perspectivas

Segunda-feira, 21 Junho 2010

Exemplo das ramificações gnósticas da modernidade

Este texto da Jane Burgermeister — que eu considero ser um ser humano excepcional — tem o condão de não separar a natureza (entendida no contexto do nosso planeta), o ser humano e o cosmos.

É portanto um texto que poderia ser subscrito pela maioria das religiões universais, incluindo o Cristianismo. O amor pela natureza é uma característica do Cristianismo, como podemos ver em muitos textos da filosofia cristã da escolástica, desde Duns Escoto a Tomás de Aquino e Nicolau de Cusa. Além disso, a maioria das religiões universais conjuga o amor pela natureza com a valorização do ser humano e com a protecção da vida humana desde a concepção até à morte natural, o que significa uma posição crítica em relação à guerra nas suas diversas formas. Em aditamento, a maioria das religiões universais entende a ordem cósmica como estando na génese da ética, o que significa uma valorização do cosmos e da sua ordem.

Jane Burgermeister menciona, com muito propósito e oportunidade, a génese ideológica do grupo de Bilderberg que mergulha nas correntes gnósticas europeias que engendraram o Iluminismo. A Sociedade de Teosofia foi uma dessas correntes gnósticas; a religião maçónica, herdeira directa do gnosticismo antigo, foi outra. Porém, o gnosticismo ramificou-se em várias direcções criando várias seitas modernas, como aconteceu, aliás, no início da Era cristã.

Como escreveram Eric Voegelin e Hans Jonas, o niilismo gnóstico tornou-se a principal corrente de pensamento do modernismo. E muitas vezes, quando pretendemos combater as acções criminosas do grupo de Bilderberg, corremos o risco de cair na rede ideológica de uma religião política que se rege pelos mesmos princípios de herança gnóstica, como por exemplo, o marxismo. O que separa o marxismo cultural da cultura de Bilderberg, não é o conteúdo, mas a forma — é apenas um veneno idêntico contido em um frasco diferente. Por isso, as opções e decisões da acção política na contemporaneidade tornam-se extremamente difíceis, porque sendo o ser humano um produto da História, não consegue despir-se totalmente das influências culturais coevas.

O combate à plutocracia internacional de herança gnóstica de Bilderberg — a que o poeta Fernando Pessoa chamou de “grupo dos trezentos” — não pode passar pela militância nas actuais religiões políticas, porque estas fazem parte do problema e não da solução. Ademais, existem indícios claríssimos de financiamento de organizações como o Green Peace por parte do grupo de Bilderberg. A única forma de combater essa gente será talvez através de organizações espontâneas dos cidadãos consciencializados da urgência dessa luta, e sem predominância de qualquer ideologia própria das religiões políticas existentes. E essa tomada de consciência passa pela sensibilização dos cidadãos para o problema.

Por exemplo: se nos juntamos aos Verdes (ou marxismo cultural) para combater o grupo Bilderberg seria aprovar uma política niilista que pretende proteger a natureza à custa do sacrifício ritual do ser humano, que consiste na promoção cultural do aborto e na desvalorização da vida humana — que é exactamente a política eugenista de Bilderberg para a redução compulsiva da população mundial. Isto significa que os marxistas culturais e o grupo de Bilderberg são duas faces da mesma moeda, ou usando a linguagem de Hegel, são a tese e a antítese à procura da superação dialéctica.

As raízes dos movimentos ambientalistas europeus são tão gnósticas como as do nazismo ou marxismo e das outras religiões políticas. Se nos lembrarmos do movimento alemão do início do século XX, os Wandervögel, que contribuíram para a base ideológica do nazismo; se nos lembrarmos da obsessão ecológica de Heidegger, e o seu serviço ao nazismo que desprezou a vida humana — percebemos a dimensão da complexidade da acção política contemporânea.

Talvez uma das soluções possíveis para o problema seja a criação de um movimento político de dimensão europeia que tenha como objectivo um renascimento cultural que devolva ao cidadão a valorização cultural das suas raízes civilizacionais, ou seja, um movimento político que combata o Iluminismo naquilo que ele teve de pior, e sem ter a pretensão absurda de querer regredir no tempo ou defender uma ucronia política. Uma dessas soluções é o da democracia directa. A denúncia do Iluminismo através de um renascimento cultural teria a vantagem de obrigar as religiões políticas modernas a rever as suas sínteses ideológicas que funcionam dentro de uma lógica iluminista.

Os fenómenos de poder oculto, que submetem a política à economia e ao poder financeiro, tiveram a sua origem no Iluminismo. Esse poder já existia antes do Iluminismo, mas estava sujeito à política. A esmagadora maioria dos mentores do grupo de Bilderberg pertencem a grupos da maçonaria nos seus respectivos países. Por isso, foi com surpresa que li hoje no Jornal de Notícias que o ministro Santos Silva — que como sabemos tem ligações à maçonaria portuguesa — afirmou que a crise financeira internacional está ligada a “poderes ocultos”; como se ele não fizesse parte do problema.

