perspectivas

Quarta-feira, 31 Março 2010

A intervenção directa da política na educação das nossas crianças

A classificação do bullying como crime público, por parte deste governo e da ministra da educação (que pertence à maçonaria feminina), revela a total e completa desorientação por parte do que se considera ser hoje a “civilização laica”. Estamos, de facto, a viver num mundo governado por gente totalmente louca.

A partir de agora, pode passar a ser comum a polícia entrar numa escola e prender um miúdo de 10, 11, 12 ou 13 anos. E a coberto desta decisão de transformar o bullying em crime público, pretende-se significar que se reforça a autoridade dos professores, quando essa decisão vai exactamente no sentido contrário: a partir de agora, o professor chama a polícia e tira o “problema” de cima das suas costas; a escola transforma-se cada vez mais em “ensino sem educação”, e a área da educação, que é por sua natureza, pré-política, transforma-se num espaço de intervenção da política. Está tudo louco. Em vez de se dar meios de actuação à escola e ao corpo de professores, mete-se a polícia e política lá dentro.

Existe nesta decisão da ministra maçónica um princípio deliberado e perigoso. A coberto desta crescente intervenção directa da política numa área pré-politica como é a educação, a loucura dos nossos governantes vai instituir, entre outras coisas, a sexualização das nossas crianças. Esta politização da escola e da educação não é inocente. Estamos a lidar com uma elite governante composta por gente mentalmente transtornada, que perdeu referências e balizas éticas, culturais e civilizacionais.

A ideia marxista ou maçónica de “civilização laica” só pode vir de uma mente totalmente alienada e louca. Só um doido varrido ou um estúpido pode falar em “civilização laica”. Não existe, nunca existiu nem nunca existirá uma “civilização laica”. O destino da “civilização laica” europeia é ser transformada na Eurábia. A islamização da Europa será o fim da “civilização laica”. As descendentes directas da actual ministra da educação têm grandes probabilidades de virem a andar de burka vestida, ou de véu islâmico. Porém, foi através deste conceito de “civilização laica” que chegamos à situação actual.

O que a “civilização laica” fez ― seja por via do marxismo e das outras religiões políticas, seja por via do gnosticismo maçónico europeu ― foi separar os símbolos (os valores) das suas origens. Dou um exemplo: os direitos humanos. O conceito de “direitos humanos” teve origem na escolástica medieval, que por sua vez teve origem nas ideias fundacionais do cristianismo e na filosofia grega. Porém, o Iluminismo laicista e revolucionário separou o conceito de “direitos humanos” da sua origem ideológica ― ou seja, operou um corte ideológico. Ao operar este corte ideológico (“ideológico” no sentido do simbolismo, e não no sentido moderno das religiões políticas), o que restou da simbologia dos direitos humanos passou a ser um efeito sem causa, um fenómeno de um presente sem passado e sem História. E quando desconhecemos a origem de um conceito, entramos necessariamente em confusão ― é uma questão de tempo até que a desorientação social, ética e cultural aconteça enquanto a “civilização laica” avança e se espalha na Europa.

Geração após geração, no meio da loucura instituída através do conceito de “civilização laica” maçónica ou marxista, essas referências culturais e civilizacionais ― já de si fragilizadas pelo corte nos simbolismos operado pelas religiões políticas depois do Iluminismo ― vão se perdendo. Cada geração que passa afasta-se ainda mais das origens dos símbolos da nossa cultura e da nossa civilização. E quando os valores e os símbolos culturais se perdem no decorrer das gerações, entra a polícia e a política em acção na educação das nossas crianças ― reprime-se com autoritarismo e com a irracionalidade do medo, em vez de se cultivar a racionalidade da autoridade na escola.

A nossa classe política actual, seja a marxista, seja a que é controlada pela maçonaria, é criminosa. Chegará o dia em que será julgada, senão pessoalmente, pelo menos em memória.

6 comentários »

  1. […] A intervenção directa da política na educação das nossas crian&cc…   […]

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    Pingback por A intervenção directa da política na educação das nossas crianças « Socraquistão — Quarta-feira, 31 Março 2010 @ 2:07 pm | Responder

  2. Nem mais! Eu estou prestes a desistir… E o mais perverso é que acabam por ser os «pseudo-oponentes» que pedem estas medidas! A minha iniciativa das faltas de castigo é completamente ignorada, o louco sou eu, eles são os lúcidos, os que pedem a transformação do bullying em crime público.

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    Comentar por Henrique — Quarta-feira, 31 Março 2010 @ 2:30 pm | Responder

  3. […] via A intervenção directa da política na educação das nossas crianças « perspectivas. […]

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    Pingback por Endurecimento do regime – hora absurda 7 — Quarta-feira, 31 Março 2010 @ 2:39 pm | Responder

  4. Portugal, como país hoje está completamente irreconhecível, será que alguém hoje sabe que Portugal nasceu obra de um projecto oriundo da cabeça desse grande homem da baixa idade média chamado Bernardo do Claraval ? Que Portugal nasceu com a principal missão de levar a mensagem de Cristo pelo mundo, originando uma maneira de ser e estar únicas no mundo ? Os portugueses são um povo espiritual,ser português é primeiro ser e sentir-se cristão, quem não reconhecer isto ou não entender isto não percebe nada de Portugal, esta baixa política, estes políticos de plástico estão completamente divorciados da matriz identitária nacional.

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    Comentar por Luis Ribeiro — Quarta-feira, 31 Março 2010 @ 5:28 pm | Responder

  5. amigo Orlando – mais uma de muitas vezes – foi com imenso prazer que li este texto
    acabei de reler – de lápis em punho – a ‘Crise da Educação’ da H. Arendt e apreciei mais uma vez esta sintonia de onda
    é um texto bastante datado mas de onde se retiram – se se quiser – meia-dúzia de pedras de toque para o que deveria ser uma Educação com algum sentido – tanto na década de 50 como hoje!!
    …pedras de toque que continuam afastadas deste mosaico social caótico que pela exaustão da empresa cada vez dá menos vontade tentar aprumar
    um abraço de incentivo

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    Comentar por Pedro Nunes — Quarta-feira, 14 Abril 2010 @ 9:30 am | Responder

    • @ Pedro Nunes:

      As ideias de Hannah Arendt não são originais. Antes dela, e onde ela foi beber as ideias expressas sobre a educação, falou Scheller e mesmo Karl Jaspers (dois ilustres desconhecidos da nossa cultura).

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      Comentar por O. Braga — Quarta-feira, 14 Abril 2010 @ 3:20 pm | Responder


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