perspectivas

Terça-feira, 1 Junho 2010

A “frota humanitária” que declarou guerra a Israel

Filed under: Política — O. Braga @ 8:02 am
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Uma forma de eu mostrar em toda a vizinhança que o meu vizinho do lado é um bruto, pode ser a de colocar em causa os interesses particulares e mesmo vitais dele, esperar a reacção violenta dele, e depois gritar desalmadamente que fui agredido e que “o vizinho é um bruto”. Funciona sempre. E a liderança palestiniana, ao longo do tempo e desde 1967 (guerra dos seis dias), não tem feito outra coisa senão colocar o seu próprio povo em risco sistemático para satisfazer o mórbido voyeurism europeu e o seu complexo de culpa esquerdista.

Israel está em guerra com o Hamas. Podemos tentar racionalizar a guerra, tentar saber quem tem razão, embora “o tempo das armas não seja o tempo das leis” (Plutarco). O que não podemos é tentar justificar a acção de quem alimenta a própria guerra com um comportamento aparentemente pacifista. “Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele”. Israel ofereceu os seus portos para descarga da ajuda alimentar da “frota humanista”, com a garantia de que a ajuda alimentar chegaria à faixa de Gaza; os “humanistas” — que tinham armas de fogo a bordo — insistiram num acto de guerra que consiste em furar o bloqueio imposto por Israel.

Se os israelitas permitissem que esta frota “humanista” passasse e entrasse em Gaza, mesmo que desta vez não tivessem armas a bordo para alimentar a guerra do Hamas, nada garantiria que uma onda de “frotas humanistas” não chegassem em catadupa com armas pesadas a bordo para uso dos fundamentalistas islâmicos e destinadas a acções de guerra sobre a população civil de Israel.

Quanto ao papel da Turquia neste imbróglio, basta saber quem é o actual primeiro-ministro turco e qual é o cariz ideológico do actual partido no poder nesse país, para depois ficarmos a saber as razões da complacência política turca em relação à “frota humanista” que declarou guerra a Israel.

1 Comentário »

  1. Eu ate comentei co um colega qe isso era tudo que a cambada queria; um motivo pra falar mal de Israel.

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    Comentar por Billy Costalonga — Terça-feira, 1 Junho 2010 @ 8:13 am | Responder


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