4 comentários »

  1. Gostaria apenas de esclarer ou clarificar algumas afirmações aqui contidas:

    1. A Sociedade Teosófica é posterior aos movimentos gnósticos surgidos antes do Iluminismo, refiro-me especialmente aos Templários e Rosacruzes, os primeiros do seculo XII, os segundos do século XVII, ambos contendo princípios que não se identificavam,(sobretudo os segundos), com a época racionalista imposta pela mentalidade dominante na então era das “Luzes”.

    2. O niilismo gnóstico que refere aparece depois da revolução francesa, baluarte da degenerescência dos movimentos ocultistas criados antes dela, o caso da maçonaria é paradigmático onde o rito escocês regular espiritual e religioso proveniente dos Templários, cede o lugar ao rito francês irregula com propósitos essencialmente políticos de intervenção revolucionária oriundos do Jacobinismo.

    3. Alguns movimentos gnósticos, pelo menos os mais importantes, refiro-me inclusive aos criados mais recentemente, posicionam-se frontalmente contra o aborto nos seus postulados doutrinários, criticando as sociedades que se pautam por valores mecanicistas, comerciais e materialistas.

    4. A única via para a resolução dos graves problemas que as sociedades actuais enfrentam passa pela tomada de consciência das causas que promovem tais desideratos, implementando, como antídoto, uma autotransformação estrutural através de uma reformulação educacional que inclua urgentemente métodos metacognitivos do ponto de vista cívico, e uma formação espiritual alicerçada em valores éticos pragmáticos.

    Sem este renovado conceito de mudança, imprescindível nos dias que actualmente decorrem, pouco ou nada se transformará, e para que essa trasformação ocorra será necessário que a humanidade tome em mãos essa responsabilidade de se auto-alquimizar atavés de vários movimentos cônscios dessa radical mudança; os gnósticos, quando cientes da sua missão, terão uma palavra a dizer, assim como todas as instituições que façam da espiritualidade uma frente coesa contra o materialismo.

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    Comentar por Paulo Sérgio — Quinta-feira, 16 Setembro 2010 @ 3:52 pm | Responder

    • @ Paulo Sérgio :

      Ponto por ponto:

      1. Não há dúvidas que a sociedade teosófica é relativamente recente. Mas isso não significa que, por ser mais recente, a sociedade teosófica se identifique com os princípios da « época racionalista imposta pela mentalidade dominante na então era das “Luzes” ».

      Contudo, a génese da dissensão racionalista da época das luzes ( o Iluminismo) não surgiu nem poderia ter surgido do nada. Essa dissensão tem origem em uma evolução lenta e secular de uma determinada idiossincrasia (mais do que uma mera ideologia) que se manteve culturalmente latente e que tem raízes (pelo menos) na antiguidade tardia. Podemos contudo retroceder mesmo às religiões da Mãe-Terra do paleolítico superior para encontrar paralelismos idiossincráticos com o gnosticismo da antiguidade tardia.

      O gnosticismo foi, a traço grosso, uma reacção cultural recessiva contra a mudança de paradigma religioso introduzido pela Era de Ouro ( ver Karl Jaspers) da humanidade, que se situou entre o século VI e V antes de Jesus Cristo.

      2. Temos que definir “niilismo gnóstico”, porque de outro modo podemos estar a falar de coisas distintas. Eu sei que as definições horrorizam as ideologias, mas não podemos proceder de outro modo.

      O niilismo gnóstico é a recusa da realidade tal qual ela se nos apresenta no mundo macroscópico físico e, neste sentido, é a recusa da experiência humana — uma vez que é impossível definir a realidade. O ser humano apenas experiencia a realidade e partilha a sua experiência através da intersubjectividade. Ora, é essa experiência humana que o niilismo gnóstico recusa, e implica necessariamente a recusa do senso-comum. Este aspecto (a resusa do senso-comum) é importante para percebermos a evolução idiossincrática do gnosticismo antigo até ao gnosticismo moderno.

      3. Segundo o conhecido psiquiatra francês Paul Sérieux, o elemento fundamental da condição psicopatológica da interpretação delirante da realidade é a multiplicidade das interpretações delirantes, ou seja, “um raciocínio falso que tem como ponto de partida uma sensação real, um facto exacto, o qual em virtude de associações de ideias ligadas às tendências e à afectividade e através de induções ou deduções erradas, acaba por adquirir para o doente uma significação pessoal, pela qual tudo se coloca inexoravelmente em relação em torno desse facto”.

      Segundo Paul Sérieux, o delírio interpretativo caracteriza-se por uma psicose delirante crónica, sistematizada, de carácter não alucinatório que se caracteriza por:

      • multiplicidade e organização de interpretações delirantes;
      • ausência ou penúria de alucinações (contingentes);
      • persistência da lucidez e da actividade psíquica;
      • evolução através da extensão progressiva das interpretações;
      • incurabilidade, sem demência terminal. (Sérieux & Capgras, p. 4-5)


      4. Portanto, a recusa da realidade tal qual ela se nos apresenta e tal qual o ser humano a experiencia é causada por uma interpretação delirante da realidade. Este tipo de característica existe na espécie humana desde sempre, e acompanhou alguns elementos da humanidade desde o seu aparecimento até aos dias de hoje. Podemos dizer que esta é a condição principal da idiossincrasia gnóstica, que foi adaptando as ideias-base e ideologias à idiossincrasia delirante pré-existente (e não o contrário disto).

      Vou dar dois exemplos de recusa gnóstica distanciados no espaço-tempo:

      • A recusa do Deus bíblico, acusado de “demiurgo”, em favor de um Deus gnóstico que se separa totalmente da humanidade e do “mundo tóxico” em que os seres humanos vivem.
      • A Grande Recusa de Herbert Marcuse e do marxismo cultural.

      Os conteúdos são diferentes, mas a idiossincrasia é idêntica. Entre estas duas ideologias existe um traço comum: a recusa da realidade e o delírio interpretativo.

      5. A mente revolucionária e gnóstica não surgiu do nada. Esteve latente ao longo de milénios através de diversos conteúdos gnósticos submetidos a uma idêntica característica idiossincrática.

      6. Em relação ao seu ponto 3, não sei a que movimentos gnósticos se refere. É de notar que nem todos os movimentos religiosos dissidentes do catolicismo se podem considerar gnósticos. O gnosticismo tem por característica a noção de que a salvação se obtém através do conhecimento e não da prática ou do comportamento humanos. Esta noção implica necessariamente a criação de um grupo de eleitos “que conhecem” e que são sujeitos a uma hierarquia da salvação. Por exemplo, o espiritismo kardecista não é uma doutrina gnóstica propriamente dita, até porque esta doutrina não recusa a realidade tal qual ela se nos apresenta.

      7. Em relação ao seu ponto 4: outra das características do gnosticismo de todos os tempos — a tal idiossincrasia delirante — é a de que é possível alterar a natureza fundamental da realidade através do conhecimento, e neste sentido, é possível alterar a natureza essencial (de essência) do ser humano. Ora, pensar assim é interpretar a realidade de forma delirante, porque a haver uma transformação da essência do ser humano ela deve ser sempre interior (subjectiva) e não imposta aos outros; e sendo interior, depende sempre da vontade que não pode ser imposta de forma coerciva ou violenta.

      A crença segundo a qual é possível alterar a natureza fundamental da realidade levou à morte de mais de 200 milhões de vítimas inocentes às mãos do movimento revolucionário/gnóstico só no século XX — mais mortes do que as ocorridas em todas as guerras e conflitos existentes desde o século III a.C até ao fim do século XIX.

      Uma coisa é a educação — que não é novidade; a educação é um esforço constante a cada geração e não colide com os princípios estruturais da natureza fundamental da realidade. Outra coisa é a ideologia (ou a idiossincrasia que lhe está na base) que nega a realidade, e neste sentido, nega a essência humana (nega e recusa o Homem).

      Qualquer concepção de mudança que coloque em causa a estrutura fundamental da realidade e a essência humana, é delirante — faz parte de um problema mental.

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      Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 16 Setembro 2010 @ 6:14 pm | Responder

  2. Desculpe mas não resisto a fazer um pequeno comentário à sua longa dissertação acerca dos gnósticos, ideologias e problemas do fôro mental, que me parece ter pôsto tudo no mesmo saco.

    Tudo é ideologia, na sua concepção, não escapando a esta as próprias visões positivistas alicerçadas nos diagnósticos terapêuticos alopáticos ou psicanalíticos, sobre a conduta de quem não aceita um modo de viver específico.

    As ideias propagam-se em função de revelações ou das causas que propiciam revoluções, à posteriori, desencadeando sistematizações que corroboram uma dada impressão de um fenómeno particular a contestar ou a transformar, conforme as condições energéticas em curso.

    Se chamamos a isso delírios, será talvez porque as entendemos como tal através de meras interpretações momentâneas, fruto de uma cosmovisão diacrónica que não entende os movimentos de cada época em função de uma estrutua cósmica que ultrapassa qualquer tipo de análise circunstancial, e tudo o que sai do âmbito do nosso entendimento é catalogado nos termos em que o nosso tempo, meramente racional, estipula.

    Por isso é complicado associarmos uma postura religiosa, política ou simplesmente sociológica a uma fuga da realidade conducente a problemas psíquicos de quem diverge do status quo dominante. Fazer isto pressupõe uma prática muito parecida à usada nos campos de concentração soviéticos que etiquetavam de doentes os dissidentes do regime então em voga.

    Finalizo por aqui este meu comentário e futuras respostas, a fim de não me estender por dissertações abusivas que, em demasia, poderão remeter-nos para as lides palavrosas que a nada conduzem senão a meros litígios de lucubração mental e que podem, eventualmente, ser entendidas como devaneios psíquicos ou intelectuais, não passando disso, apenas conceptualizações verbais sem aplicação prática e resolutiva.

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    Comentar por Paulo Sérgio — Quinta-feira, 16 Setembro 2010 @ 10:24 pm | Responder

  3. 1. Meu caro, você está colocar palavras na minha boca que eu não disse. Onde é que eu disse que “tudo é ideologia” ? Vamos tentar manter o debate dentro de parâmetros de honestidade intelectual.

    2. A minha dissertação foi longa para compensar eventuais erros de interpretação que decorrem do facto de a sua ser, para além de curta e não viria daí o mal, essencialmente vaga.

    3. No que respeita ao positivismo, ele não é um mal em si mesmo. O problema é o cientismo que se iniciou com o próprio Comte e se desenvolveu até Stephen Hawking. A ciência positiva, desde que enquadrada nos seus limites naturais e próprios, não faz mal a ninguém — pelo contrário. Portanto, invocar o conhecimento científico positivista não é algo que possa ser considerado negativo. O que a ciência positiva não serve é para explicar os fenómenos; apenas os descreve.

    4. No sentido do ponto 3, foi invocado aqui Paul Sérieux e o delírio interpretativo.

    5. Um ser humano moderno, actual e mesmo ateu, como está na moda e fica muito bem (continua a ser religioso), quando se vê, por exemplo, no meio de um tremor de terra, verifica que a sua alma neolítica continua presente nele, porque a sua reacção perante um fenómeno como esse não mudou depois de 10 mil anos. É neste sentido que eu afirmo — e não sou só eu — que a essência humana não pode ser mudada através de engenharias sociais revolucionárias sem que o Homem seja violentado. Não é possível mudar a estrutura fundamental da realidade, por várias razões lógicas que não cabem aqui senão com o risco de eu ser acusado de ter uma dissertação longa.

    6. Portanto, eu abordei situações concretas e objectivas. A ideia subjectiva que você possa ter da minha opinião, interessa-me pouco. Interessa-me antes coisas objectivas. “Mera interpretação momentânea” é a sua porque se escora apenas e só na sua subjectividade.

    7. A sua visão da realidade parece — repito: parece — ser historicista, através da qual a História tem um Eidos ou uma forma definida que se cumpre através do desejo mais ou menos profético. Ora essa é outra característica do gnosticismo, seja ele antigo (Joaquim de Fiore, por exemplo) ou moderno (Karl Marx ou Francis Fukuyama, que afirmaram o Fim da História). A verdade é que a História não tem uma forma, e basta saber um pouco de mecânica quântica para termos a certeza, tanto quanto é possível ter certezas, de que de facto não existe um Eidos histórico.

    8. Se existem “movimentos de cada época”, a estrutura fundamental da realidade não é, por isso ou decorrente desses movimentos, alterada, da mesma forma que não podemos transformar uma onda quântica em outra coisa qualquer a nosso bel-prazer, ou não podemos alterar a realidade onda / partícula da Função Ondulatória Quântica. Ora, a natureza humana essencial faz parte dessa realidade que não podemos alterar no seu fundamento. Este é o meu ponto e insisto nele.

    9. Uma coisa é a fuga à realidade, que toda a gente mais ou menos tem; outra coisa é o delírio interpretativo. Exactamente porque alguém foge à realidade, reconhece implicitamente que a realidade existe com todas as suas características que se experienciam, e experimenta-a tal qual ela é. A fuga à realidade não é uma forma de negação da realidade, porque só foge de alguma coisa quem reconhece e tem consciência da sua existência.

    De forma diversa, a interpretação delirante nega, desde logo, a realidade, recusa a sua existência tal qual ela é — que é coisa diferente — e pretende impôr uma realidade que é a sua e a seu bel-prazer. É nitidamente uma doença mental invisível, dado que o paciente faz a sua vida normal sem que se detecte a anomalia. Portanto, não confundir as obras do mestre Picasso com as picas de aço do mestre de obras.

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    Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 16 Setembro 2010 @ 11:52 pm | Responder


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