perspectivas

Segunda-feira, 12 Abril 2010

Sobre a carta do cardeal Ratzinger ao bispo americano John S. Cummins

  1. Em meados da década de 80 do século que findou, um padre americano de seu nome Stephen Miller Kiesle solicitou ao bispo da sua (dele, do padre) diocese, que era então o bispo John S. Cummins, a dispensa do celibato — o celibato é uma característica do sacerdócio na igreja católica, como sabemos.
  2. As questões orgânicas relacionadas nomeadamente com o celibato dos sacerdotes católicos são tratadas pela Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), o que não acontece com os casos normais e vulgares de disciplina interna em cada diocese.
  3. A disciplina interna em cada diocese é da responsabilidade directa e única dos respectivos bispos.
  4. Em função do pedido de dispensa de celibato por parte do referido padre (ver ponto 1), o bispo respectivo (John S. Cummins) solicitou um parecer da CDF.
  5. A resposta do cardeal Ratzinger, que era à época o responsável pela CDF, — carta de resposta que veio mal traduzida do latim nos me®dia — referia-se, por isso, a um pedido de dispensa de celibato por parte do padre Kiesle, e é nesse contexto que a carta do então responsável pela CDF deveria ser lida pelos me®dia se não existisse uma intenção propositada de manchar a reputação do actual Papa.
  6. Um bispo tem toda a autoridade eclesiástica necessária para dispensar um padre do seu exercício se tiver provas ou evidências de que esse padre tem um comportamento contrário ou adverso ao que é recomendado pela ICAR. Isto significa que o bispo Cummins, segundo o direito canónico, não tinha necessidade de pedir a interferência do Vaticano — e muito menos da CDF — para poder actuar num caso de um padre pedófilo. Se o bispo Cummins sabia do caso do padre Kiesle e não actuou em conformidade com a sua liberdade para o fazer, a responsabilidade primeira é sempre do bispo e não da CDF que não tem, aliás, nenhuma autoridade neste tipo de casos disciplinares em concreto.
  7. Quando, na referida carta, o cardeal Ratzinger chama à atenção da necessidade de proteger o celibato no sacerdócio católico, não estava necessariamente a proteger um caso de pedofilia como alegam os me®dia — até porque não é a função do responsável pela CDF interferir com a autonomia dos bispos na gestão disciplinar das suas dioceses. Esta conclusão dos me®dia pode ter duas origens: ignorância sobre o funcionamento da ICAR e/ou intenção maliciosa.
  8. O então responsável pela CDF, cardeal Ratzinger, apenas se referiu à petição do padre Kiesle feita ao bispo Cummins em ser dispensado dos votos de celibato sacerdotal. Os me®dia intuíram daí que o cardeal Ratzinger estaria a proteger um caso de pedofilia que se veio a demonstrar mais tarde mesmo depois de o padre Kiesle ter sido dispensado do sacerdócio — o cidadão Stephen Miller Kiesle continuou a abusar de crianças depois de ter deixado de ser padre.

No esclarecimento exaustivo e detalhado deste caso, ler o que escreveu o Frei Joseph Fessio.

Aproveitando-se da ignorância da maioria da população sobre o funcionamento da ICAR, o marxismo cultural europeu pede que o Papa seja preso aquando da sua visita a Inglaterra em Setembro próximo.

Entretanto, os me®dia entram naquilo a que se chama a “espiral do silêncio”: publicam 100 notícias contra a reputação do Papa sem direito a contraditório, segundo a perspectiva nazi e de Goebbels de que “uma mentira repetida acaba por ser transformada em verdade”.

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