perspectivas

Terça-feira, 13 Abril 2010

Ainda sobre Raquel Freire

Vinha há pouco de Aveiro e sintonizei a Antena 1 da RDP. Pela primeira vez ouvi a Raquel Freire de que falei em outro postal. Na ressaca dos protestos dos ouvintes da RDP em relação à sua última intervenção, RF voltou a falar (na opinião dela) na “importância da masturbação e da luta contra a excisão feminina”, tentando estabelecer uma relação de causa-efeito (que não existe na realidade) entre estas duas situações. Por isso é que a Raquel Freire é perigosa: engana os ouvintes valendo-se de uma pretensa autoridade de direito que lhe é concedida por uma elite política correcta e marxista cultural.

A excisão feminina está ligada a um tipo de práticas multi-milenares — é uma prática que tem milénios e é pré-histórica — que engloba também a circuncisão masculina. Ao contrário do que a Raquel disse na Antena 1, por mentira ou ignorância, a excisão feminina e a circuncisão masculina não eram praticadas nas culturas primitivas por uma questão de retirar o prazer sexual à mulher ou ao homem. Tratam-se de rituais — estúpidos, mas rituais — de iniciação na sociedade, como existem depois outros rituais mais tarde na vida do ser humano, como a iniciação da puberdade e da adultez. Naturalmente que na medida em que a Raquel Freire faz coincidir plenamente o seu desejo lésbico subjectivo com a sua própria identidade pessoal, ela vê sexo explícito em tudo o que mexe.

Os primeiros a lutar contra a excisão feminina foram os homens missionários católicos, nomeadamente os jesuítas.

A mesma elite política que apoia e incentiva a Raquel Freire na sua militância lésbica e anti-cultura, é a mesma elite que abriu as portas à imigração islâmica e que defende o multiculturalismo que oculta a excisão feminina na Europa, numa espécie de aliança política entre Marx e Maomé contra o inimigo comum, o cristianismo. A Raquel Freire está numa posição de contradição insanável e insustentável; pode tentar enganar meio-mundo durante algum tempo, mas não enganará o mundo inteiro durante todo o tempo.

Não se pode defender simultaneamente o multiculturalismo na Europa, como o faz o Bloco de Esquerda, o PCP e o PS, e defender uma determinada e necessária homogeneidade cultural; a não ser que a Raquel Freire defenda a concentração do Poder nas mãos de uma elite política da sua (dela) simpatia, para assim se poder mudar o mundo e a natureza fundamental da realidade e do ser humano — o que já foi tentado pelo movimento gnóstico e revolucionário durante o século XX, com o resultado atroz de mais de 200 milhões de vítimas inocentes. Morreu mais gente assassinada desde o aparecimento dos movimentos revolucionários do século XIX até hoje, do que em todas as guerras em todo o mundo desde o século V a. C. até ao século XIX d. C.. Pelo que se vê, a Raquel Freire e os seus amigos querem mais sangue…

1 Comentário »

  1. […] Mendes se pode configurar um caso de um jornalista censurado, no caso de Raquel Freire trata-se de um caso de uma pseudo-jornalista afastada por incompetência, parcialidade por motivação política… Share this:EmailGostar disto:GostoBe the first to like this . Deixe um […]

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    Pingback por Sobre a polémica RDP versus Raquel Freire « perspectivas — Quarta-feira, 25 Janeiro 2012 @ 5:35 am | Responder


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