perspectivas

Sábado, 25 Setembro 2010

A essência da estratégia política da esquerda contemporânea

« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (por exemplo, Alemanha, 1933) »

— Edgar Morin, ex-comunista e crítico do marxismo

A gente vota em determinados políticos pensando que são gente normal, e quando eles se apanham no poder fazem notar a sua demência voltando o poder político contra a cultura da maioria do povo que os elegeu. Dou como exemplo o caso de Obama e Hillary Clinton, que segundo o congressista americano Christopher Smith, pretendem incluir no documento final das Nações Unidas sobre as Metas de Desenvolvimento do Milénio uma alínea política de promoção do aborto em todo o mundo.

A contradição é gritante: segundo Obama e Hillary Clinton, o aborto salva vidas de crianças. Esta contradição é passada para a opinião pública através de um processo de infantilização dos povos, como é exemplo a recente comunicação da ministra da educação ao povo português.

Esta estratégia política de esquerda tem dois compassos: o primeiro é o da estimulação contraditória — quando o político diz ao povo que uma coisa é exactamente o seu contrário.

E um segundo compasso — quando imediatamente a seguir o político age de forma a infantilizar a opinião pública, por forma a que o cidadão se convença que a contradição é apenas aparente e que a sua não compreensão se deve à sua pura ignorância. Em função disto, o cidadão fica paralisado na sua acção e reacção, ou seja, entra em dissonância cognitiva.


Temos, portanto, a essência da estratégia política da esquerda contemporânea:

estimulação contraditória → infantilização da opinião pública → dissonância cognitiva do cidadão → totalitarismo suave politicamente correcto ou marxista cultural.

A esquerda contemporânea, tal como aconteceu no passado recente com o estalinismo e com o maoísmo, transformou os fins políticos que se fundamentam em princípios éticos, em meios de acesso e controlo político e perpetuidade no poder. O que está a acontecer na prática é que o povo elege uma esquerda que não só paulatinamente vai desvalorizando as eleições como as vai eliminando — como é o caso de Chavez na Venezuela, e Lula da Silva quando apoia abertamente uma terrorista marxista à presidência da república do Brasil.

Anúncios

1 Comentário »

  1. A biografia de Dilma está mais para uma protagonista de um filme de ação ao estilo Rambo do que para uma governante.

    Gostar

    Comentar por shamtia ayomide — Sábado, 25 Setembro 2010 @ 11:14 am | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Create a free website or blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: