perspectivas

Quinta-feira, 7 Janeiro 2010

Quero uma lobotomia, já!

« O meu exclusivismo “inclusivista” é natural, pertinente e a única opção lógica; e quem me contradizer está a fazer a prova da minha razão » ― é este o mote dos argumentos gayzistas expressos aqui por Isabel Moreira, em nome de uma pretensa “inclusão”. (via)

Isabel Moreira

Daqui a uns anos (depois do casamento gay e da adopção de crianças por duplas de gays), a Isabel Moreira escreverá um artigo insistindo na endémica vitimização gayzista, dizendo que continuam a existir suicídios porque não se tornou obrigatória a educação sexual nas nossas escolas que privilegie e imponha a apologia cultural da homossexualidade entre as nossas crianças, como “orientação sexual”. A luta gayzista não tem fim, porque se trata de uma doutrina.

A culpa é e será sempre dos outros, dos homófobos diabolizados, porque se vive uma autêntica doutrina que com o tempo se transforma em dogma. Partindo de factos concretos (o suicídio de alguns homossexuais, como se suicidam pessoas que não são homossexuais, mas estes últimos não interessam para a História da Isabel Moreira), e através de uma série de raciocínios indutivos e dedutivos erróneos, constrói-se uma narrativa desfasada da realidade e que enforma um delírio interpretativo.

Aquilo que a Isabel Moreira não diz, porque não convém à estratégia de afirmação da doutrina, é que o exclusivismo sexual é, por definição, dela própria e dos que abraçam a sua causa. Um homossexual (ou uma) acham que só eles têm direito à atracção e à repulsa sexual ― o tal “exclusivismo sexual” da Isabel Moreira ― e quando a atracção sexual que um gay tenha por um heterossexual é rechaçada por este, aquele acha-se automaticamente “discriminado”.

Em função da subjectividade dos seus desejos ― isto é, a subjectividade sexual que fundamenta a própria natureza da identidade do homossexual ―, qualquer rejeição sexual por parte de um heterossexual é considerada por ele como um atentado à sua própria identidade ― o que não acontece com o heterossexual, que vê numa “nega” por parte de uma mulher apenas o efeito da sua inabilidade pessoal (falta de jeito).
A idiossincrasia homossexual é indutora de um sentimento de auto-discriminação.

Por outro lado, os gays acham que têm todo o direito à repulsa sexual que eles próprios negam aos heterossexuais ― nomeadamente quando os “machões gay” consideram repulsivos os transexuais e os gays efeminados. E quem se atreve a colocar em causa o exclusivismo sexual da Isabel Moreira não faz mais do que dar-lhe razão.

Quem é exclusivista sexual e não é gay, é homófobo; o diabo em pessoa. Se for gay e exclusivista sexual, é uma pessoa normal que trabalha pela “inclusão”.

Para o homossexual, o facto de existir uma esmagadora maioria de pessoas do seu próprio sexo que o não desejem sexualmente já é, de forma mitigada, considerado por ele como sendo “discriminação”, não só em relação a si próprio ― na sua condição de homossexual ― mas também em relação à homossexualidade em si mesma. É aqui que germina o sentimento de “discriminação”, que parte do próprio homossexual e da sua condição, e que se projecta para a sociedade e não no sentido contrário.

O intuito gayzista é eminentemente político e pretende estigmatizar culturalmente a heterossexualidade, isto é, negar a realidade da Natureza por via da coacção moral que se pretende que venha a assumir contornos crescentes de violência cultural, psicológica e mesmo física perpetrada sobre a maioria, utilizando para o efeito os instrumentos de repressão ao dispor do Estado ― que, pelo contrário, deveria representar, de forma prioritária, os interesses da maioria natural e garantir o futuro da sociedade.

A Isabel Moreira defende no seu postal, de forma velada e implícita, a instauração do delito de opinião para quem se atreva a desafiar o exclusivismo gayzista. A expressão do desejo gay é, por si mesma, uma questão de identidade (senão a única forma de identidade possível num homossexual), e portanto, é uma questão de vida ou de morte ― a expressão do desejo gay não pode ser negociável de maneira nenhuma, e assume a forma de um direito incondicional e inalienável.

Por outro lado, a repulsa dos heterossexuais em relação ao acto homossexual é considerada pelos gayzistas como uma forma de violência inaceitável, e portanto, é classificada de “crime” ou “doença mental”. E depois dizem-nos que os doentes, os malvados, os criminosos, os exclusivistas, são os aqueles “outros” que não alinham com a “inclusão” gayzista.

