindo a tendência das ciências positivas, que fragmentam de tal forma a realidade que o ser humano cai e afunda-se por entre as brechas cavadas na realidade pela própria ciência.

As pessoas simplesmente não se dão conta de que a economia depende da cultura (entendida aqui no sentido antropológico), e que a liberdade não pode existir senão quando escorada o mais próximo possível da lei natural. Para corrigir a lei natural criou-se o direito positivo segundo o conceito de Equidade, mas a lei positiva não serve para substituir a lei natural. Portanto, é a cultura que determina, não só o grau de liberdade de uma sociedade, mas também a economia do presente e principalmente assegura o seu futuro.

O que aconteceu em Portugal com os últimos 15 anos de governo socialista, foi a imposição no nosso país dos princípios de restrição da liberdade imposta em 1917 pela revolução russa. Com o consulado de José Sócrates, a esquerda marxista radical entrou pelo governo da república adentro e passou a moldar paulatinamente o nosso direito positivo.

Uma das medidas imediatas tomadas por Lenine quando assumiu o poder na ex-URSS, foi abolir as diferenças entre a coabitação e o casamento, e a educação das crianças soviéticas passou a ser da responsabilidade de um Estado platónico (conforme a república de Platão). Vemos aqui um claro ataque à família natural.
Foi exactamente isto que a esquerda radical fez em Portugal através de José Sócrates. Através da eliminação da diferença entre coabitação e casamento, José Sócrates e os radicais de esquerda preparam no presente uma intervenção política futura, que surgirá quando o caos social — que decorre do caos cultural — se instalar em função deste e doutros ataques à família natural, e tendo em vista já a estatização das nossas crianças.
A estatização das crianças é uma característica dos totalitarismos. Os totalitarismos aparecem sempre, aos olhos dos cidadãos, como uma “coisa necessária”, e as pessoas não se dão conta de que essa “necessidade” foi construída ao longo de um processo de degradação cultural que venha, um dia no futuro, a justificar a aceitação do totalitarismo pela opinião pública. Foi o que aconteceu na Alemanha nazi.


Convém abrir aqui um parêntesis para dizer que existe diferença entre totalitarismo e ditadura pessoal ou tirania. Hannah Arendt fez essa distinção muito bem. O Estado Novo foi uma ditadura, e não um totalitarismo.


Este país foi minado por dentro — destruído da sua essência cultural e social — durante o consulado de José Sócrates que se traduziu na total permeabilidade em relação à esquerda marxista, radical e totalitária. Senão vejamos.

  • A eliminação das diferenças entre crianças nascidas no casamento e fora dele levou ao aumento geométrico de mães solteiras e à promiscuidade sexual;
  • As leis do aborto ignoram e desprezam os interesses dos pais e dos maridos;
  • A coabitação foi equiparada ao casamento, com idênticos direitos mas sem idênticas obrigações;
  • A eliminação da causa para divórcio, com a instituição do divórcio na hora e unilateral, teve como consequência não só incentivar a infidelidade conjugal como até a premeia culturalmente.
  • A implementação da dita “neutralidade de género”, principalmente no que diz respeito à educação das crianças, pretende destruir a complementaridade entre os dois sexos na educação das crianças.

Estas medidas radicais, transformadas em lei, não são inocentes. Trazem consigo o desejo da construção de um totalitarismo — não imediato, mas a prazo. É preciso que as pessoas que têm filhos e até netos, pensem no futuro deles, e não se fechem no egoísmo presentista que é alimentado pela esquerda radical protagonizada por José Sócrates.

Quando falamos de cultura,
falamos
de liberdade…

Quando a nossa sociedade futura entrar em ruptura, em função da atomização da sociedade decorrente dos constantes e sistemáticos ataques à cultura tradicional e à família natural, os herdeiros políticos de Francisco Louçã e de Jerónimo de Sousa aparecerão aos olhos do povo como os salvadores da pátria, oferecendo o totalitarismo como uma “coisa necessária”.
Quando falamos de cultura e de valores culturais, falamos de liberdade ou da falta dela; metam isso na vossa cabeça!

Situação idêntica aplica-se à economia: quem é que aposta numa economia em que a taxa de natalidade por mulher é de 1,4 ? Eu não apostaria nessa economia senão em investimentos de curto prazo. Como é que uma sociedade que não repõe a sua população (taxa de reposição = 2,1 crianças por mulher) pode prosperar do ponto de vista económico ?! Isto, qualquer burro vê…! E o que condiciona tudo isto — a liberdade e a economia — são os valores culturais predominantes numa sociedade. E são esses valores culturais tradicionais que tem estado sob ataque cerrado por parte da esquerda radical marxista através de José Sócrates.

O ataque político à família natural faz parte de um processo de construção de um totalitarismo. Uma vez que a esquerda radical marxista, através de José Sócrates, se apoderou do processo legislativo, é nossa obrigação julgá-los literalmente na praça pública.

1 Comentário »

  1. A estratégia social-democrata faz com que as mulheres casem com o estado, criando lares de mães solteiras onde as crianças tendem 8x mais a serem deliquentes. As ondas de criminalidade que assolaram os EUA estão diretamente ligadas aos baby-boom que promoveram estes tipos de “familias alternativas”.

    O pensamento liberal também é ligado a isso, o baby-boom americano, criou varios cidadão que tiveram que se virarem sozinhos no mundo, este tipo de criação faz com que a pessoa tem um senso exagerado de indepedência, não é a toa que os baby-boomers deram origem a hippies, new age e outras modas liberais americanas.

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    Comentar por shâmtia ayômide — Terça-feira, 5 Outubro 2010 @ 3:38 pm | Responder


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