perspectivas

Quinta-feira, 22 Abril 2010

O absurdo do conceito de “orientação sexual”

O problema da opinião é que deve ser racional e nesta medida ter em conta a lógica mais elementar. Nós não podemos, em nome das ciências, defender posições acientíficas — e é o que está a acontecer hoje na nossa sociedade comandada pelo politicamente correcto — como não podemos defender, em nome da ética, posições anéticas, etc.

Por exemplo, o conceito de “orientação sexual” é um absurdo, por duas razões essenciais:

  • Primeiro, porque separa a sexualidade da natureza, esta não só entendida como os gregos a entendiam — como o processo global e holístico do desenvolvimento da vida — como no sentido actual e físico do termo.
  • Em segundo lugar, o conceito de “orientação sexual” abre espaço cultural para as mais diversas e esdrúxulas “orientações sexuais” — por exemplo, a zoofilia, a pedofilia, a necrofilia, etc.


Porém, por mais que nós utilizemos a razão para demonstrar, de uma forma objectiva, o absurdo do conceito de “orientação sexual”, o lisboeta estúpido e convencido que vive no umbigo do mundo, aceita estas irracionalidades politicamente correctas com a maior naturalidade. E por detrás desta aceitação do irracional está a noção ilógica segundo a qual o conceito de “orientação sexual” elimina injustiças e atenua a discriminação.

Não é a “diferença” entre as pessoas que, por si só, é discriminatória ! Existem basicamente dois factores que preexistem à discriminação social : o factor económico que condiciona e determina a cultura (por exemplo, no caso do racismo que justificou a escravatura e ainda hoje justifica um certo apartheid de estratos sociais), e a política — esta última não entendida no sentido da pólis grega, mas no sentido moderno do campo de acção das religiões políticas radicais (como o nazismo e o marxismo) e no quadro do pensamento gnóstico da “grande recusa” do marxismo cultural de Herbert Marcuse e da escola de Frankfurt em geral, e que se desenvolveu até à actualidade através de gente como Foucault, Derrida, Habermas, etc .

A “grande recusa” segundo Marcuse é um exemplo da não-aceitação gnóstica da realidade inerente à mais fundamental condição humana. O gnóstico recusa a condição fundamental da realidade humana e pretende escapar dela, e nesse movimento de escape em relação à realidade fundamental da condição humana, o gnóstico assume a irracionalidade e o absurdo como base de acção política.

A aceitação da condição fundamental da realidade humana não significa que tenhamos que aceitar a injustiça, mas também não significa que tudo o que existe na condição fundamental do ser humano seja injusto e tenha que ser mudado de acordo com a nossa concepção subjectiva da realidade. Ora o gnóstico não consegue distinguir claramente a injustiça, que pode ser corrigida, da condição fundamental da realidade humana (que o gnóstico também considera injusta) que não pode ser mudada sem que o indivíduo e a sociedade sofram a espécie de horrores perpetrados pela mente revolucionária durante o século XX.

Só podemos conceber a “orientação sexual” se a basearmos na subjectividade. E se a basearmos na subjectividade, então existem pelo menos — porque o passado da humanidade também conta — tantas “orientações sexuais” quantos seres humanos existem no mundo. Portanto, se a “orientação sexual” é uma realidade objectiva no sentido em que dá expressão à subjectividade humana, existem pelo menos cerca de 7 mil milhões de orientações sexuais distintas. Isto não nos parece um absurdo? Será que podemos reduzir ao nível do indivíduo a definição da sexualidade humana? Mas este absurdo é aceite pelo troglodita moderno (principalmente o da capital do império que já não existe).

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