Em resumo: a delirante agenda política gay tem como objectivos:

  • eliminar qualquer tipo de repulsa pelo acto homossexual por parte dos heterossexuais, o que significa a construção de uma cultura virtual de predominância homossexual ― sublinho: virtual, na medida em que se trata de formatar coercivamente uma cultura, e não da alteração (o que é impossível) da biologia humana ― , por um lado,
  • e decretar por lei o exclusivismo dos gays ao direito à repulsa sexual, por outro, o que transforma a agenda política gay num projecto totalitário e elitista cultural perigoso.

6 comentários »

  1. A homossexualidade já é imposta nas escolas hoje em dia.
    É normal celebrar-se o dia dos namorados em muitas creches.
    Já começa a ser normal que um menino faça o seu postal de namorado(a) para outro menino do mesmo sexo.

    Até os filmes infantis já tem a sua personagem gay obrigatória.

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    Comentar por Antonio Simoes — Quinta-feira, 7 Janeiro 2010 @ 10:12 am | Responder

  2. […] A palavra-mestra “homofobia” é “pau para toda a colher”, pode ser utilizada e aplicada em praticamente todas as situações de confronto ideológico, camaleoniza-se consoante as circunstâncias, assume uma ambiguidade não só de “situação” como de “princípios”. A simples repulsa pelo acto sexual homossexual passa a ser uma manifestação de “homofobia”: trata-se de uma ideologia (link). […]

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    Pingback por A instrumentalização do “casamento” gay por parte da esquerda « nous — Segunda-feira, 11 Janeiro 2010 @ 2:02 pm | Responder

  3. Caro sr. Braga,

    Uma das obras que mais ajudou a minha compreensão do que está por detrás do “movimento gay” foi esta:

    http://www.amazon.com/Pink-Swastika-Scott-Lively/dp/0964760932

    O pessoal acha que chamar as patrulhas gayzistas, o que está longe de ser verdadeiro, de gaystapo, é uma brincadeira. Pobres coitados. Nem imaginam o que está por vir.

    Um abraço.

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    Comentar por Carlos Velasco — Domingo, 22 Maio 2011 @ 3:06 pm | Responder

  4. Existe uma versão online em inglês.

    http://www.thepinkswastika.com/5201.html

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    Comentar por O. Braga — Domingo, 22 Maio 2011 @ 4:52 pm | Responder

  5. bill weintraub lidera um grupo de maricones que pretendem a restauração de esparta.

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    Comentar por - — Segunda-feira, 23 Maio 2011 @ 8:45 pm | Responder

  6. «Heterosexualization

    The process by which a false masculinity is imposed upon masculine-identified men, a pseudo-masculinity which forces them into the denial of their same-sex feelings and an exclusively “heterosexual” expression of sexuality.

    Heterosexualization is most widespread in the industrialized and post-industrialized West — the US, UK, EU, Canada and Australia;

    and is accomplished through the destruction of all-male spaces; the forced mixing of the sexes, particularly in adolescence; and the identifying of masculinity with exclusive “heterosexuality.”

    In reality, it is both normal and natural for masculine-identified men to have sex with other masculine-identified men.

    Under heterosexualization, however, masculine men who acknowledge their same-sex feelings and desires are shunted off into a ghettoized “gay” space which is dominated by effeminized males.

    In such a space, masculine-identified men are often accused of being “straight-acting”; and come under immense pressure to assume more effeminate behaviors, including anal penetration and promiscuity.

    We should be clear that absent heterosexualization, there would be no “homosexuals.”

    Nor would there be “heterosexuals.”

    As one of our Warriors has said,

    Male-male sex is isolated only because in the West, its spaces and its customs are completely heterosexualised (i.e. made mixed gender with pressures to be heterosexual). But heterosexual spaces are themselves unnatural — and it was only through financial and technological power brought by industrialisation that the western society could create such an artificial unnatural heterosexual environment.

    In sum:

    Heterosexualization is an historical process which

    eliminates same-gender environments and replaces them with mixed-gender environments;

    creates and then imposes upon men a false definition of masculinity, in which “real men” are constrained to be, both affectionally and sexually, exclusively heterosexual; and

    medicalizes and ghettoizes same-sex affection, intimacy, sex, and love; while dictating that all same-sex sexual expression be played out within the heterosexual paradigm of male and (pseudo-)female — thus, the gay male categories of top/bottom, active/passive, dominant/submissive, butch/bitch.
    Crucial to this process is the denigration, curtailment, and dismissal both of the male’s natural male aggression; and of his natural male attraction.

    Under heterosexualization, the male is steadily divorced from contact with other males, and forced into constant contact with females; while the two key attributes of Natural Masculinity, male aggression and male attraction, are forbidden him.» – os tais maricones

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    Comentar por - — Segunda-feira, 23 Maio 2011 @ 9:02 pm | Responder


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